3ª Edição da Revista semanal da Rádio Angola foi apresentada no dia 17 de Janeiro
de 2015 por Carlos Lopes e Serafim de Oliveira. Foram abordados os seguintes
tópicos de destaque:
1 – O Executivo Angolano vai retificar o OGE de 2015
2- Nomeação de José Pedro de Morais
3 – A vida difícil dos angolanos com a subida dos preços e a previsível
falha de pagamentos aos empresários por parte do Executivo Angolano
4– As violações dos direitos dos trabalhadores Angolanos.
5- Os ataques terroristas em França e na Nigéria.
Perguntas e sugestões podem ser enviadas para: info@friendsofangola.org. A
Rádio Angola – uma rádio sem fronteiras – é um dos projectos da Friends of
Angola, onde as suas opiniões e sugestões são validas e respeitadas!
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sábado, 17 de janeiro de 2015
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Jornal de Angola : Fazer carreira em Portugal envolve "dizer mal" do Presidente angolano
“”(…)Num
extenso editorial intitulado de "atitude desleal", e que já no final
é explicado com alegadas referências na comunicação social portuguesa ao
envolvimento de cidadãos angolanos no caso dos vistos "gold", o
jornal estatal recorda que os empresários nacionais "investiram milhares
de milhões de euros em Portugal nos últimos seis anos".
"Primeiro, por causa dos afetos, depois pelos negócios. E o
investimento em Angola tem uma vertente: ajudar um país irmão a debelar a crise
e superar as dificuldades económicas e financeiras em que está mergulhado.
Noutro sentido, milhares de portugueses procuram também trabalho em Angola.
Todos são bem-vindos, embora alguns se comportem como ocupantes", lê-se.Recorda que os angolanos "investiram em todos os setores da economia portuguesa", que os empresários portugueses "fizeram o mesmo em Angola" e que "ninguém se queixou do ambiente de negócios, das facilidades institucionais, das parcerias constituídas".
"Se alguma coisa corre mal, os problemas resolvem-se nas sedes próprias e nunca na comunicação social angolana", observa. Contudo, referindo-se diretamente a políticos - como João Soares e Francisco Louçã -, ou jornalistas - ao casal José Eduardo Moniz (apelidado de "consultor de telenovelas") e Manuela Moura Guedes -, o Jornal de Angola aborda o peso das críticas portuguesas.
"A situação é de tal forma anómala que até fica a ideia de que quem quiser fazer carreira política em Portugal tem que dizer mal do Presidente de Angola, dos políticos angolanos que fazem parte do partido [MPLA] que venceu as eleições com maioria qualificada, dos nossos empresários, mesmo dos que investem elevadas somas para ajudar Portugal a sair da crise", acrescenta.
Para o Jornal de Angola, em Portugal "chegam ao cúmulo de levantar suspeitas sobre a origem do dinheiro dos angolanos", mas "ninguém quer saber da origem do dinheiro" de investidores de outras nacionalidades. "É uma pura e seletiva perseguição aos interesses angolanos", lê-se, assumindo o jornal que "se há dúvidas quanto à origem das suas fortunas [angolanos], as autoridades competentes que investiguem" e depois "tirem as suas conclusões".
"Mas é inadmissível que todo o cão e gato em Portugal ponham em causa a origem do dinheiro dos empresários angolanos que investem naquele país. É inadmissível que levantem suspeitas sobre investidores angolanos no caso dos vistos 'gold' e, uma vez conhecida a lista dos que investiram em troca desse visto, não está lá nenhum angolano", afirma o diário estatal.
Assume por isso que "os portugueses têm que decidir de uma vez por todas se querem ou não os angolanos como parceiros" e que se Portugal "quer desenvolver a cooperação com Angola, não pode depois haver perseguição a cidadãos angolanos que dão o seu melhor para que os acordos de cooperação em vigor tenham sucesso".
"Atirar com nomes de angolanos para as páginas dos jornais ou dos meios audiovisuais como estando envolvidos em atos ilícitos é uma deslealdade que começa a cansar", avisa o diário. O editorial remata recordando que a empresária Isabel dos Santos, ao entrar na corrida à compra da Portugal Telecom, "foi logo nomeada como a 'filha do Presidente de Angola'".
"Uma atitude deselegante e desrespeitosa que não pode ser admitida. Os outros interessados não têm pai nem mãe. São apenas investidores", observa, ao mesmo tempo que elogia os empresários portugueses Belmiro de Azevedo, Américo Amorim Alexandre dos Santos.
