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domingo, 23 de novembro de 2014

Angola Polícia frustra manifestação de jovens angolanos em Luanda



“”(…)  O protesto envolvia dez movimentos contestatários reunidos no autodenominando Conselho Nacional dos Ativistas de Angola, que, além de críticas à política do executivo, exigiam a demissão do Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

A manifestação estava agendada para as 15:00 (menos uma hora em Lisboa), com concentração no largo 1.º de Maio, no centro de Luanda. Contudo, o acesso ao espaço foi vedado pelas autoridades, entre elementos da polícia regular e de intervenção.
Estes elementos impediram e dispersaram a concentração de grupos de manifestantes próximo daquele largo, mas com ações repressivas aparentemente menos violentas do que as observadas em protestos anteriores.
Ainda assim, segundo relato feito à Lusa por Raúl Mandela, do Conselho Nacional dos Ativistas de Angola, cerca de 15 jovens terão sido detidos durante o dia e dez foram feridos pela polícia.
A Lusa não conseguiu confirmar esta versão junto das autoridades policiais.

No entanto, também o dispositivo policial - visível - em Luanda foi hoje menor, igualmente comparando com as restantes manifestações já realizadas este ano.

O desemprego, a falta de habitações e de terrenos para construir, mas também de água potável, eram assuntos sobre os quais estes dez movimentos pretendiam apelar para a reflexão do povo, conforme se pode ler nos panfletos distribuídos pela capital angolana, a convocar a manifestação.
Por outro lado, reafirmam que os dirigentes do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), no poder desde a independência, em 1975, "não se preocupam em dar emprego aos angolanos" e acusam "portugueses e brasileiros" de ficarem com postos de trabalho na restauração, hotelaria ou construção civil.
Os manifestantes ameaçavam ainda levar o protesto até ao palácio presidencial, área que conforme a Lusa verificou esteve hoje fortemente guardada por dezenas de elementos da Unidade de Guarda Presidencial (UGP).

Estes ativistas equacionam sair de novo à rua no domingo, indicaram ainda.
Interpretado como um aviso sobre esta manifestação, o ministro do Interior, Ângelo Veiga Tavares, recomendou, na segunda-feira, firmeza e vigilância redobrada face a "reiteradas e veladas" tentativas de alteração da ordem democrática e constitucional por parte de algumas forças políticas.
Referiu, sem apontar nomes, que algumas dessas forças, usando artifícios antidemocráticos, têm tentado fazer em Angola "uma réplica do que aconteceu em alguns países vizinhos".
Estas manifestações antigovernamentais, que se sucedem desde 2011, terminam por norma com várias detenções e confrontos com a polícia.”” – FONTE :  NOTÍCIAS  AO MINUTO

CASA CE manifesta-se em Luanda



“”(…)  Em Luanda a CASA CE realizou sem incidente a sua marcha para assinara o primeiro aniversário da morte do seu militantes Hilbert Ganga.
O nosso correspondente em Luanda disse que participaram na marcha para além de militantes da CASA CE população não directamente afiliada no partido que querem que seja feita justiça no caso da morte de ganga.
O militante da CASA foi morto há um ano atrás quando colocava cartazes na zona de presidência.
Uma testemunha disse que Hilbert Ganga foi morto por um membro da Guarda presidencial á porta do complexo presidencial.
A marcha de hoje tinha sido autorizada pelas autoridades e os manifestantes marcharam até á campa de Ganga onde colocaram flores.

Por outro lado uma segunda manifestação convocada pelos jovens do “Movimento Revolucionário” não se realizou como os seus organizadores tinham anunciado.
No Sábado os jovens foram imediatamente presos quando tentaram manifestar-se e levados pelas  autoridades para uma zona a cerca de 100 quilómetros de Luanda onde foram abandonados.
Por seu lado, os professores do ensino básico e médio estiveram em massa numa contramanifestação convocada pelo Governo e a juventude do MPLA também saiu às ruas ontem em alusão à sua data que se assinala no dia 23 deste mês.”” – FONTE : VOA

Polícia dispersa manifestação em Luanda



“”(…)  Luanda foi hoje, 22, palco de três manifestações.

Jovens exigindo o afastamento do presidente José Eudardo dos Santos desceram às ruas de Luanda e foram detidos de imediato.
Por seu lado, os professores do ensino básico e médio estiveram em massa numa contra-manifestação convocada pelo Governo até às 14 horas. A juventude do MPLA também saiu às ruas hoje em alusão à sua data que se assinala no dia 23 deste mês.
O ambiente na cidade de Luanda continua agitado. Muitos cidadãos não conseguiram sair das suas casas por estarem cercados pelos serviços de segurança.

Os organizadores da manifestação dos membros do Movimento Revolucionário Angolano, que exigem reformas na Presidência da República com a saída do Presidente angolano José Eduardo dos Santos, no poder há 35 anos, tentaram chegar até ao palácio presidencial na Cidade Alta onde foram de imediato detidos pela policia nacional.
Segundo disse à VOA Antonio Kissanda, um dos membros do Conselho Nacional dos Activistas de Angola, mais de 15 jovens teriam sido abandonados a cerca de 100 quilómetros fora de Luanda.
Entre os detidos estão Adolfo Campos e Raul Mandela.
Amanhã estão previstas uma manifestação de jovens e uma marcha do partido Casa-CE em Luanda.”” – FONTE : VOA