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terça-feira, 5 de maio de 2015

Jornalistas dizem que liberdade de imprensa está em risco em Angola



“”(…)  Dias depois de a organização não-governamental Freedom House ter divulgado o seu relatório sobre a liberdade de imprensa no mundo de 2015, em que Angola aparece no grupo dos países não livres, o Sindicado dos Jornalistas Angolanos vem agora reforçar que a actividade dos profissionais da comunicação está em perigo. Os jornalistas falam de perseguição e coacção por criticarem o Governo.
A secretária-executiva do Sindicado dos Jornalistas Angolanos Luísa Rogério começa por lembrar que “com a privatização dos jornais, com o monopólio e o oligopólio, a liberdade de imprensa corre um grande risco em Angola"
Rogério lamentou igualmente a falta de condições e de salários condignos de que padecem a grande maioria dos jornalistas.
"Grande parte dos jornalistas da imprensa privada vai apenas sobrevivendo, os salários são uma miséria, as próprias instituições de defesa dos jornalistas trabalham em regime de sobrevivência porque não recebem qualquer incentivo do Estado", revela Rogério.

O jornalista Félix Miranda considera que o Estado deu alguns passos, mas lamenta o facto dos profissionais que criticam o Governo serem ainda vítimas de perseguição e de coacção do Executivo.
"Simula-se liberdade de expressão porque as pessoas ainda são perseguidas, coagidas com processos judiciais na DNIC por emitirem opiniões contrárias às do Executivo, que detém os instrumentos de repressão judicial e policial", acusa Miranda.
Entretanto, num comunicado divulgado pela Angop, o Governo reitera que o direito de exercer jornalismo em Angola está salvaguardado e vai continuar a trabalhar para garantir que o jornalismo seja exercido com segurança e justiça, do mesmo modo que diz condenar acções que coloquem em perigo a profissão e a vida dos jornalistas. “” – FONTE : VOA

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Fecho do Angolense lança jornalistas ao desemprego



“”(… )  Depois de um tempo em obras de reestruturação, o jornal Angolense encerra definitivamente as suas portas e empurra para o desemprego vários jornalistas. O Sindicato dos Jornalistas considera de anormal o que aconteceu.
Ninguém conhece quem são os novos donos do jornal e o Sindicato dos Jornalistas Angolanos diz que foi apanhado de surpresa.
O antigo director de Informação da publicação Agostinho Rodrigues confirma o encerramento do Angolense, mas diz desconhecer quem são os novos proprietários do Jornal, nem que destino terá: "Enquanto funcionário do Angolense não conhecemos quem são os novos donos do jornal"

Outro jornalista que fica no desemprego com o encerramento do jornal é Makuta Nkondo, que conta como soube da notícia: "Dois dias antes do Natal comunicaram-nos o fecho definitivo do jornal, com o formato actual, e pagaram-nos três meses de salários contra os demais que nos deviam e sem o décimo terceiro".
Makuta Nkondo disse à VOA que o salário base de um jornalista no jornal era de 48 mil cuanzas, o equivalente a 480 dólares americanos, e não houve qualquer negociação para efeitos de indemnização.
O jornalista acredita que esta é mais uma medida para silenciar a imprensa no país.  "Significa que neste momento o único jornal privado e independente que sobrou  é o Folha 8, de William Tonet. O MPLA pretende nos impor a ler só o Jornal de Angola, que eu considero de Pravda, a Radio Nacional de Angola, que é a rádio Moscovo, e a TPA, autêntica televisão soviética".
Segundo Nkondo, “os ditos privados como a rádio Despertar, da UNITA, e rádio Eclésia, da Igreja Católica fazem a mesma coisa com listas de pessoas proibidas de falar, como eu próprio que estou proibido de falar na Despertar e na Eclésia"

