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sexta-feira, 5 de junho de 2020

JÁ PODE OUVIR A RÁDIO ANGOLA UNIDA (RAU): A 170ª Edição do programa “7 dias de informação em Angola “ em 04-06-2020.‏


Rádio Angola Unida (RAU): 170º Edição do programa "7 dias de informação em Angola" apresentado no dia 04-06-2020 por Serafim de Oliveira com análises e comentários de Carlos Lopes:

- A investigadora Paula Cristina Roque considerou hoje que as iniciativas do Presidente de Angola para combater a crise no país são insuficientes, mas ressalvou que ainda há tempo e que as ações agora definirão o seu legado. Num artigo publicado no site do Instituto de Estudos de Segurança da África do Sul, a investigadora diz que "até agora as ações tomadas são insuficientes para manter o país a salvo", mas ressalva que ainda há tempo de alterar o rumo e definir o legado que João Lourenço deixará. "Angola, como muitos outros países africanos, está a enfrentar desafios aparentemente inultrapassáveis", diz a investigadora, apontando a descida dos preços das matérias primas, nomeadamente o petróleo, a pandemia da covid-19 e a quebra muito significativa de receitas que torna muito difícil o cumprimento dos compromissos financeiros e, ao mesmo tempo, a implementação de programas sociais que combatam os efeitos da pandemia. "O Governo está sob críticas generalizadas por parte da sociedade civil devido à abordagem dura por parte das forças de segurança e falta de soluções para as pessoas que não têm comida; muitas escolheram desafiar as restrições, preferindo morrer da doença do que morrer de fome", escreve a analista, acrescentando que a substituição da ministra da Saúde por um general, no âmbito da remodelação governamental feita no princípio de abril, "foi interpretada como uma necessidade de alinhar politicamente os aliados, em vez de procurar pessoas qualificadas para ajudar a definir uma resposta à crise e um plano de recuperação". Entre os erros na gestão da pandemia, Paula Cristina Roque aponta a disponibilização de 420 milhões de dólares (374 milhões de euros) para ajudar 1,6 milhões de famílias, mas sem informação sobre como vão as pessoas beneficiar do programa, um empréstimo de 118 milhões de dólares (105 milhões de euros) para comprar um avião para a TAAG e a militarização do isolamento.

- A Procuradoria-Geral da República (PGR) do Bengo abriu um processo com vista ao "apuramento de factos que indiciem atos de gestão danosa", disse hoje à Lusa o porta-voz do órgão judicial angolano. "O processo está na fase inicial, já foram realizadas algumas diligências, ouvidas algumas pessoas para que se possa determinar o autor ou autores desses atos", afirmou Álvaro João, sublinhando que as investigações não estão, por enquanto, direcionadas a uma pessoa concreta e ninguém foi constituído arguido até agora. Também a governação no Cuanza Sul está a ser investigada depois de denúncias surgidas nas redes sociais, tendo sido já abertos dois inquéritos "que correm os trâmites legais e estão na fase conclusiva", declarou a mesma fonte. "Se se determinar que houve algum dano ao património público, os autores serão responsabilizados criminalmente", salientou Álvaro João, prometendo mais desenvolvimentos nos próximos dias. O porta-voz da PGR lembrou que este organismo tem entre as suas atribuições a competência de fiscalizar as ações de responsabilidade financeira dos órgãos públicos. Nos últimos dias, os meios de comunicação social angolanos deram destaque a alegadas práticas de má gestão envolvendo a governação das províncias do Bengo e do Cuanza Sul. No domingo, o inspetor-geral das Finanças do Cuanza Sul, Rodrigues Eduardo, que iria prestar declarações no âmbito do processo que envolve o governador daquela província, Job Capapinha, foi assassinado em Luanda com um tiro à queima-roupa, segundo o Novo Jornal. A PGR no Cuanza Sul confirmou, recentemente, ter instaurado um inquérito sobre a suposta sobrefaturação no aluguer de duas viaturas para os vice-governadores provinciais, avaliadas em mais de 191 mil kwanzas (295 euros) por dia, para um período de um ano.

- Situação financeira "desastrosa" do país vai obrigar à reestruturação da dívida, a mais consolidação orçamental e a depreciação adicional da moeda, alertou o Banco Fomento de Angola. O gabinete de estudos económicos do Banco Fomento Angola (BFA) alertou esta terça-feira que a situação financeira do país é “tão desastrosa” que vai obrigar à reestruturação da dívida, a mais consolidação orçamental e a depreciação adicional da moeda. “Os problemas de Angola em 2020 são tão desastrosos que nenhuma das soluções [financeiras] será suficiente individualmente; uma consolidação adicional da despesa é necessária, mas a retirada de 1,5 mil milhões de dólares [1,3 mil milhões de euros] do Fundo Soberano é fundamental para a liquidez este ano”, lê-se numa análise à economia angolana. Mais empréstimos multilaterais podem garantir mais 1,5 mil milhões de dólares este ano, mas a diferença a ser coberta ainda é muito maior, por isso uma parte significativa da dívida externa a ser paga este ano (8 mil milhões de dólares, 7,1 mil milhões de euros) tem de ser reestruturada”, defende-se na análise. No documento, que aponta as graves fragilidades das finanças públicas no seguimento da descida dos preços do petróleo e do impacto da pandemia da Covid-19, os analistas do BFA vincam que “a queda nas importações resultante da enorme descida na atividade económica vai ajudar a equilibrar as contas, mas uma depreciação adicional da moeda será necessária”. O documento, enviado aos clientes e a que a Lusa teve acesso, detalha que “o impacto na balança de pagamentos, se nenhuma medida tivesse sido tomada, podia ser superior a 8 mil milhões de dólares, em queda de receitas petrolíferas, dívida não emitida e queda das importações”. Isto traduz-se, apontam, “numa verdadeira crise da balança de pagamentos”, alertando ainda que “as reservas internacionais podem possivelmente ser anuladas num período relativamente curto, ou então um default [Incumprimento Financeiro]”. Na análise, o gabinete de estudos económicos do BFA detalha que “uma parte significativa do problema continua por resolver”, mas ressalva que “o país não vai necessariamente ter de alcançar um equilíbrio nas contas externas este ano”.

