Translate

Número total de visualizações de página

Mostrar mensagens com a etiqueta BESA. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta BESA. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

BESA não conseguiu identificar todos os beneficiários da garantia de Angola



“”(…)  O último presidente do BESA (Banco Espírito Santo Angola) admite que não foi possível identificar os beneficiários últimos dos clientes cujos créditos foram abrangidos pela garantia soberana de Angola. Rui Guerra explica que identificar todos os clientes e mutuários não quer dizer identificar os seus acionistas e beneficiários últimos, admitiu o gestor na comissão parlamentar de inquérito aos atos de gestão do Banco Espírito Santo e Grupo Espírito Santo.
Foi uma equipa interna do BESA que identificou os créditos em risco de incumprimento que vieram a ser incluídos na proteção da garantia soberana concedida no final de 2013. Em causa estavam créditos de 5700 milhões de euros, nem todos estavam vencidos, e que foram discutidos com as autoridades angolanas.
Questionado com muita insistência pelo deputado socialista Pedro Nuno Santos, sobre a identidade de alguns desses beneficiários, Rui Guerra invocou a lei do sigilo bancário angolano para não responder. E perante a pergunta: conseguiu identificar o beneficiário último da Vaningo (empresa que tinha relações com o BES)? Rui Guerra argumenta que responder significaria violar o segredo bancário angolano. O presidente da comissão, Fernando Negrão, lembra que esta lei é mais abrangente que a portuguesa e que a sua violação dá pena de prisão.
E a divulgação de dados sobre os clientes numa assembleia geral viola o segredo bancário angolano? Insistiu a deputada do Bloco e Esquerda, Mariana Mortágua. Rui Guerra responde que, segundo o pareceu que recebeu, essa divulgação não violaria o sigilo porque a ata da reunião dos acionistas do BESA não seria pública.
Ora esta ata, onde a gestão de Rui Guerra identifica vários créditos concedidos sem garantia e de alto risco a várias empresas, onde estariam sociedades ligadas ao ex-presidente Álvaro Sobrinho e à Escom, acabou por ser divulgada pelo jornal Expresso em 2014. Foi na sequência desta assembleia-geral, realizada em outubro e 2013, que o BESA e Ricardo Salgado se empenharam na obtenção de uma garantia soberana junto das autoridades angolanas para salvaguardar o risco de incumprimento.
O gestor conhece dois anexos à garantia de Luanda: um com a carteira de crédito e outro com imobiliário, que eram do conhecimento do BESA, dos auditores e das autoridades angolanas. Garante que nunca fez chegar o anexo aos acionistas em Lisboa, ao BES, e aos acionistas angolanos. E admite que o Banco de Portugal também não a terá tido. Rui Guerra disse que não dava informação sobre os clientes do BESA ao BES. Rui Guerra adiantou ainda que o banco estava a preparar a execução da garantia para alguns créditos em meados de 2014, que foi revogada em agosto depois da resolução do BES.
Todas as perguntas sobre a concessão de crédito a clientes como José Guilherme e Escom ficam sem resposta. Guerra avisa que o facto de não responder não permite deduzir que estas entidades sejam clientes do BESA. Nestes dois casos já sabemos que sim.

Salgado: nacionalização do BESA seria mais barata do que garantia

Rui Guerra foi ainda confrontado com uma frase atribuída a Ricardo Salgado numa ata de uma reunião da comissão executiva do BES. Segundo a deputada centrista Cecília Meireles, na acta da reunião do dia 11 de julgo de 2014, Salgado revelou ter escrito uma carta pessoal ao Banco de Portugal em que alertava para o risco de nacionalização do BESA porque seria mais barato para as autoridades angolanas do que o risco máximo associado à garantia soberana.
O sucessor de Álvaro Sobrinho na liderança do banco angolano explica o aumento na concessão de crédito no seu mandato com o desembolso de créditos já aprovados e ainda com um sistema informático do BESA que contabilizava como novas operações incumprimentos de crédito e de juro. Rui Guerra diz que a concessão de novo crédito foi uma parte insignificante dos mil milhões de dólares de aumento que se registou em 2013. Sublinha ainda que não travou algumas operações relacionadas com imobiliário porque considerou que seria mais prejudicial parar do que manter.
Rui Guerra assumiu a presidência do BESA em janeiro de 2013 e implementou um plano de refundação do BESA. O problema de liquidez quando chegou era grave e foi a prioridade. “” – FONTE : OBSERVADOR

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

PCP quer ouvir responsáveis da Ongoing na comissão de inquérito do BES



“”(…)  O grupo parlamentar do PCP pediu que Nuno Vasconcellos, presidente da Ongoing, e de Rafael Mora, vice-presidente do mesmo grupo, sejam chamados para audições na comissão de inquérito ao colapso do Banco Espírito Santo.
Os comunistas pretendem igualmente ouvir Carlos Calvário, antigo director do Grupo Espírito Santo.
Além disso, os deputados comunistas apresentaram pedidos para que o Banco de Portugal envie todos os relatórios de auditorias externas e internas do BES desde 2000, solicitando ainda que a Espírito Santo Internacional, a Rioforte, a Espírito Santo Control e a Espírito Santo Research apresentem as listas dos pagamentos que efectuaram.

