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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Acto do governador em proibir manifestação é inexistente – diz jurista



Acto do governador em proibir manifestação é inexistente – diz jurista

“”(…)  O auto-denominado Movimento Revolucionário Angolano convocou para este Sábado uma manifestação pacífica contra a nova lei da nacionalidade, que atribui ao PR a faculdade de atribuir ou retirar a nacionalidade angolana
O novo governador, Graciano Domingos, já proibiu a referida manifestação, mas especialistas dizem que não compete ao governador aceitar, ou não, a realização de qualquer protesto e que os activistas não devem rever-se nesta decisão por ser inexistente.
A decisão do novo governador de Luanda, Graciano Francisco Domingos, de proibir a realização da manifestação marcada para Sábado próximo (11 de Outubro), alegando ter começado agora a sua governação e devido à falta de segurança no país, é tida como inexistente e ameaçadora da segurança nacional.

Segundo o jurista Albano Pedro, o despacho do actual governador reconhece o nível de insegurança que o país enfrenta actualmente.
“Quando o senhor governador diz que não há condições está a dar a entender que a polícia também não está em condições de funcionar”, disse.
O também professor universitário afirma ainda que os activistas nem devem ter em conta o despacho do governador por se tratar de um acto inexistente e avança ainda que os jovens têm toda a legitimidade para pedirem a destituição do novo governador.

“O pedido de demissão do governador está dentro da liberdade dos jovens mas sabemos que este instrumento não funciona na nossa realidade” acrescentou.
Adolfo Campos, um dos subscritores da carta enviada ao Governo da província de Luanda, afirma que mesmo com a proibição do governador, as condições estão criadas para a manifestação deste Sábado: “Está tudo preparado para nossa saída no sábado”, adiantou.
Albano Pedro diz ainda não fazer sentido levar a carta de Graciano Francisco Domingos ao Tribunal Constitucional por não haver qualquer peso constitucional.
“A decisão do governador é inexistente e o tribunal vai olhar para peça e vai perceber que não tem qualquer peço constitucional” acrescentou.

Recorde-se que o protesto contra a nova lei da nacionalidade que atribui competências ao Presidente da República de atribuir ou retirar a nacionalidade angolana, organizado pelo auto-denominado Movimento Revolucionário Angolano (MRA) está marcado para este Sábado em Luanda.”” – FONTE : VOA

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Oposição critica lei da nacionalidade proposta pelo Presidente angolano



“”(…)A iniciativa legislativa do presidente da República foi submetida e aprovada na generalidade no parlamento angolano. A oposição chumbou o documento e considera que José Eduardo dos Santos atropelou uma vez mais a Constituição do país.

"O senhor presidente José Eduardo dos Santos quer dar nacionalidade a todos os estrangeiros que ele considerar que prestaram ou prestem relevantes serviços à pátria, quer dar nacionalidade àqueles estrangeiros que torturaram e perseguiram angolanos durante o período da guerra fria", disse recentemente o líder da Unita Isaías Samakuva, para quem é um absurdo que o domínio do Português seja condição para se adquirir a nacionalidade.
"O senhor presidente quer controlar a alteração subtil que vem fazendo da identidade cultural e social de Angola e quer mesmo alterar a demografia, assim como fizeram os outros na América Latina", acrescentou Samakuva.

Por seu lado, Lindo Tito, da bancada parlamentar da Casa-CE, acha que a proposta de José Eduardo dos Santos é discriminatória.
"Esta iniciativa ao trazer o elemento do domínio da língua portuguesa para se atribuir a nacionalidade angolana é uma discriminação negativa que a Constituição condena”, disse.
“O que o Presidente da República está a fazer é subalternizar o poder da Assembleia Nacional a seu proveito e até condicioná-la", concluiu Tito.

O porta-voz do PRS Joaquim Nafoia acusou o presidente de violar a Constituição: "O presidente da República não deve incorrer permanentemente na violação da Constituição, não deve pensar que ele é a Constituição, é a lei e não precisa cumpri-la", disse.

O jurista Pedro Kaparacata considera que o argumento da oposição é uma perda de tempo porque partindo a iniciativa do Presidente da República ou da Assembleia Nacional "vai dar no mesmo".
"Nem vale a pena estarmos aqui a perder tempo, se o estrangeiro vai ou não conseguir com facilidade adquirir a nacionalidade, o que está em causa aqui é a promiscuidade em que vivemos. Basta ver a quantidade de estrangeiros por todo território nacional, partindo deste alto grau de promiscuidade, a nacionalidade vai ser adquirida por qualquer estrangeiro, este país há muito deixou de ter Estado”, reiterou o jurista que concluiu: “Eu não sei se ainda temos soberania".”” – FONTE: VOA