- Impacto da pandemia e baixa cotação do petróleo poderão manter o país em recessão por vários anos, antecipa o Standard Bank, que admite a necessidade de Angola negociar uma reestruturação da dívida à China. O departamento de estudos económicos do Standard Bank considera que Angola deverá manter-se em recessão neste e no próximo ano, podendo prolongar o crescimento negativo até 2023, essencialmente devido à pandemia de covid-19 e petróleo barato. "Na nossa previsão base vemos a recessão a continuar neste e no próximo ano já que a recuperação das exportações não compensa o impacto negativo da queda da despesa pública, do baixo consumo privado, do aperto orçamental e do reduzido investimento privado", escrevem os analistas do Standard Bank. No mais recente relatório sobre algumas economias africanas, enviado aos investidores e a que a Lusa teve acesso, os analistas escrevem que "devido quer à covid-19, quer ao petróleo barato, a economia só escapará temporariamente à recessão em 2022, mas o risco de manter-se em crescimento negativo dura até 2023". A previsão central do Standard Bank aponta para uma queda de 4,8% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano e de 3,1% no próximo, a juntar às sucessivas contrações económicas desde 2016, e coloca o preço do petróleo nos 31,3 dólares por barril este ano e 31,8 dólares em 2021, "significativamente mais baixo que os 35 dólares assumidos na revisão do Orçamento do Estado, que inicialmente estimava o preço em 55 dólares por barril". A queda do valor do petróleo, que representa mais de 90% das exportações de Angola e vale 65% das receitas fiscais do país, reduz de forma muito expressiva o encaixe financeiro esperado nos cofres das Finanças. "A conta corrente da balança de pagamentos deverá registar um défice de 9,2 mil milhões de dólares [82,8 mil milhões de euros], representando 13,3% do PIB, já que a queda dos preços do petróleo fará as exportações valerem 16,7 mil milhões de dólares [15 mil milhões de euros], o que compara com 34,7 mil milhões de dólares [31,2 mil milhões de euros]no ano passado", lê-se no relatório. O documento prevê um défice orçamental de 2,1% e 2,6% do PIB neste e no próximo ano, obrigando o Governo a recorrer a 1,5 mil milhões de dólares (1,3 mil milhões de euros) do Fundo Soberano, que ainda assim são insuficientes. "Tentar emitir títulos de dívida soberana em moeda estrangeira [Eurobonds] e procurar reestruturar a dívida soberana à China serão iniciativas provavelmente a ser consideradas", aponta-se na análise, que alerta que "o valor total dos juros pode chegar a valer 40% das receitas", num contexto em que o rácio do serviço da dívida (amortizações mais pagamentos) face ao PIB subiu de 91% em 2019 para 113% este ano".

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Os programas da Rádio Angola Unida (RAU) são apresentados e produzidos em Washington D.C.
Perguntas e sugestões podem ser enviadas para Prof.kiluangenyc@yahoo.com.



sexta-feira, 10 de abril de 2020

JÁ PODE OUVIR A RÁDIO ANGOLA UNIDA (RAU): A 162ª Edição do programa “7 dias de informação em Angola “ em 09-04-2020.‏

Rádio Angola Unida (RAU): 162º Edição do programa "7 dias de informação em Angola" apresentado no dia 09-04-2020 por Serafim de Oliveira com análises e comentários de Carlos Lopes:

- O ministro das Relações Exteriores de Angola, Manuel Augusto, foi substituído pelo seu secretário de Estado, Téte António, revela uma nota divulgada no início da noite desta segunda-feira, 6, pela Presidência da República. Dias depois de reduzir o Executivo de 28 para 21 ministros, João Lourenço procedeu a uma profunda remodelação que, além de mudanças na diplomacia, leva para o Governo uma cara nova: Adjany Costa, jovem bióloga que venceu um prémio das Nações Unidas para ambientalistas em 2019, assume o Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente, condecorada pelo Presidente em novembro de 2019. Para outro superministério, o das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, foi nomeado Manuel Gomes da Conceição Homem, que subistitui assim Nuno dos Anjos Caldas Albino. O elenco tem 17 ministros e 24 secretários de Estado. Entre as diferentes alterações estão João Ernesto dos Santos, que assume a Defesa Nacional e Veteranos da Pátria, e Adão Francisco Correia de Almeida, que passa da Administração e Território e Reforma de Estado para ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República. Diamantino Pedro Azevedo mantém-se no cargo de Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás. Também por conveniência, foram exonerados Marcy Cláudio Lopes, secretário do Presidente da República para os Assuntos Políticos, Constitucionais e Parlamentares do Presidente da República, e Aldemiro Justino Vaz da Conceição, director do Gabinete de Acção Psicológica e Informação da Casa de Segurança do Presidente da República

-Em pleno decurso da segunda semana do estado de emergência em Angola, na província da Huíla organizações empresariais e associações industriais alertam para as dificuldades que as empresas podem vir a ter para pagar os salários do mês de Abril. Frente a este cenário, a VOA sabe que o Governo prepara um pacote de medidas. Com os trabalhadores em casa, muitas empresas deixaram de produzir, mas o Governo já avisou que elas estão obrigadas a honrarem os seus compromissos para com os respetivos colaboradores. Paulo Gaspar, presidente de direção da Associação Agropecuária, Comercial e Industrial da Huíla (AAPCIL), compreende que em nome do bem superior vida o estado de emergência, se impunha, mas antevê um quadro sombrio para as empresas. “Se não houver apoio efetivo, muitas vão fechar e também há aqueles que vão mudar de ramo de negócios, de acordo com as oportunidades que vão aparecer no futuro, mas acredito seriamente que muitas empresas não vão conseguir manter-se, principalmente as pequenas e médias empresas, que estão mais expostas”, garante Gaspar.

- O ministro do Interior angolano avisou que a polícia não vai "distribuir chocolates" a quem desobedecer ao estado de emergência. A declaração caiu mal. Mais de 1,5 mil pessoas já foram presas por desrespeito às medidas. O ministro do Interior Eugénio Laborinho causou polémica na semana passada, quando avisou que a polícia reagirá de forma "adequada" ao comportamento dos cidadãos, mas não vai "distribuir chocolates e rebuçados" perante atos de desobediência ao estado de emergência. Estas declarações do ministro - após a primeira semana do estado de emergência contra a Covid-19 - não caíram bem. Há quem interprete a mensagem do governante como uma espécie de luz verde para a violência policial no país. Muitos cidadãos têm recorrido às redes sociais para manifestar o seu descontentamento pela "musculada" comunicação de Eugénio Laborinho. Apesar de reprovarem o comportamento das pessoas que não cumprem as medidas de confinamento previstas no decreto do estado de emergência, os usuários entendem que a polícia tem o dever de adotar uma atitude mais pedagógica quando confrontada com situações do género por parte dos cidadãos.

