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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Luanda: Manifestantes contra lei da nacional presentes em tribunal



A polícia angolana reprimiu no Sábado (10 de Outubro), os manifestantes que tentavam protestar contra a nova lei da nacionalidade que atribui ao Presidente da República de Angola José Eduardo dos Santos, a faculdade de atribuir ou retirar a nacionalidade angolana.
Seis activistas continuam detidos até ao momento e, segundo a polícia, serão levados às barras do tribunal por vandalismo. Activistas em liberdade ameaçam que caso os seus companheiros não sejam soltos as coisas "vão ficar feias".

A Polícia em Luanda havia detido mais de duas dezenas de manifestantes, entre eles, alguns espancados dentro da escola Nzinga Mbandi, outros nos balneários da praça da Independência e também no campo de futebol, 11 de Novembro. Nito Alves chegou mesmo a deslocar o braço esquerdo.
O novo governador, Graciano Domingos, já tinha proibido a referida manifestação, mas especialistas aconselharam os manifestantes a não acatarem a decisão por se tratar de um acto inexistente do ponto de vista legal.

Elias Batano, tido como desaparecido, encontra-se na esquadra da Ilha de Luanda, acusado de ter rasgado a farda de um agente da polícia, como nos confirmou o Comandante Provincial da Polícia de Luanda, comissário chefe António Maria Sita, sem gravar entrevista.
Segundo Raúl Lindo Mandela, que se deslocou à terceira esquadra da cidadela, diz que Roberto Gamba, Carlos Filipe, Steven, José Delfim e Aguinaldo Domingos, mais conhecido por "Kid" ou "27 de Maio" ainda não foram ouvidos em instrução processual e que se "as autoridades levarem os jovens ao tribunal as coisas vão ficar feias".

Emtretanto, o primeiro secretário nacional da JMPLA, Sérgio Luther Rescova, desincentivou a juventude a não aderir a manifestações sem causa.
Raúl Mandela disse ainda que as imagens publicadas na Televisão Pública acusando os manifestantes de partir carros de cidadãos luandinos "é da mera responsabilidade do Presidente José Eduardo dos Santos", acrescentando que o Presidente "devia ser responsabilizado por mandar partir carros de angolanos para culpar manifestantes". “” – FONTE : VOA

domingo, 12 de outubro de 2014

Libertados jovens que se pretendiam manifestar em Luanda



“”(…)  "Alguns desses jovens, cinco ou seis, foram levados pela polícia, espancados e deixados na rua. Foram outras pessoas que os apanharam e levaram ao hospital", explicou o advogado, da associação Mãos Livres, que acompanhou o caso.
A agência Lusa tentou obter uma declaração do comando geral da Polícia Nacional de Angola sobre o assunto, mas sem sucesso até ao momento.
O acesso ao Largo da Independência, no centro de Luanda, foi bloqueado, sábado, por algumas dezenas de agentes da Polícia Nacional, impedindo assim uma manifestação destes jovens angolanos, que contestam as anunciadas alterações à Lei da Nacionalidade.
A manifestação, convocada pelo Movimento Revolucionário, estava agendada para as 13:00 (mesma hora em Lisboa), mas desde a manhã que se começou a concentrar, no local do protesto, um forte dispositivo policial, constatou a Lusa.
A agência Lusa tentou confirmar a existência de outros detidos junto do porta-voz do Movimento Revolucionário, Adolfo Campos, um dos elementos também levados pela polícia, mas o mesmo encontra-se incontactável desde a hora da manifestação.

Como acontece habitualmente nestas situações, foram feitas algumas detenções na envolvente do Largo da Independência, cerca de trinta minutos depois da hora prevista para o protesto, quando estes elementos se aproximavam do local.
"Os jovens foram levados e espancados. Ao fim do dia foram largados no Zango [nos arredores de Luanda], como tem sido prática habitual da polícia. Um deles estava muito maltratado, com uma fratura", disse ainda o advogado David Mendes, desconhecendo qualquer acusação sobre estes elementos.
A proposta de alteração à Lei da Nacionalidade, contendo 26 modificações e enviada em julho à Assembleia Nacional pelo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, esteve na origem deste protesto. Pretendia pedir a sua "revogação", alegando estes jovens ativistas que a nacionalidade "não se dá a ninguém de forma fácil".
Com esta proposta apresentada ao parlamento, o Presidente passa a ter a faculdade de conceder a nacionalidade angolana, por naturalização, a estrangeiros que tenham prestado ou sejam chamados a prestar serviços relevantes ao Estado, estando apenas, de forma geral, consagrada a necessidade de conhecimento suficiente da língua portuguesa.

As manifestações agendadas pelo Movimento Revolucionário desde 2011, contestando o regime angolano, envolvem, por norma, a mobilização de fortes dispositivos de segurança, detenções e confrontos com a polícia.”” – FONTE : NOTÍCIAS  AO  MINUTO

Luanda Polícia angolana trava manifestação de jovens

“”(…)  A manifestação, convocada pelo Movimento Revolucionário, estava agendada para as 13:00 (mesma hora em Lisboa) de hoje, mas desde a manhã que se começou a concentrar, no local do protesto, um forte dispositivo policial, constatou a Lusa.
Como acontece habitualmente nestas manifestações, foram feitas algumas detenções na envolvente do Largo da Independência, cerca de trinta minutos depois da hora prevista para o protesto, quando estes manifestantes se aproximavam do local.
Depois destas detenções, a Lusa tentou contactar o porta-voz do Movimento Revolucionário, Adolfo Campos, e outros elementos da organização do protesto, mas sem sucesso.
Em causa está uma proposta de alteração à Lei da Nacionalidade, contendo 26 modificações, enviada em julho à Assembleia Nacional pelo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos.
Em declarações anteriores à Lusa, Adolfo Campos tinha explicado que este "protesto pacífico" pretendia pedir a "revogação" da proposta, alegando que a nacionalidade "não se dá a ninguém de forma fácil".
Para o local da manifestação de hoje foram mobilizados elementos da Polícia Nacional de Angola, que impediam o acesso ao interior do mesmo largo, onde sobressai um monumento de vários metros de altura em memória do primeiro Presidente angolano, Agostinho Neto.
A Lusa confirmou a presença no mesmo local de equipas da Polícia de Intervenção Rápida (PIR) e cinotécnicas (binómio homem/cão). Um dispositivo aparentemente inferior a manifestações anteriores, igualmente agendadas pelos mesmos jovens ativistas angolanos, que contestam a atual governação do país.
Com esta proposta apresentada ao parlamento, o Presidente passa a ter a faculdade de conceder a nacionalidade angolana, por naturalização, a estrangeiros que tenham prestado ou sejam chamados a prestar serviços relevantes ao Estado, estando apenas, de forma geral, consagrada a necessidade de conhecimento suficiente da língua portuguesa.
"Querem fazer uma nova colonização de Angola e nós não aceitamos", criticou, por seu turno, antes desta manifestação, Adolfo Campos.
As manifestações agendadas pelo Movimento Revolucionário desde 2011 envolvem, por norma, a mobilização de fortes dispositivos de segurança, detenções e confrontos com a polícia.”” – FONTE : NOTÍCIAS AO MINUTO