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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Luanda com "alta temperatura" no sábado



“”(…)  Cidade de Luanda vai ser palco de quatro manifestações populares neste final de semana. O denominado Movimento Revolucionário Angola e a Casa-CE marcaram manifestações e o Governo respondeu com uma marcha de professores também para este sábado, 22.
O ambiente na cidade está agitado por estes dias. Muitos cidadãos se preparam para se manifestar, outros não sabem o que hão de fazer. O Governo afina os meios de repressão para impedir a realização dos protestos contra a demissão de José Eduardo dos Santos.

A Unita já se demarcou dos protestos por ter sido acusada pelo secretário provincial do MPLA Bento Bento de estar por detrás dos jovens para inviabilizar a realização do congresso do MPLA no mês de Dezembro.

Ainda assim os jovens do Movimento Revolucionário Angolano dizem estar prontos para chegarem até à Cidade Alta este sábado.
Raul Mandela, que tem sido alvo de perseguição por indivíduos não identificados, diz que desta vez vão provar ao Presidente Eduardo dos Santos que não são apenas 300 jovens, como disse recentemente em entrevista à SIC Noticias.
“O cidadão José Eduardo dos Santos fica na Cidade Alta e vamos lhe mostrar que não somos apenas 300 jovens como ele tinha dito, os frustrados festa vez estarão lá para dizer fora Zé Dú”, disse.
Mandela diz ainda que não terão medo, nem mesmo das suas vidas. “Desde que começamos não temos mais medo do que venha a acontecer, sabemos que muitos vão ser presos e não temos medo”, garantiu.

Por seu lado, a juventude da Casa-CE, a JPA,  diz ter recebido garantias da polícia nacional para a realização da sua marcha no domingo pelas 15 horas da Showprit ao cemitério da Santana, como diz Rafael Aguiar, secretário da Juventude Patriótica de Angola.
Para o jurista Albano Pedro, as exigências dos jovens são constitucionais e não podem ser impedidos de se manifestarem. “O que os jovens estão a pedir é a demissão de José Eduardo dos Santos e não há nada inconstitucional, por isso os jovens podem se manifestarem”, considerou.
Os jovens do denominado Movimento Revolucionário Angolano  convocaram há mais de um mês duas manifestações  para os dias 22 e 23 com o objectivo de exigir a demissão de José Eduardo dos Santos no poder há mais de 35 anos.
Depois a juventude da CASA-CE convocou uma marcha para homenagear o seu patrono Hilbert Ganga, morto pela tropa da Guarda Presidencial no ano passado.

Ontem, o Governo respondeu: os professores do ensino básico e médio foram informados verbalmente pelas direcções das escolas que devem participar numa marcha, neste sábado, alusiva ao dia do educador. “” – FONTE : VOA

domingo, 12 de outubro de 2014

Libertados jovens que se pretendiam manifestar em Luanda



“”(…)  "Alguns desses jovens, cinco ou seis, foram levados pela polícia, espancados e deixados na rua. Foram outras pessoas que os apanharam e levaram ao hospital", explicou o advogado, da associação Mãos Livres, que acompanhou o caso.
A agência Lusa tentou obter uma declaração do comando geral da Polícia Nacional de Angola sobre o assunto, mas sem sucesso até ao momento.
O acesso ao Largo da Independência, no centro de Luanda, foi bloqueado, sábado, por algumas dezenas de agentes da Polícia Nacional, impedindo assim uma manifestação destes jovens angolanos, que contestam as anunciadas alterações à Lei da Nacionalidade.
A manifestação, convocada pelo Movimento Revolucionário, estava agendada para as 13:00 (mesma hora em Lisboa), mas desde a manhã que se começou a concentrar, no local do protesto, um forte dispositivo policial, constatou a Lusa.
A agência Lusa tentou confirmar a existência de outros detidos junto do porta-voz do Movimento Revolucionário, Adolfo Campos, um dos elementos também levados pela polícia, mas o mesmo encontra-se incontactável desde a hora da manifestação.

Como acontece habitualmente nestas situações, foram feitas algumas detenções na envolvente do Largo da Independência, cerca de trinta minutos depois da hora prevista para o protesto, quando estes elementos se aproximavam do local.
"Os jovens foram levados e espancados. Ao fim do dia foram largados no Zango [nos arredores de Luanda], como tem sido prática habitual da polícia. Um deles estava muito maltratado, com uma fratura", disse ainda o advogado David Mendes, desconhecendo qualquer acusação sobre estes elementos.
A proposta de alteração à Lei da Nacionalidade, contendo 26 modificações e enviada em julho à Assembleia Nacional pelo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, esteve na origem deste protesto. Pretendia pedir a sua "revogação", alegando estes jovens ativistas que a nacionalidade "não se dá a ninguém de forma fácil".
Com esta proposta apresentada ao parlamento, o Presidente passa a ter a faculdade de conceder a nacionalidade angolana, por naturalização, a estrangeiros que tenham prestado ou sejam chamados a prestar serviços relevantes ao Estado, estando apenas, de forma geral, consagrada a necessidade de conhecimento suficiente da língua portuguesa.