- Dezenas de pessoas foram assassinadas por forças de segurança no ano passado nas províncias das Lundas Nortes e Sul, revela a Amnistia Internacional (AI) num relatório sobre direitos humanos na África Susbsariana. A organização considerou também que, apesar de progressos iniciais, a liberdade de expressão e de reunião pacifica em Angola continua ameaçada. No relatório publicado nesta quarta-feira, 8, a AI considera que em Angola houve “desenvolvimentos positivos”, sob a Presidência de João Lourenço mas que “permanecem desafios”. “Os direitos à liberdade de expressão e reunião pacífica permanecem ameaçados. Forças de segurança públicas e privadas envolveram-se em assassinatos extra-judiciais de supostos mineiros ilegais nas províncias da Luda Norte e Lunda Sul”, diz o documento que acrescenta ainda que, “apesar de melhor proteção na legislação”, a comunidade homosexual e transexual continua a fazer face à descriminação. Por outro lado, a enfâse dada à aquisição em grande escala de terra para investimentos privados “coloca em risco vidas e o direito à alimentação”. No que diz respeito às liberdades de expressão, associação e reunião a AI acusa a polícia e forças de segurança de “continuarem a levar a cabo prisões arbitrárias e detenções”, e apresenta como exemplo as prisões em Cabinda de activistas que se manifestavam pacificamente. Outro exemplo foi a repressão em Setembro do ano passado de manifestantes durante uma visita do Presidente Lourenço ao Luena. No que diz respeito à aquisição de terras para “interesses comerciais privados”, a organização alega que isto é feito “com desrespeito completo pelos diretos humanos e sem consultas, compensação e avaliações ambientais e sociais como requerem as leis nacionais”. Como resultado, escreve a AI “Angola continua a falhar em proteger comunidades da aquisição de terras, o que resultou na sua incapacidade de produzir alimentos para subsistencia”, como foi o caso da confiscaçãoo de terras nos Gambos, na provincia da Huíla.

. A Procuradoria-Geral da República (PGR) de Angola continua a aguardar que o Tribunal Provincial de Luanda notifique as partes interessadas para dar seguimento ao processo que determinou o arresto dos bens de Isabel dos Santos, do seu marido Sindika Dokolo e do presidente do Banco de Fomento de Angola. O Ministério Público remeteu ao tribunal provincial, no início do mês de Março, a petição inicial para a instauração do processo principal, mas não há, até ao momento, sinais de que a tramitação processual tenha tido algum desenvolvimento. O porta-voz da PGR, Álvaro João, admitiu que os constrangimentos criados com a instauração do estado de emergência pode estar na origem do atraso na tramitação processual. Álvaro João esclareceu que no processo de contestação do arrestado, feito a pedido do Ministério Público, a empresária e filha do ex-Presidente angolano José Eduardo dos Santos e outros cidadãos visados podem ser representados pelos seus respetivos advogados. Quanto ao processo-crime que resultou no mais recente confisco preventivo de 26 por cento das ações detidas por Isabel dos Santos, na companhia de telecomunicações portuguesa NOS, ordenado por um tribunal de Lisboa, o porta-voz da PGR confirmou que a ação responde a um pedido da justiça angolana.

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sexta-feira, 27 de março de 2020

OUÇA JÁ A RÁDIO ANGOLA UNIDA (RAU): A 160ª Edição do programa “7 dias de informação em Angola “ em 26-03-2020.‏

Rádio Angola Unida (RAU): 160º Edição do programa "7 dias de informação em Angola" apresentado no dia 26-03-2020 por Serafim de Oliveira com análises e comentários de Carlos Lopes:

- "Com vista a evitar o máximo possível o alastramento da pandemia e as graves consequências que lhes são associadas, consultado o Conselho da República e ouvida a Assembleia Nacional declaro estado de emergência que entra em vigor as 00:00 de 27 de março", afirmou o Presidente angolano numa curta mensagem lida na televisão pública de Angola, TPA. O estado de emergência vai durar 15 dias com início às 00:00 de sexta-feira e cessa as 23:00 do dia 11 de abril, podendo ser prorrogado automaticamente. Angola regista até hoje três casos positivos de infeção pelo novo coronavirus causador desta doença. Não obstante o número de casos positivos registados até 23 de março ser ainda reduzido, o chefe do executivo angolano assinalou a importância de aprender com "o erro dos outros", sendo recomendável "tomar com a antecipação requerida um conjunto de medidas extraordinárias e urgentes". Destacou, por outro lado, que o sucesso no controlo da pandemia implica uma resposta rápida e adequada dos serviços de saúde, "mas também o consentimento de sacrifícios de todos os cidadãos que ficam assim limitados nos seus direitos e na sua vida social e profissional". João Lourenço justificou ainda que a emergência em saúde publica "se caracteriza como uma situação que demanda o emprego urgente de medidas excecionais de prevenção, de controlo e de contenção de riscos para a saúde pública".

- O Governo de Angola decidiu adiar a emissão de títulos de dívida pública no valor de até 3 mil milhões de dólares para, no mínimo, setembro, devido às altas taxas de juro exigidas pelos investidores. De acordo com a agência de informação financeira Bloomberg, que cita duas fontes não identificadas, Luanda já decidiu adiar para setembro ou até mesmo para o próximo ano a emissão de títulos de dívida soberana, na sequência da queda dos preços do petróleo e da pandemia da covid-19. As taxas de juro exigidas pelos investidores para transacionarem a dívida de Angola com maturidade a 2025 ronda os 23,5%, o triplo do valor registado no princípio do mês, de acordo com a Bloomberg, que escreve que o mercado financeiro está, na prática, fechado para os emissores africanos devido aos receios dos investidores. A notícia do adiamento surge poucos dias depois do decreto presidencial que autorizava a ministra das Finanças, Vera Daves, a dar início ao processo de emissão de dívida soberana num valor que podia ir até 3 mil milhões de dólares, cerca de 2,8 mil milhões de euros.