Por sua vez, Teixeira Cândido, porta-voz do Sindicato dos Jornalistas Angolanos, diz que o seu órgão foi apanhado de surpresa.
“Não acredito que alguém compre um título para extingui-lo um ano depois, isto deixa o Sindicato surpreso e estupefacto com isto de comprarem jornal e depois guardar na gaveta, não é uma situação normal”, considera Cândido, para quem “de certo modo é um ambiente de intranquilidade para a classe jornalística e para o próprio jornalismo".
Um dos directores do referido jornal Joaquim Maciel assegurou à VOA que não conhece quem são os novos donos e nem sabe que futuro reserva a publicação reestruturada. “” – FONTE : VOA

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Jornal de Angola : Fazer carreira em Portugal envolve "dizer mal" do Presidente angolano



“”(…)Num extenso editorial intitulado de "atitude desleal", e que já no final é explicado com alegadas referências na comunicação social portuguesa ao envolvimento de cidadãos angolanos no caso dos vistos "gold", o jornal estatal recorda que os empresários nacionais "investiram milhares de milhões de euros em Portugal nos últimos seis anos".
"Primeiro, por causa dos afetos, depois pelos negócios. E o investimento em Angola tem uma vertente: ajudar um país irmão a debelar a crise e superar as dificuldades económicas e financeiras em que está mergulhado. Noutro sentido, milhares de portugueses procuram também trabalho em Angola. Todos são bem-vindos, embora alguns se comportem como ocupantes", lê-se.
Recorda que os angolanos "investiram em todos os setores da economia portuguesa", que os empresários portugueses "fizeram o mesmo em Angola" e que "ninguém se queixou do ambiente de negócios, das facilidades institucionais, das parcerias constituídas".

"Se alguma coisa corre mal, os problemas resolvem-se nas sedes próprias e nunca na comunicação social angolana", observa. Contudo, referindo-se diretamente a políticos - como João Soares e Francisco Louçã -, ou jornalistas - ao casal José Eduardo Moniz (apelidado de "consultor de telenovelas") e Manuela Moura Guedes -, o Jornal de Angola aborda o peso das críticas portuguesas.
"A situação é de tal forma anómala que até fica a ideia de que quem quiser fazer carreira política em Portugal tem que dizer mal do Presidente de Angola, dos políticos angolanos que fazem parte do partido [MPLA] que venceu as eleições com maioria qualificada, dos nossos empresários, mesmo dos que investem elevadas somas para ajudar Portugal a sair da crise", acrescenta.

Para o Jornal de Angola, em Portugal "chegam ao cúmulo de levantar suspeitas sobre a origem do dinheiro dos angolanos", mas "ninguém quer saber da origem do dinheiro" de investidores de outras nacionalidades. "É uma pura e seletiva perseguição aos interesses angolanos", lê-se, assumindo o jornal que "se há dúvidas quanto à origem das suas fortunas [angolanos], as autoridades competentes que investiguem" e depois "tirem as suas conclusões".
"Mas é inadmissível que todo o cão e gato em Portugal ponham em causa a origem do dinheiro dos empresários angolanos que investem naquele país. É inadmissível que levantem suspeitas sobre investidores angolanos no caso dos vistos 'gold' e, uma vez conhecida a lista dos que investiram em troca desse visto, não está lá nenhum angolano", afirma o diário estatal.
Assume por isso que "os portugueses têm que decidir de uma vez por todas se querem ou não os angolanos como parceiros" e que se Portugal "quer desenvolver a cooperação com Angola, não pode depois haver perseguição a cidadãos angolanos que dão o seu melhor para que os acordos de cooperação em vigor tenham sucesso".
"Atirar com nomes de angolanos para as páginas dos jornais ou dos meios audiovisuais como estando envolvidos em atos ilícitos é uma deslealdade que começa a cansar", avisa o diário. O editorial remata recordando que a empresária Isabel dos Santos, ao entrar na corrida à compra da Portugal Telecom, "foi logo nomeada como a 'filha do Presidente de Angola'".

"Uma atitude deselegante e desrespeitosa que não pode ser admitida. Os outros interessados não têm pai nem mãe. São apenas investidores", observa, ao mesmo tempo que elogia os empresários portugueses Belmiro de Azevedo, Américo Amorim Alexandre dos Santos.

