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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Indústria Ministra angolana admite apenas "pequena quota" na importação de bebidas



“”(…)  A ministra Bernarda Gonçalves Martins falava durante a cerimónia de posse dos corpos dirigentes da agora criada Associação das Indústrias de Bebidas de Angola (AIBA), precisamente na semana em que foi divulgada a imposição de quotas no país para a importação de vários produtos, nomeadamente cervejas, sumos e águas, mas também alguns alimentos.
A medida deverá reduzir já a partir de 2015 as importações de bebidas por Angola para uma quota de 950 mil hectolitros, volume que anualmente se cifra em cerca de 400 milhões de dólares (353 milhões de euros). Mais de metade deste valor é proveniente de exportações de empresas portuguesas, nomeadamente cerveja, tendo estas admitido apreensão com o cenário agora conhecido.
Já a governante angolana defende que o setor alimentar e das bebidas "caminha", se tal "fosse possível", para "a proibição das importações".
"Como sabemos que temos que deixar uma janela aberta para a entrada de alguma coisa, de alguns produtos, porque no setor das bebidas, felizmente, com as capacidades ociosas que temos, podemos efetivamente viver da produção nacional", afirmou Bernarda Gonçalves Martins.
"Mas, uma pequena quota de importação, poderemos considerar", disse ainda.

No final da cerimónia, questionada pela Lusa, a ministra explicou que o Executivo "não está contra" as importações, defendendo antes a produção nacional, tendo em conta a capacidade instalada no país e o "investimento gigantesco" que o setor angolano tem vindo a fazer na inovação e qualidade do produto.
"O nosso mercado está abastecido e vai melhorar ainda mais, em temos de qualidade, no setor das bebidas", sublinhou a ministra da Indústria, que espera da AIBA, hoje lançada oficialmente por 12 indústrias nacionais, "contactos mais frequentes e produtivos" com as instituições do Estado, para potenciar o desenvolvimento da atividade em Angola.
O primeiro presidente da AIBA, Manuel Sumbula (Coca-Cola Bottling Angola), explicou que aquela associação pretende "atrair mais investimento" para o setor nacional, potenciar a cadeia de valor da indústria local do setor - igualmente produzindo no país a matéria-prima para as bebidas -, além de fomentar a competitividade e a exportação das bebidas angolanas.
"Não somos contra a importação, mas convidámos os importadores para trabalharmos juntos aqui em Angola, produzindo e existindo de facto uma competitividade bastante leal. Com certeza que para nós é um orgulho a produção nacional, o 'feito em Angola'", apontou.
A AIBA pretende trabalhar em articulação com o Governo na defesa do setor, de forma a rentabilizar os investimentos feitos pelas empresas no país, contribuindo para a diversificação da economia angolana.
"Não podemos ficar amarrados à inércia das importações", afirmou Manuel Sumbula.”” – FONTE :  NOTÍCIAS  AO MINUTO

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Miguel Frasquilho Empresas em Angola devem aproveitar novos postos da AICEP em África



“”(…)  "O facto de alargarmos a nossa presença a seis novos mercados africanos onde não estávamos presentes mostra uma diversificação que também visa apoiar mais os empresários portugueses em Angola na eventualidade de passarem por dificuldades que não estavam previstas", disse Miguel Frasquilho à Lusa, à margem do Encontro Empresarial da Diáspora Portuguesa, que hoje decorre nas instalações da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).
Questionado sobre a degradação do ambiente económico em Angola como resultado da forte quebra do preço do dólar e consequente diminuição das receitas fiscais, que terá já afetado alguns pagamentos às empresas estrangeiras, Miguel Frasquilho disse estar "a par das notícias", mas salientou que "até agora ainda não chegou nada à AICEP" em termos de queixas ou de informações dos empresários no terreno.
Certo é que "a situação pode vir a deteriorar-se e estamos preparados, em conjunto com o Governo e utilizando todos os canais à nossa disposição, para fazer face à situação menos positiva em 2015", disse.
No ano passado, salientou, as exportações portuguesas deverão ter atingido "o maior volume de sempre, mas falta ainda a confirmação oficial com os dados do mês de dezembro".
Entre janeiro e outubro de 2014, as exportações de Portugal para Angola subiram 2,4%, de 2,5 para 2,6 mil milhões de euros, o que, aliado à forte descida das compras de produtos angolanos, na sua esmagadora maioria petróleo, de 49,4% entre janeiro e outubro de 2014, fez o saldo da balança comercial passar de 71,6 milhões para 1.362 mil milhões de euros.