- O departamento de estudos do banco sul-africano Standard Bank disse hoje que a economia de Angola vai enfrentar "consequências negativas sem precedentes" se o petróleo se mantiver nos preços atuais, mantendo-se em recessão este ano. "O petróleo está a transacionar a cerca de 30 dólares por barril na altura em que escrevemos, e se os preços se mantiverem nestes níveis históricos por algum tempo, isso trará consequências negativas sem precedentes para a economia de Angola", escrevem os analistas do departamento de estudos económicos do banco africano Standard Bank. No relatório deste mês sobre as economias africanas, enviado aos clientes e a que a Lusa teve acesso, os economistas lembram que o petróleo está a transacionar a quase metade do valor inscrito no orçamento de Angola (55 dólares por barril) para este ano e antecipam uma subida da inflação e uma descida do valor do kwanza face ao dólar. "A taxa de câmbio entre o dólar e o kwanza manteve-se relativamente estável, à volta dos 500 kwanzas por dólar, mas há uma forte probabilidade de que a taxa suba fortemente outra vez devido às pressões de liquidez originadas pela pandemia da covid-19 e pela guerra de preços entre a Arábia Saudita e a Rússia", dizem os analistas, que antecipam uma desvalorização da moeda nacional angolana. "Aumentámos a nossa previsão de câmbio para o final deste ano, para 719,6 kwanzas por dólar, quando antes estava nos 629,8, o que representa um aumento anual de 49,2% face aos 30,6% previstos inicialmente", salientam. A nível macro, o departamento de estudos económicos prevê que Angola continue a registar um crescimento negativo, à semelhança do que acontece desde 2016: "A probabilidade de Angola sair da recessão de quatro anos diminui materialmente, o PIB deve contrair-se novamente, quando a previsão inicial era de crescimento de 1,4%", escrevem.

- A previsão de três meses para a reserva alimentar em Angola, país que importa 80 por cento dos produtos da cesta básica, pode esbarrar no que especialistas chamam de exagero na procura face aos estragos da pandemia do coronavírus. No rescaldo de um encontro entre operadores do comércio e o novo ministro do sector, Víctor Fernandes, o economista Janísio Salomão alerta para a conjuntura internacional e reduz a estimativa, quando uma empresa da área alimentar avisa que o aumento da procura é equiparado a um cenário da quadra festiva. Terminada a correria imposta pela seca, com o Governo e o setor privado já na redefinição da fórmula para o combate à fome, a produção nacional volta a ser submetida a teste, agora devido ao covid-19, que coloca centenas de cidadãos à porta dos centros comerciais. O empresário Paulo Neves, ligado ao sector alimentar, diz que os angolanos furam o baixo poder de compra a pensar num recolher obrigatório. ‘As pessoas, dentro das parcas possibilidades financeiras, fazem reservas a contar com a baixa do stock e a deterioração da situação da doença’’, revela Neves, para quem “com este exagerar do consumo das pessoas, do precaver para dias piores, vai haver problemas nos armazéns e nas lojas”. Aliás, avisa que “os preços já não são os mesmos”.  A prevalecer este cenário, o stock não vai aguentar, tal como preconiza o economista e consultor empresarial Janísio Salomao, que olha com preocupação para o peso da economia informal em Angola. ‘’Se houver este pico, esta reserva que é para três meses … eu dou um prazo de mês e meio. Devemos tomar medidas, o mundo está assim, aumentando os casos as pessoas fazem quarentena, com aumentos no consumo’’, diz o economista. O novo ministro do Comércio, a quem o Presidente João Lourenço pediu mais ligação entre o campo e as cidades, ainda antes da confirmação dos três casos positivos, foi aconselhado por operadores do ramo a reforçar a reserva para evitar escassez. A importação de bens como frango, óleo de palma, farinha de trigo, açúcar e arroz, no mês de Janeiro, absorveu 63 milhões de dólares, segundo dados oficiais.

RAU – Rádio Angola Unida - Uma rádio ao serviço dos angolanos, que não têm voz em defesa dos Direitos Humanos e Combate a Corrupção, em prol de um Estado Democrático e de Direito, apostando no Desenvolvimento sustentável e na dignidade do povo soberano de Angola.
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PARA OUVIR: https://www.blogtalkradio.com/profkiluangenyc/2020/03/27/angola-estado-de-emergncia-vs-impacto-no-tecido-social-mais-carente?fbclid=IwAR0SMdCYehT0WSYr3CWM1hn-FhzAWjcxVX8QNM6imc6B4zwX4PVopROWjpo

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

JÁ PODE OUVIR A RÁDIO ANGOLA UNIDA (RAU): A 155ª Edição do programa “7 dias de informação em Angola “ em 20-2-2020.‏


Rádio Angola Unida (RAU): 155º Edição do programa "7 dias de informação em Angola" apresentado no dia 20-2-2020 por Serafim de Oliveira com análises e comentários de Carlos Lopes:

- A Constituição angolana cumpriu este mês 10 anos de existência desde a sua promulgação a 5 de Fevereiro de 2010. O seu conteúdo tem sido alvo de questionamentos em certos sectores de opinião, entre juristas e políticos, que apontam nomeadamente a concentração de competências "excessivas" nas mãos do Presidente da República ou ainda o seu modo de eleição. Neste sentido, esta quarta e quinta-feira, deputados da Unita, maior partido na oposição, CASA-CE e FNLA voltaram a vincar a necessidade de uma mudança e revisão da Constituição. Reagindo igualmente a este debate pouco antes de partir hoje rumo ao Ruanda para participar numa cimeira quadripartida implicando, para além de Angola, o Ruanda, o Uganda e a RDC, o Presidente João Lourenço considerou que "se o pretexto é alterar a forma de eleição do Presidente da República, não é só o Presidente da República que é eleito pela via de encabeçar a lista de deputados do partido que venceu as eleições. Os próprios deputados são eleitos pela mesma via", o chefe de Estado argumentando que "não há nenhum deputado que possa dizer que fez campanha eleitoral sozinho, sem integrar nenhuma lista partidária e que por mérito próprio ganhou o direito a ser deputado da Assembleia Nacional." João Lourenço conclui que "portanto é falsa a ideia de dizer que o Presidente não é eleito, porque não foi eleito pela via directa pelos eleitores. Fomos todos eleitos pela mesma via. Os eleitores escolheram partidos políticos e não escolheram personalidades políticas".