Estes pedidos são conhecidos no dia em que Sikander Sattar, o presidente da KPMG Angola, a empresa que auditou as contas do BES Angola, vai prestar declarações no quadro da Comissão Parlamentar de Inquérito ao colapso do grupo familiar. A sua intervenção decorre à porta fechada e sem gravação vídeo.
Esta é a segunda vez de Sattar nesta comissão de inquérito, depois de já ter prestado esclarecimentos como presidente da KPMG Portugal, o auditor externo do BES e da ESFG desde 2002.
Já passava das 17h quando o auditor externo surgiu acompanhado de três colaboradores e de dois advogados, entre eles João Soares da Silva, sócio da Morais Leitão, Galvão de Melo, Soares da Silva e Associados. Sattar vai ler uma declaração escrita, antes de começar a responder às questões dos deputados que vão versar sobre as responsabilidades da KPMG Angola na fiscalização das contas da unidade bancária africana. A relação do BES com o BESA, que gerou uma imparidade de 3000 milhões de euros, foi um dos factores que contribuíram para a intervenção pública no segundo maior banco português. A KPMG Angola é acusada de não ter fiscalizado correctamente as três sociedades do GES.
Quando a 2 de Dezembro esteve na comissão de inquérito, numa audiência que decorreu parcialmente com a assistência da comunicação social, Sattar recusou abordar o tema BESA, com a justificação de estar sujeito ao segredo comercial angolano. A decisão justificou o seu regresso ao Parlamento. “” – FONTE : PÚBLICO

BES Angola não pagava juros da dívida ao BES desde 2012



“”(…)  Isabel Almeida, ex-diretora financeira do BES, disse na comissão parlamentar de inquérito que a partir de 2012 o aumento da exposição do banco ao BES Angola resultou muito da capitalização de juros.
A exposição do Banco Espírito Santo (BES) ao BES Angola (BESA), que terminou nos 3300 milhões de euros, começou em 2008, de forma relevante, disse esta manhã Isabel Almeida aos deputados da comissão parlamentar de inquérito ao caso BES. "Na altura estávamos a falar de 1500 milhões de euros", disse a ex-diretora financeira do BES.

Depois, entre 2009 e 2012, "a exposição duplica para fazer face às necessidades e modelo de financiamento do BESA". Até por causa dos "desequilíbrios" que essa subdidiária do BES tinha.
"A partir de 2012, o aumento na exposição do BES resulta muito da capitalização de juros" da dívida do BESA ao BES, frisou. Segundo Isabel Almeida, "ao contrário do que aqui já foi dito, o BESA já não pagava" desde essa altura.
"De 2012 a 2014 foi um acumular de juros que fizeram aumentar a exposição em cerca de 400 milhões de euros". Foi assim que se atingiu o valor "enormíssimo" de 3300 milhões de euros, salientou. “” – FONTE : EXPRESSO

Isabel Almeida. Dinheiro da linha de crédito a Angola ficava em Portugal por instrução do BESA



 “”(…)  A ex-diretora financeira do BES responde à afirmação de Álvaro Sobrinho, ex-presidente do BES Angola, de que o dinheiro do financiamento do BES ao BESA não chegou a sair de Portugal
O financiamento do BES ao BES Angola (BESA) processava-se através de operações do mercado monetário, efetuadas pela sala de mercados do BES, e confirmadas por mensagens SWIFT, isto é, com código de segurança, indicou esta manhã Isabel Almeida, ex-diretora financeira do BES, na comissão parlamentar de inquérito ao colapso do banco.

"Todas essas operações são assim uma obrigação contratualmente tomada pelo BESA", afirmou Isabel Almeida, contrariando a afirmação de Álvaro Sobrinho, ex-presidente do BESA, na sua anterior passagem pela mesma comissão de inquérito.
Sobre a afirmação de Sobrinho de que o dinheiro não chegou a sair de Portugal, Isabel Almeida salientou que "o BESA dava indicação à sala de mercados do BES para colocar esses valores na própria conta do BESA junto do BES". E reforçou: "O dinheiro era colocado nessa conta por instrução do BESA". Ou seja, o dinheiro ficava na conta que a subsidiária angonala tinha no BES, para posteriormente usar como entendesse.
A partir daí já não havia intervenção do departamento financeiro do BES, mas sim do departamento internacional. "Imagino que depois onde era colocado o dinheiro resultava também de instruções do BESA", afirmou. “” – FONTE : EXPRESSO

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Há 17 interessados no Novo Banco mas nenhum angolano



“”(…)  A instituição bancária liderada por Stock da Cunha gerou interesse em 17 instituições, entre bancos, empresas, fundos de ‘private equity’ e até um movimento de cidadãos. Apurou o Jornal de Negócios que estas instituições são oriundas da Europa, da Ásia e dos Estados Unidos, não havendo nenhuma proveniente de Angola ou de qualquer outro país africano.
O Banco de Portugal e o BNP Paribas – banco de investimento que está responsável pelo processo de venda do Novo Banco – estão a analisar 17 manifestações de interesse de entidades como o BPI, o Santander, o Banco Popular, a Fosun, a Apollo e a ANANOB (Associação de Cidadãos Nacionais para a compra do Novo Banco).
Mas só 15 deverão passar à fase seguinte. De foram ficam as instituições que não cumpram os requisitos inseridos no caderno de encargos do negócio.

Para poder concorrer à compra do Novo Banco, as empresas devem deter ativos líquidos de, pelo menos, 500 milhões de euros ou ativos sob gestão de, pelo menos, 100 milhões.
Mas não só. O caderno de encargos determina ainda que fora de corrida fiquem as instituições que tenham tido mais de 2% do BES nos últimos dois anos e que tenham sido condenadas por violação da lei de combate ao branqueamento de capitais.
Recorde-se que o processo de venda do banco liderado por Stock da Cunha deverá estar terminado até ao final de julho. “” – FONTE :  NOTÍCIAS AO  MINUTO