A degradação económica em Angola é, por isso, um bom exemplo da vantagem da diversificação das empresas quando pensam em expandir a sua atividade económica, principalmente para aquelas que já estão em Angola: "os seis países para os quais a AICEP vai expandir a sua atividade (Senegal, Guiné-Bissau, Gana, Nigéria, São Tomé e Príncipe e Guiné Equatorial) têm precisamente também este ponto de interesse, não só porque são países em rápida expansão económica, mas também porque há aqui uma tentativa de diversificação e apoio a empresas que já estão no continente africano e podem daqui retirar benefícios".
No âmbito do novo plano estratégico da AICEP, esta agência vai "fazer um alargamento de cobertura da rede de 53 para 65 postos, o que significa 12 novos mercados e todos os países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP)", concluiu Frasquilho. “” – FONTE :  NOTÍCIAS  AO  MINUTO

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Sócrates mete cunha a vice angolano



“”(…)  José Sócrates foi confrontado no primeiro interrogatório judicial com telefonemas feitos para o vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, com vista a beneficiar o Grupo Lena.Os telefonemas aconteceram em setembro do ano passado, dois meses antes da operação ‘Marquês’.O Grupo Lena tinha vencido alguns concursos de obras públicas em Angola, e o CM sabe que a iniciativa de Sócrates foi originada por problemas nos pagamentos à empresa portuguesa. Pesou também a necessidade de o grupo de Leiria – do qual Carlos Silva tinha sido administrador e cuja ligação estreita ainda se mantinha – ganhar ainda mais concursos.José Sócrates contactou então o vice de Angola e pediu-lhe que os bloqueios fossem ultrapassados. Na conversa, definiu o Grupo Lena como uma empresa em que sempre o trataram bem.As explicações dadas ao juiz por Sócrates não foram convincentes. Carlos Alexandre confrontou-o diretamente com o facto de Carlos Silva – o empresário de quem diz ser amigo de infância – manter ainda a sua ligação estreita ao Grupo Lena. Deixou de ser administrador, mas continuou a trabalhar para o grupo.Além disso, o facto de Sócrates viver praticamente à custa do empresário Carlos Santos Silva foi vista pelo Ministério Público como uma contrapartida pela sua influência, já que não se coibia de contactar governantes com quem mantivera contactos enquanto primeiro-ministro para meter cunhas para empresas privadas. “” – FONTE : SÁBADO

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Luanda Machete diz que "mal entendidos" com Angola estão ultrapassados




“”(…)  A posição foi transmitida pelo governante português no aeroporto 04 de Fevereiro, na capital angolana, ao encerrar a visita a Angola, iniciada na segunda-feira, e que envolveu uma audiência com o Presidente da República.

"Eu penso que esses mal entendidos [nas relações entre os dois países] foram muito exagerados, mas estão definitivamente sanados. Aliás, a amabilidade com o que o senhor Presidente José Eduardo dos Santos me recebeu, e a conversa que tivemos, foi claríssima a esse respeito", enfatizou aos jornalistas, antes de regressar a Lisboa.
Rui Machete voltou a referir que, nas palavras do chefe de Estado angolano, "os aspetos menores" das relações bilaterais estão agora "ultrapassados".
"É um novo ciclo que se inicia, muito positivo acho eu. Vou muito satisfeito com a recetividade que tive e as conversas que houve. E penso que do lado de Angola também houve o mesmo sentimento de satisfação. Portanto, estamos a viver um momento alto", rematou o ministro.
Durante esta visita a Angola, o governante português reuniu-se ainda com os ministros das Relações Exteriores, Georges Chikoti, da Economia, Abraão Gourgel, e do Ensino Superior, Adão do Nascimento.
Dos dois dias de reuniões resultam também as preocupações assumidas pelos empresários portugueses em Angola, com os tempos necessários à aprovação de projetos ou concessão de vistos a trabalhadores nacionais.

O maior receio prende-se agora com possíveis atrasos nos pagamentos, face às dificuldades orçamentais de Angola com a forte quebra na cotação internacional do barril de petróleo.

Por outro lado, foi anunciado durante esta visita a realização em Luanda, no primeiro quadrimestre deste ano, de um fórum empresarial bilateral e o lançamento em simultâneo de um observatório das empresas dos dois países.
Paralelamente, os dois governos vão estudar a criação de vistos empresariais, tendo também definido que as reuniões entre a comissão bilateral ministerial terão lugar pelo menos uma vez por ano, para "monitorizar os problemas". “” – FONTE :  NOTÍCIAS  AO  MINUTO