- José Eduardo dos Santos confirmou que deu orientações ao antigo presidente do BNA relativamente a uma transferência de 500 milhões de dólares ao estrangeiro: Tudo no "interesse público". O ex-Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, confirmou esta terça-feira (18.02) que deu orientações ao antigo governador do Banco Nacional de Angola (BNA) relativamente a uma transferência de 500 milhões de dólares, garantindo que tudo foi feito no interesse público. A informação é da agência Lusa. A confirmação do ex-Presidente angolano foi dada através de uma carta com a qual José Eduardo dos Santos respondeu ao Tribunal Supremo de Angola onde decorre o julgamento do chamado caso "500 milhões". A solicitação para ouvir José Eduardo dos Santos sobre a tese de que teria orientado a referida operação foi feita no início do julgamento, a 9 de dezembro de 2019, pela defesa do arguido Valter Filipe, ex-governador do BNA.

- Procuradoria Geral da República (PGR) apreendeu na noite de segunda-feira, 17, em Luanda, duas torres, com cerca de 25 andares, propriedades da empresa chinesa, de direito angolano, China International Fund (CIF). Os edifícios denominados “CIF Luanda One” e “CIF Luanda Two” foram confiscados no âmbito da Lei sobre o Repatriamento Coersivo e Perda Alargada de Bens e da Lei Reguladora das Revistas, Buscas e Apreensões. Na semana passada, mais de mil imóveis no Zango 0 e Kilamba, construídos com fundos públicos e que estavam em posse de entidades particulares, também foram apreendidos. Os dois edifícios agora apreendidos, construídos com fundos da linha de credito chinês, eram considerados sedes dos negócios de figuras próximas ao antigo Presidente, José Eduardo dos Santos.Na passada semana, a televisão estatal citou o nome de Leopoldino do Nascimento “Dino” e de “outras altas patentes que lhe são próximas”, como estando entre os suspeitos de serem os “ beneficiários últimos” dos imóveis arrestados pela PGR, avaliados em mais de 500 milhões de dólares.

- "A mudança na composição dos credores aumentou os riscos de crédito em vários países, num contexto de maior acesso aos mercados de capitais, as emissões domésticas e internacionais de títulos de dívida aumentaram, enquanto a percentagem de empréstimos de instituições multilaterais caiu", escrevem os analistas da Moody's.A Moody's atribui a Angola uma notação de B3, com Perspetiva de Evolução Estável, e a Moçambique uma opinião de crédito de Caa2, Estável, ambas abaixo da recomendação de investimento. ngola e Moçambique, dizem os analistas, foram os dois países que mais viram o rácio da dívida sobre o PIB aumentar, representando, em ambos os casos, valores acima dos 100% do PIB.

- O Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) aprovou sozinho na Assembleia Nacional a tomada de posse do novo presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) depois de a oposição abandonar em bloco o plenário. Aresolução foi aprovada por 111 votos a favor do partido com a maioria parlamentar, nenhum voto contra e nenhum a favor, depois de um debate duro em que a oposição não poupou críticas a Manuel Silva Pereira "Manico", o nome designado pelo Conselho Superior da Magistratura Judicial para ocupar o cargo de presidente da CNE. Os deputados dos partidos da oposição, União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE), Partido da Renovação Social (PRS), Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) e os quatro independentes optaram por deixar a sala antes da votação por considerarem que "Manico" não reúne condições para o cargo.

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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

PODE JÁ OUVIR A RÁDIO ANGOLA UNIDA (RAU): A 153ª Edição do programa “7 dias de informação em Angola “ em 06-2-2020.‏


Rádio Angola Unida (RAU): 153º Edição do programa "7 dias de informação em Angola" apresentado no dia 06-2-2020 por Serafim de Oliveira com análises e comentários de Carlos Lopes:

- O Presidente da República de Angola, João Lourenço, admitiu hoje que "fez parte do sistema" que sustentou o seu antecessor, mas salientou que só os que conhecem o regime por dentro estão preparados para fazer grandes mudanças. m entrevista à DW, João Lourenço, que foi ministro da Defesa do ex-presidente José Eduardo dos Santos e secretário geral do MPLA, partido do poder em Angola há quase 40 anos, sublinhou que "ninguém pode dizer que não fazia parte do sistema", mas é também por conhecer o sistema por dentro que tem condições para "corrigir o que está mal". Desde que tomou posse, há dois anos, João Lourenço tem dado prioridade ao combate contra a corrupção e pelo regresso dos capitais ao país, projetos que levaram a justiça a mover um processo contra a filha do seu antecessor, Isabel dos Santos, e uma ordem de arresto de bens no valor de mil milhões de euros. "Quem fez as grandes mudanças não são pessoas de fora, são as que conhecem o sistema", afirmou o chefe de Estado, acrescentando: "Somos nós, do partido que sempre governou o país [Movimento Popular para a Libertação de Angola], que estamos a fazer as reformas que eram absolutamente necessárias que fossem feitas". Na entrevista, João Lourenço falou também, pela primeira vez, sobre a investigação do "Luanda Leaks", que expôs os esquemas financeiros por detrás do império de Isabel dos Santos, realçando que não estão a decorrer quaisquer negociações com a empresária e filha do antigo presidente angolano, atualmente arguida num processo crime em Angola. "Não se vai negociar, na medida em que houve tempo, houve oportunidade de o fazer. Portanto, as pessoas envolvidas neste tipo de atos de corrupção tiveram seis meses de período de graça para devolverem os recursos que indevidamente retiraram do país. Quem não aproveitou esta oportunidade, todas as consequências que puderem advir daí são apenas da sua inteira responsabilidade", declarou. Questionado sobre outras investigações judiciais, em particular sobre José Eduardo dos Santos, explicou que os antigos Presidentes gozam de imunidade durante pelo menos cinco anos e que compete à justiça tomar essas decisões, rejeitando que existam processos políticos. "Quem abre os processos-crime na Justiça não são os políticos. É a própria Justiça quem vai atrás de possíveis crimes. Portanto, todos aqueles que estão a contas com a Justiça que não pensem que é o poder político quem os empurrou para a Justiça", adiantou.

- O Governo angolano quer elevar o Instituto Politécnico das Pescas - CEFOPESCAS -inaugurado pelo Presidente angolano, a um "lugar de excelência" e à "conquista da região" da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC). O CEFOPESCAS, um investimento de 98 milhões de dólares (82,3 milhões de euros) financiados pelo Governo de Espanha, foi inaugurado hoje, pelo Presidente de Angola, João Lourenço. Para a governante, a infraestrutura, localizada no município de Belas, sul de Luanda, com uma densidade populacional de mais de 1,2 milhões de habitantes, terá um "impacto social muito grande na comunidade onde se encontra". A ministra referiu que o instituto tem como objetivo "tornar-se em autoridade competente na formação média do setor, com prestígio nacional e internacional". Com capacidade para albergar 1.836 alunos, o CEFOPESCAS vai ministrar aulas do ensino médio da 7.ª à 13.ª classe.De acordo com Maria Antonieta Batista, a instituição propõe-se formar quadros com qualidade, com o propósito de solidificar a carreira académica, e capazes de "responderem à carência de técnicos específicos" para o setor.

