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quinta-feira, 12 de março de 2015

Venda de divisas cai um terço em Angola e kwanza volta a desvalorizar-se



“”(…)  As vendas semanais de divisas do Banco Nacional de Angola (BNA) à banca comercial caíram um terço na última semana, face à anterior, com a taxa de câmbio oficial de dólares para kwanza a bater novos máximos.

De acordo com o relatório semanal sobre a evolução dos mercados monetário e cambial, do BNA, ao qual a agência Lusa teve hoje acesso, o banco central angolano realizou vendas em leilões, entre 02 e 06 de março, de 399,4 milhões de dólares (370,5 milhões de euros), menos 33,5% face à semana anterior.
Este valor compara com as vendas de divisas na última semana de fevereiro, de 600 milhões de dólares (556 milhões de euros), e de 450 milhões de euros (417 milhões de euros), na anterior.
As vendas da primeira semana de março pelo BNA foram concretizadas a uma taxa média de referência do mercado cambial interbancário de 107,417 kwanzas (93 cêntimos de euro) por cada dólar, um novo máximo.
Esta taxa de câmbio oficial não pára de subir desde novembro, quando um dólar valia menos de 100 kwanzas.
Em causa está, sobretudo, a diminuição de receitas de venda do barril de crude por Angola, o que fez diminuir a entrada de divisas no país, provocando a escassez de dólares no mercado e dificultando o pagamento das empresas a fornecedores internacionais.

Devido às restrições impostas pelos bancos comerciais no levantamento de divisas, face à escassez da moeda norte-americana, as taxas praticadas no mercado informal têm vindo a disparar, com a compra de cada dólar a manter-se acima dos 120 kwanzas nas ruas de Luanda.
O governador do BNA afirmou, a 06 de fevereiro passado, que "antecipações erradas" da crise do petróleo por agentes económicos estão na origem das dificuldades no acesso a divisas, porque as vendas mensais fixam-se, em média, nos 1.500 milhões de dólares.
José Pedro de Morais Júnior disse que não existem motivos para as dificuldades relatadas no acesso generalizado a dólares nos bancos comerciais.
O Governador deu a entender que o problema está nas medidas de proteção adotadas pelos bancos, face aos efeitos da crise do petróleo, nomeadamente com a intenção de constituírem reservas para prevenir eventuais dificuldades. “” – FONTE : SAPO

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