Recordando que o ministro do Interior de Angola, Ângelo Veiga, denunciou na segunda-feira "estrangeiros e partidos políticos angolanos como autores de manobras de destabilização" no país, o jornal diz esperar que a recente visita do presidente da UNITA, Isaías Samakuva, a Lisboa e outros capitais europeias "não tenha sido o princípio da conspiração". "Na vida há limites para tudo, até para a deslealdade", remata.”” – FONTE : NOTÍCIAS AO MINUTO
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quarta-feira, 19 de novembro de 2014
Jornal de Angola volta a criticar Portugal e João Soares
“”(…) O Jornal de Angola volta a criticar nesta quarta-feira, em editorial, o estado das relações com Portugal, pelo segundo dia consecutivo, exigindo um "esclarecimento urgente" de Lisboa e centrando-se nas críticas assíduas do deputado socialista João Soares.
Intitulado Contornos de uma conspiração, o
texto visa directamente o socialista — referindo-se sempre ao "filho de
Mário Soares" —, recordando a sua condição de eleito pela Assembleia da
República para o Conselho de Fiscalização do Sistema Serviços de Informações da
República Portuguesa (CFSIRP), as suas críticas ao regime angolano e o caso dos
vistos gold.
"A mesma personagem percorre os canais de televisão portugueses
disparando insultos e calúnias contra titulares dos órgãos de soberania de
Angola. Afirma reiteradamente que os investimentos angolanos em Portugal provêm
de fundos roubados. Fala em 'cleptocratas de Luanda' com a maior desfaçatez. E
nunca se esquece de lembrar a sua condição de membro do CFSIRP para chancelar
as suas mentiras e calúnias", aponta o editorial do jornal estatal
angolano.Acrescenta que um "deputado da Nação [portuguesa] que se entretém diariamente a chamar ladrões aos titulares dos órgãos de soberania em Angola" sem que "os seus pares" se "demarquem de tão graves crimes", é "evidente que está mandatado para assim proceder".
"E não venham dizer-nos que estamos perante o exercício da liberdade de expressão. Não façam de nós indigentes mentais. O filho de Mário Soares, deputado do Partido Socialista, está a exercer aquilo que ele considera ser o seu direito de conspiração contra Angola. Todos estes dislates ultrapassam o mero exercício do direito a emitir opiniões. A liberdade de expressão tem limites. E no caso do fiscalizador do SIS, esses limites são ainda mais estreitos", enfatiza o editorial do Jornal de Angola.
Defende que "sempre que o filho de Mário Soares fala em dinheiro ilegal exportado de Angola, de ladrões, de corruptos e cleptocratas", a opinião pública portuguesa "acredita porque pensa que ele tem informações secretas fornecidas pelos serviços secretos que é suposto fiscalizar".
"Nós sabemos que não. Tudo o que ele diz são mentiras e calúnias. Todas as suas afirmações são peças da conspiração que o ministro do Interior [de Angola] agora [segunda-feira] denunciou. Disso não temos dúvidas", lê-se.
No segundo editorial consecutivo em que alude a estas "ameaças" ao "regime democrático" angolano e à interferência de sectores portugueses, o jornal afirma que recentes "cumplicidades" tornadas públicas, nomeadamente com a Operação Labirinto e o envolvimento de responsáveis do Serviço de Informações de Segurança (SIS), "são inquietantes e exigem um esclarecimento urgente por parte das autoridades de Lisboa".
"A Operação Labirinto em Portugal levou à detenção de altas figuras do Estado. Mas também trouxe à luz do dia uma situação insólita em qualquer parte do mundo, mesmo no país do filho de Mário Soares, da filha do senhor Gomes, deputada europeia do Partido Socialista, ou do filho do senhor Louçã, líder escondido do Bloco de Esquerda", lê-se no mesmo texto.
Face à alegada intervenção do SIS no caso dos vistos gold, recordada pelo jornal angolano, o editorial insurge-se: "Nós temos o direito de suspeitar que os mesmos serviços varrem o quintal dos amigos e atiram com o lixo para a porta de Angola, servindo-se do livre acesso do filho de Mário Soares a todos os canais de televisão portuguesa".
O editorial termina com uma garantia: "Uma coisa é certa: qualquer ataque contra o regime democrático está votado ao fracasso".”” – FONTE : PÚBLICO
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