- O ministro da Comunicação Social de Angola, Nuno Caldas Albino, afirmou hoje à Lusa que o Governo angolano está a estender aos media um "paradigma de transparência" que permite maior democracia no acesso de todos os setores da sociedade.  Hoje, "há mais abertura, mais integração, de todas as esferas da vida política e da sociedade civil nos órgãos de comunicação públicos angolanos, quer em televisão, quer em rádio", defendeu. Nomeado em outubro, Nuno Caldas Albino disse que o Governo tem dado importância à abertura na relação com os media, principalmente num contexto de um "novo paradigma de governação" que assenta nos "pilares da transparência e da boa governação". Para isso, é necessário que a comunicação social permita uma "maior proximidade" entre a "classe governante" e "uma sociedade civil forte que tem contribuído também de forma construtiva" para o crescimento democrático, explicou o ministro, que está esta semana em Portugal acompanhado dos principais responsáveis dos órgãos públicos de media angolanos.

- Segundo Manuel Augusto, a quarentena aplica-se a cidadãos angolanos, chineses ou de outras nacionalidades que cheguem a partir da China ou que tenham estado em contacto com pessoas afetadas, visando prevenir o contágio com o coronavírus que já provocou 563 mortos na China. "Já temos um Hospital de Referência da Barra do Kwanza onde se encontram 40 cidadãos que chegaram nos voos há alguns dias", acrescentou o chefe da diplomacia angolana. Manuel Augusto assegurou que o Governo "está a cumprir as normas internacionais" e a criar condições para preservar a saúde publica, admitindo que "as medidas não são simpáticas" e "podem perturbar a atividade económica" porque há "parceiros e trabalhadores que podem estar abrangidos por essa necessidade da quarentena". A Organização Mundial de Saúde colocou hoje Angola entre os 13 países africanos prioritários na preparação para o novo coronavírus, devido às fortes ligações com a China, e enviou kits para 29 laboratórios no continente. RAU – Rádio Angola Unida - Uma rádio ao serviço dos angolanos, que não têm voz em defesa dos Direitos Humanos e Combate a Corrupção, em prol de um Estado Democrático e de Direito, apostando no Desenvolvimento sustentável e na dignidade do povo soberano de Angola.

Os programas da Rádio Angola Unida (RAU) são apresentados e produzidos em Washington D.C.

Perguntas e sugestões podem ser enviadas para Prof.kiluangenyc@yahoo.com.


sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

PODE JÁ OUVIR A RÁDIO ANGOLA UNIDA (RAU): A 148ª Edição do programa “7 dias de informação em Angola “ em 02-1-2020.‏


Rádio Angola Unida (RAU): 148º Edição do programa "7 dias de informação em Angola" apresentado no dia 02-1-2020 por Serafim de Oliveira com análises e comentários de Carlos Lopes:

- A justiça angolana decretou o arresto de activos e contas bancárias de Isabel dos Santos, do seu marido Sindika Dokolo e de Mário Filipe da Silva, segundo indica um comunicado da Procuradoria-Geral da República (PGR) de Angola, que refere que o Serviço Nacional de Recuperação de Activos intentou uma providência cautelar de arresto no Tribunal Provincial de Luanda contra os três empresários. Luanda acusa os três de “ocultar património obtido às custas do Estado” e afirma que a filha do antigo Presidente de Angola, “por intermédio do seu sócio Leopoldino Fragoso do Nascimento, está a tentar transferir alguns dos seus negócios para a Rússia, tendo a Polícia Judiciária portuguesa interceptado uma transferência de dez milhões de euros que se destinava à Rússia”, segundo se lê no despacho do tribunal a que o PÚBLICO teve acesso esta segunda-feira. Em causa estão perdas para o Estado angolano superiores a mil milhões de dólares, refere o documento. De acordo com a PGR angolana, Isabel dos Santos, Sindika Dokolo e Mário Filipe da Silva celebraram negócios com o Estado angolano através das empresas públicas Sodiam (diamantes) e Sonangol (petróleos). Com a Sonangol foi constituída uma sociedade, a Esperaza Holding BV, detendo a petrolífera 60% do capital social e a Exem Energy BV, de Isabel dos Santos, Sindika Dokolo e Mário Filipe da Silva, os restantes 40%. Para a concretização do negócio, acrescenta o comunicado da PGR, o Estado angolano, através da Sonangol, entrou com 100% do capital, correspondente a 193 milhões de euros, tendo emprestado à sociedade Exem Energy BV 75 milhões de euros, valores que não foram devolvidos até à data. Segundo a nota, chegou a haver uma tentativa de pagamento da dívida em kwanzas, mas tal foi rejeitado porque a dívida foi contraída em euros, e o contrato obriga ao pagamento da dívida na mesma moeda em que foi concedido o empréstimo. A empresária Isabel dos Santos afirmou que nunca foi notificada ou ouvida no âmbito no inquérito que levou ao arresto das suas contas em Angola, negando as acusações em que é visada num processo que afirma ser "politicamente motivado". A empresária disse  que o investimento da Sonangol na Galp é o "mais rentável na história" da petrolífera de Angola e que por isso não foi lesivo para o Estado angolano.

- Angola conta com o seu primeiro Centro Integrado de Segurança Pública (CISP), infraestrutura criada para, através de meios tecnológicos, facilitar a troca de informações entre a polícia e órgãos de segurança do país. O empreendimento, construído em Luanda, capital do país, e inaugurado pelo Presidente angolano, João Lourenço, foi financiado por uma linha de crédito da China, cujo valor não foi revelado. O CISP, erguido numa área de cerca de 8.000 metros quadrados, possui uma sala de videovigilância, uma de atendimento ao despacho, um centro de comando de respostas rápidas, e um laboratório, podendo o cidadão aceder aos serviços através da linha de telefone de emergência 111.