Recordando que o ministro do Interior de Angola, Ângelo Veiga, denunciou na segunda-feira "estrangeiros e partidos políticos angolanos como autores de manobras de destabilização" no país, o jornal diz esperar que a recente visita do presidente da UNITA, Isaías Samakuva, a Lisboa e outros capitais europeias "não tenha sido o princípio da conspiração". "Na vida há limites para tudo, até para a deslealdade", remata.”” – FONTE :  NOTÍCIAS AO  MINUTO

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Jornal de Angola volta a criticar Portugal e João Soares



“”(…)  O Jornal de Angola volta a criticar nesta quarta-feira, em editorial, o estado das relações com Portugal, pelo segundo dia consecutivo, exigindo um "esclarecimento urgente" de Lisboa e centrando-se nas críticas assíduas do deputado socialista João Soares.
Intitulado Contornos de uma conspiração, o texto visa directamente o socialista — referindo-se sempre ao "filho de Mário Soares" —, recordando a sua condição de eleito pela Assembleia da República para o Conselho de Fiscalização do Sistema Serviços de Informações da República Portuguesa (CFSIRP), as suas críticas ao regime angolano e o caso dos vistos gold.
"A mesma personagem percorre os canais de televisão portugueses disparando insultos e calúnias contra titulares dos órgãos de soberania de Angola. Afirma reiteradamente que os investimentos angolanos em Portugal provêm de fundos roubados. Fala em 'cleptocratas de Luanda' com a maior desfaçatez. E nunca se esquece de lembrar a sua condição de membro do CFSIRP para chancelar as suas mentiras e calúnias", aponta o editorial do jornal estatal angolano.
Acrescenta que um "deputado da Nação [portuguesa] que se entretém diariamente a chamar ladrões aos titulares dos órgãos de soberania em Angola" sem que "os seus pares" se "demarquem de tão graves crimes", é "evidente que está mandatado para assim proceder".

"E não venham dizer-nos que estamos perante o exercício da liberdade de expressão. Não façam de nós indigentes mentais. O filho de Mário Soares, deputado do Partido Socialista, está a exercer aquilo que ele considera ser o seu direito de conspiração contra Angola. Todos estes dislates ultrapassam o mero exercício do direito a emitir opiniões. A liberdade de expressão tem limites. E no caso do fiscalizador do SIS, esses limites são ainda mais estreitos", enfatiza o editorial do Jornal de Angola.
Defende que "sempre que o filho de Mário Soares fala em dinheiro ilegal exportado de Angola, de ladrões, de corruptos e cleptocratas", a opinião pública portuguesa "acredita porque pensa que ele tem informações secretas fornecidas pelos serviços secretos que é suposto fiscalizar".
"Nós sabemos que não. Tudo o que ele diz são mentiras e calúnias. Todas as suas afirmações são peças da conspiração que o ministro do Interior [de Angola] agora [segunda-feira] denunciou. Disso não temos dúvidas", lê-se.

No segundo editorial consecutivo em que alude a estas "ameaças" ao "regime democrático" angolano e à interferência de sectores portugueses, o jornal afirma que recentes "cumplicidades" tornadas públicas, nomeadamente com a Operação Labirinto e o envolvimento de responsáveis do Serviço de Informações de Segurança (SIS), "são inquietantes e exigem um esclarecimento urgente por parte das autoridades de Lisboa".
"A Operação Labirinto em Portugal levou à detenção de altas figuras do Estado. Mas também trouxe à luz do dia uma situação insólita em qualquer parte do mundo, mesmo no país do filho de Mário Soares, da filha do senhor Gomes, deputada europeia do Partido Socialista, ou do filho do senhor Louçã, líder escondido do Bloco de Esquerda", lê-se no mesmo texto.

Face à alegada intervenção do SIS no caso dos vistos gold, recordada pelo jornal angolano, o editorial insurge-se: "Nós temos o direito de suspeitar que os mesmos serviços varrem o quintal dos amigos e atiram com o lixo para a porta de Angola, servindo-se do livre acesso do filho de Mário Soares a todos os canais de televisão portuguesa".
O editorial termina com uma garantia: "Uma coisa é certa: qualquer ataque contra o regime democrático está votado ao fracasso".”” – FONTE : PÚBLICO