As manifestações agendadas pelo Movimento Revolucionário desde 2011, contestando o regime angolano, envolvem, por norma, a mobilização de fortes dispositivos de segurança, detenções e confrontos com a polícia.”” – FONTE : NOTÍCIAS  AO  MINUTO

Luanda Polícia angolana trava manifestação de jovens

“”(…)  A manifestação, convocada pelo Movimento Revolucionário, estava agendada para as 13:00 (mesma hora em Lisboa) de hoje, mas desde a manhã que se começou a concentrar, no local do protesto, um forte dispositivo policial, constatou a Lusa.
Como acontece habitualmente nestas manifestações, foram feitas algumas detenções na envolvente do Largo da Independência, cerca de trinta minutos depois da hora prevista para o protesto, quando estes manifestantes se aproximavam do local.
Depois destas detenções, a Lusa tentou contactar o porta-voz do Movimento Revolucionário, Adolfo Campos, e outros elementos da organização do protesto, mas sem sucesso.
Em causa está uma proposta de alteração à Lei da Nacionalidade, contendo 26 modificações, enviada em julho à Assembleia Nacional pelo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos.
Em declarações anteriores à Lusa, Adolfo Campos tinha explicado que este "protesto pacífico" pretendia pedir a "revogação" da proposta, alegando que a nacionalidade "não se dá a ninguém de forma fácil".
Para o local da manifestação de hoje foram mobilizados elementos da Polícia Nacional de Angola, que impediam o acesso ao interior do mesmo largo, onde sobressai um monumento de vários metros de altura em memória do primeiro Presidente angolano, Agostinho Neto.
A Lusa confirmou a presença no mesmo local de equipas da Polícia de Intervenção Rápida (PIR) e cinotécnicas (binómio homem/cão). Um dispositivo aparentemente inferior a manifestações anteriores, igualmente agendadas pelos mesmos jovens ativistas angolanos, que contestam a atual governação do país.
Com esta proposta apresentada ao parlamento, o Presidente passa a ter a faculdade de conceder a nacionalidade angolana, por naturalização, a estrangeiros que tenham prestado ou sejam chamados a prestar serviços relevantes ao Estado, estando apenas, de forma geral, consagrada a necessidade de conhecimento suficiente da língua portuguesa.
"Querem fazer uma nova colonização de Angola e nós não aceitamos", criticou, por seu turno, antes desta manifestação, Adolfo Campos.
As manifestações agendadas pelo Movimento Revolucionário desde 2011 envolvem, por norma, a mobilização de fortes dispositivos de segurança, detenções e confrontos com a polícia.”” – FONTE : NOTÍCIAS AO MINUTO

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Movimento Revolucionário continua a exigir o fim da impunidade em Angola



“”(…)  A "pressão da sociedade civil e dos partidos da oposição", considera Pedrowski Teca, terá levado o Presidente José Eduardo dos Santos a recuar na sua decisão de promover António Vieira Lopes a brigadeiro.
"No caso do Movimento Revolucionário", explica o jovem, o anúncio da realização da manifestação deu origem "a uma briga, uma troca de palavras no Governo Provincial, porque os funcionários não queriam receber a carta de comunicado da manifestação, conforme a lei determina". Seguiram-se quatro horas de discussão que levaram vários jovens a juntar-se na sede do Governo Provincial e que acabaram por levar um dos funcionários do gabinete jurídico do governador a ceder e a aceitar a comunicação. Segundo Pedrowski Teca, esta informação terá chegado ao gabinete do Presidente da República, "que tomou esta decisão".

Para o Movimento Revolucionário, as exigências – nomeadamente, justiça para o caso Kamulingue e Cassule - vão continuar a ser feitas até que sejam ouvidas. "É um caso bastante difícil, testemunhou vários vícios", considera Teca. E dá um exemplo: "Vimos a Procuradoria-Geral da República oferecer casas aos familiares das vítimas, foi uma tentativa de aliciamento".
"Nós, Movimento Revolucionário, vamos continuar a exigir que a justiça seja feita até ao final. Se virmos qualquer tipo de irregularidade, retomaremos a decisão de manifestar", garante o jovem. Ainda asssim, Pedrowski Teca espera que, "após a despromoção de Vieira Lopes, o caso volte ao Tribunal Provincial de Luanda e retome o percurso normal", mas o grupo, diz, terá de "exigir que os autores morais estejam presentes no caso". “” – FONTE : DW África