- O ministro da Economia e Planeamento de Angola apontou o combate à burocracia, como um dos desafios para 2020, depois do país ter recuado quatro posições no relatório ‘Doing Business’ do Banco Mundial deste ano. Manuel Neto da Costa fez referência ao facto quando discursava na cerimónia de cumprimentos de fim de ano, salientando que os tempos são desafiantes e 2020 será o momento de procurar “reverter a tendência em curso da economia no sentido da retoma do crescimento económico, que vai levar a geração de empregos”. “Nos últimos dois, três anos, o comportamento do Produto Interno Bruto foi negativo, na última avaliação do relatório ‘Doing Business’, Angola, na posição em que se encontrava no relatório em 2018, recuou quatro posições, e isso não nos conforta. Isso deve levar-nos a redobrar os nossos esforços, dedicação, e a procuramos a excelência no desenvolvimento da nossa atividade e combater a mediocridade”, disse o ministro.Em declarações à imprensa, à margem do ato, Manuel Neto da Costa referiu que estão previstas reformas para se alterar este quadro, essencialmente aquelas que vão colocar fim à excessiva burocracia e à simplificação administrativa para obter respostas mais céleres. “Há também um conjunto de legislação que é preciso aprovar, estou a falar, por exemplo, na proteção de acionistas minoritários em determinadas sociedades comerciais ou a questão da falência. Há um conjunto de questões bem identificadas, de tal maneira que aquilo que precisamos é de facto a execução desse plano de ação”, referiu. Segundo o ministro, este plano de ação já foi aprovado e as medidas para implementação devem acontecer até ao final do primeiro trimestre de 2020, podendo assim levar à melhoria da posição de Angola.

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sexta-feira, 1 de novembro de 2019

JÁ PODE OUVIR A RÁDIO ANGOLA UNIDA (RAU): A 140ª Edição do programa “7 dias de informação em Angola “ em 31-10-2019.‏


Rádio Angola Unida (RAU): 140º Edição do programa "7 dias de informação em Angola" apresentado no dia 31-10-2019 por Serafim de Oliveira com análises e comentários de Carlos Lopes:

- A Assembleia Nacional de Angola retirou o mandato de deputada, pela bancada do partido no poder, MPLA, a Welwitschea dos Santos, devido ao prolongado tempo de ausência nas reuniões plenárias e de trabalho. A decisão contou com votos a favor do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido maioritário, e da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), o maior grupo parlamentar da oposição.

- O gabinete de estudos do Banco Fomento Angola disse hoje que as reservas líquidas de Angola em moeda estrangeira caíram para 10,1 mil milhões de dólares, o valor mais baixo desde pelo menos 2011. No documento, o gabinete de estudos económicos do BFA acrescenta que, comparando com o final do ano passado, as reservas representam menos 555 milhões de dólares (500 milhões de euros), o que equivale a uma queda mensal de 62 milhões de dólares (55 milhões de euros) nos nove primeiros meses de 2019. "Considerando os 12 meses até setembro, as reservas caíram 1,9 mil milhões de dólares [1,7 mil milhões de euros], sendo que o mínimo acordado com o Fundo Monetário Internacional é de 9,1 mil milhões de dólares [8,2 mil milhões de euros]", lê-se no relatório semanal, que dá ainda conta que este valor representa "5,6 meses de importações, abaixo dos 6 meses de meta das autoridades". Comentando as decisões do Banco Nacional de Angola na semana passada, permitindo a oscilação livre do kwanza nos leilões de moeda estrangeira, o BFA nota que "o kwanza desvalorizou-se 6,1% face ao dólar na semana passada, o que representa uma depreciação acumulada de 35,97% desde o início do ano". Assim, acrescentam os analistas, o dólar já está a ser transacionado no mercado paralelo a 610 kwanzas por cada dólar, o que significa que "a diferença entre a taxa paralela e a oficial situa-se nos 26,2%".

- A consultora Economist Intelligence Unit (EIU) considerou que a previsão de recessão em Angola este ano mostra "as dificuldades que a economia enfrenta", e que a estimativa de crescimento de 1,8% para 2020 "é irrealista". A previsão de recessão económica neste ano foi assumida pelo Ministério das Finanças numa apresentação aos líderes empresariais feita há duas semanas, e a que a Lusa teve acesso. Segundo os dados, que poderão sofrer alterações até à entrega do documento à Assembleia Nacional, que terá de acontecer até 30 de outubro, o próximo ano ficará marcado pelo crescimento positivo do setor petrolífero, que está em território negativo pelo menos desde 2017, tendo registado evoluções negativas de 5,2% em 2017 e de 9,5% no ano passado. O OGE para 2020 comporta receitas estimadas em 15,87 biliões de kwanzas (29,9 mil milhões de euros) e despesas em igual montante no mesmo período, num cenário que antecipa um crescimento de 1,8% do PIB, com ênfase o setor petrolífero. No setor produtivo, o destaque vai para a agricultura e a indústria e no setor social, para a educação, saúde e combate à pobreza.

- Angola vive uma crise económica e financeira desde 2014 que conduziu ao aumento do índice de pobreza no país. Nos últimos quatro anos, o país vive uma recensão económica com uma taxa de desemprego de 30%, entre estes 60% são jovens. Contudo, cerca de 60% da população angolana vive no limiar da pobreza. As medidas macro-económicas do executivo do Presidente angolano João Lourenço não estão a responder às necessidades sociais básicas e o aumento da fome no país é uma realidade. As medidas de austeridade de gestão orçamental e a implementação do IVA, desde o passado 1 de Outubro, provocou um aumento drástico dos produtos de primeira necessidade, que no entanto teoricamente não são abrangidos pelo IVA. A desvalorização da moeda nacional, o desemprego e a subida dos preços dos principais produtos de primeira necessidade duplicaram. Também os protestos aumentaram nas várias regiões do país. O governo promete medidas punitivas para os especuladores.

- O presidente da República de Angola, João Lourenço, exonerou o ministro da Comunicação Social, João Melo, por "conveniência de serviço", sendo substituído no cargo por Nuno Caldas Albino, confirmou a Lusa junto de fontes oficiais. João Melo, jornalista de profissão, tinha sido nomeado em outubro de 2017. Na sua conta do Twitter, João Melo já se apresenta como "jornalista e escritor". Nuno Caldas Albino, deputado do MPLA (partido no poder) é licenciado em gestão de empresas e presidente da 7ª comissão parlamentar (Cultura, Assuntos Religiosos, Comunicação Social, Juventude e Desportos).

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sexta-feira, 24 de maio de 2019

JÁ PODE OUVIR A RÁDIO ANGOLA UNIDA (RAU): A 126ª Edição do programa “7 dias de informação em Angola “ em 23-5-2019.‏

Rádio Angola Unida (RAU): 126º Edição do programa "7 dias de informação em Angola" apresentado no dia 23-5-2019 por Serafim de Oliveira com análises e comentários de Carlos Lopes:

- A Assembleia Nacional de Angola aprovou  na generalidade, a proposta de Lei do Orçamento Geral do Estado (OGE) revisto para 2019, com votos contra e abstenção da oposição.

- O governador do Banco Nacional de Angola (BNA) disse que foram registados repatriamentos voluntários de capitais no período de graça de seis meses concedido por lei, mas sem solicitação dos seus benefícios e não adiantou quaisquer valores. O governador do BNA contraria a informação divulgada em abril passado pela PGR de Angola, que garantiu então que o país não conseguiu recuperar qualquer verba de forma voluntária, mas, coercivamente, recuperou perto de 4.000 milhões de dólares em dinheiro e bens.

- O presidente da Associação Industrial de Angola (AIA), considerou  "insustentável" o Governo angolano suportar 32 ministérios, afirmando ser "vergonhoso" o país "continuar a importar bens da cesta básica", pressionando as Reservas Internacionais Líquidas (RIL) estimadas em 10.000 milhões de dólares e as brutas em cerca de 16.000 milhões de dólares, conforme anunciou o Banco Nacional de Angola .

- O Fundo Mundial do Turismo prevê investir nos próximos cinco anos 1.000 milhões de dólares no setor em Angola, disse o presidente da organização.

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PARA OUVIR: http://www.blogtalkradio.com/profkiluangenyc/2019/05/24/angola-comunicao-institucional-entre-a-pgr-e-o-bna--problema-crnico?fbclid=IwAR2gm8SvQrzEwhkUYqatKbmd8FXkk4FYI8G2eEJ87RK0qIFksy33j9rlSlw

sexta-feira, 3 de maio de 2019

OUÇA JÁ A RÁDIO ANGOLA UNIDA (RAU): A 123ª Edição do programa “7 dias de informação em Angola “ em 2-5-2019.‏

Rádio Angola Unida (RAU): 123º Edição do programa "7 dias de informação em Angola" apresentado no dia 2-5-2019 por Serafim de Oliveira com análises e comentários de Carlos Lopes:

- O Presidente da República de Angola vai fazer uma visita de trabalho as Províncias do Namibe e Cunene, dia 3 e 4 de Maio, após enviar um auxílio de 200 Milhões de USD e depois de ter afirmado que em Angola não há fome. O Fundo das Nações Unidas para a Infância alertou para a "inadequada resposta humanitária" destinada a combater os efeitos da seca no sul de Angola, sinalizada como uma emergência desde janeiro de 2019.

- A consultora FocusEconomics reviu em baixa a previsão de crescimento da economia de Angola para este ano, reduzindo para cerca de metade a estimativa de expansão da economia, de 1,3% para 0,6%, e a consultora Economist Intelligence Unit (EIU) considera que a revisão da previsão de crescimento de Angola, para 0,4% este ano, mostra "as contínuas fraquezas na economia" e alerta para o tempo que as reformas demoram a surtir efeito. Enquanto um responsável do Banco Mundial  indicou hoje, em Luanda, "não ter dúvidas" sobre os bons resultados previstos nas reformas económicas em curso em Angola e manifestou a disponibilidade para apoiar "sem limites" a diversificação da economia no país.

- A vice-presidente do MPLA afirmou que o país está a viver um "momento sublime" na sua História, em que são necessários "verdadeiros patriotas" para apoiar o processo de combate à corrupção, quando discursava na abertura da "Campanha Pública de Moralização da Sociedade", iniciativa do MPLA.

- O Presidente angolano aprovou um decreto em que prevê a disponibilização de 21.000 milhões de kwanzas (58,3 milhões de euros) para combater o desemprego, dando cumprimento à promessa feita em 2017 de criar 500.000 empregos na legislatura.

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PARA OUVIR: http://www.blogtalkradio.com/profkiluangenyc/2019/05/03/falha-de-comunicao-entre-o-poder-central-e-provincial-leva-jlo-ao-cunene?fbclid=IwAR0PCIVMRFWDFoN0QRh4MOGVDoIyY52y3Kn2LnIiEgbRIEAs2_3y0JPie0A

sábado, 9 de fevereiro de 2019

OUÇA JÁ A RÁDIO ANGOLA UNIDA (RAU): A 111ª Edição do programa “7 dias de informação em Angola em 8-2-2019.‏


Rádio Angola Unida (RAU): 111º Edição do programa "7 dias de informação em Angola" apresentado no dia 8-2-2019 por Serafim de Oliveira com análises e comentários de Carlos Lopes:

- BNA coloca 3 Bancos em falência, que terá de ser decretada por um tribunal por via da PGR e o Fundo de Garantia Bancário sem dinheiro, para devolver os depósitos dos clientes daqueles Bancos.

- Mais Eurobonds e Títulos do Tesouro aumentam a dívida do país e a situação de pobreza da maioria dos angolanos não é reduzida.

- A criação da Autoridade Reguladora da Concorrência (ARC) pelo Executivo serve para melhorar a política de concorrência e o ambiente de negócios.

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sábado, 29 de dezembro de 2018

JÁ PODE OUVIR A RÁDIO ANGOLA UNIDA (RAU): A 105ª Edição do programa “7 dias de informação em Angola “ em 29-12-2018.‏

Rádio Angola Unida (RAU): 105º Edição do programa "7 dias de informação em Angola" apresentado no dia 29-12-2018 por Serafim de Oliveira com análises e comentários de Carlos Lopes:

- PGR cria gabinete específico para repatriamento coercivo dos capitais ilícitos e reconhece falta de magistrados e outros meios.

- Angola poderá aderir ao mercado livre da SADC em 2019 sem ter um comércio desenvolvido e diversificação da economia.

- Nos cumprimentos de fim-de-ano ao Presidente da República, Bornito de Sousa disse haver boa governação e fiscalização do Executivo.

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PARA OUVIR: http://www.blogtalkradio.com/profkiluangenyc/2018/12/29/angola-mais-compromissos-civis-e-paz-social?fbclid=IwAR1LUvfwb6kQxgi4aj69Rgru79ilIY7DtyBIWsoKWqmzTVTlGehmoLJulWg