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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Lisboa Clientes do Novo Banco protestam junto à sede do banco



“”(…)  "Perdi 100 mil euros em papel comercial, as poupanças de uma vida que guardei para a minha reforma e para poder ajudar os meus filhos", contou à Lusa António Maneiras, um reformado de 76 anos que veio do Seixal para se juntar ao protesto de hoje, que ao final da manhã reuniu pouco mais de uma dezena de pessoas.
António recordou o dia em que decidiu investir em papel comercial do banco: "A minha gestora do BES contactou-me, sabia que eu tinha vendido ações e tinha o dinheiro disponível, ofereceu-me 5% de juros e garantiu-me que não punha o meu dinheiro em risco".
Este reformado disse ainda que é nos jornais que consegue alguma informação sobre o processo do BES, uma vez que o banco não lhe faculta qualquer informação sobre quando ou como poderá reaver os seus cem mil euros.
A maioria dos que hoje se deslocaram à sede do Novo Banco para protestar é pessoas com mais de 50 anos e que vieram do norte do país.

Os manifestantes esperavam a chegada de dois autocarros vindos do Porto, que transportavam clientes do BES que subscreveram papel comercial e que se iam juntar ao protesto.
Domitila Barradas, de 53 anos, também não sabe quando pode reaver os 50 mil euros investidos em papel comercial: "Uma vida inteira de trabalho. Tenho medo de não receber este dinheiro que é meu", contou.
Alguns manifestantes exibiam cartazes dizendo "Nova Banco caloteiro" e "Onde está o meu depósito?" e "Será que o Banco de Portugal/Estado abandonaram 5.000 famílias?".
A 03 de agosto passado, o Banco de Portugal tomou o controlo do BES, após a apresentação de prejuízos semestrais de 3,6 mil milhões de euros, e anunciou a separação da instituição em duas entidades: o chamado banco mau (um veículo que mantém o nome BES e que concentra os ativos e passivos tóxicos do BES, assim como os acionistas) e o banco de transição que foi designado Novo Banco.  “” – FONTE :  NOTÍCIAS  AO  MINUTO

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Há 17 interessados no Novo Banco mas nenhum angolano



“”(…)  A instituição bancária liderada por Stock da Cunha gerou interesse em 17 instituições, entre bancos, empresas, fundos de ‘private equity’ e até um movimento de cidadãos. Apurou o Jornal de Negócios que estas instituições são oriundas da Europa, da Ásia e dos Estados Unidos, não havendo nenhuma proveniente de Angola ou de qualquer outro país africano.
O Banco de Portugal e o BNP Paribas – banco de investimento que está responsável pelo processo de venda do Novo Banco – estão a analisar 17 manifestações de interesse de entidades como o BPI, o Santander, o Banco Popular, a Fosun, a Apollo e a ANANOB (Associação de Cidadãos Nacionais para a compra do Novo Banco).
Mas só 15 deverão passar à fase seguinte. De foram ficam as instituições que não cumpram os requisitos inseridos no caderno de encargos do negócio.

Para poder concorrer à compra do Novo Banco, as empresas devem deter ativos líquidos de, pelo menos, 500 milhões de euros ou ativos sob gestão de, pelo menos, 100 milhões.
Mas não só. O caderno de encargos determina ainda que fora de corrida fiquem as instituições que tenham tido mais de 2% do BES nos últimos dois anos e que tenham sido condenadas por violação da lei de combate ao branqueamento de capitais.
Recorde-se que o processo de venda do banco liderado por Stock da Cunha deverá estar terminado até ao final de julho. “” – FONTE :  NOTÍCIAS AO  MINUTO

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Bons ventos de Angola



“”(…)  O Novo Banco ainda não apresentou publicamente o seu balanço, mas já se sabe que tem uma ‘folga' de mil milhões de euros por causa de Angola e da Venezuela, dois dossiês que resultam de soluções diferentes mas que contribuem para o mesmo desenlace, a venda a um preço com um prejuízo limitado.
Já toda a gente percebeu que a venda do Novo Banco não será feita por 4,9 mil milhões de euros, o valor da dotação de capital, e foi por isso que o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho e a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, suscitaram a discussão sobre os encargos para os contribuintes através do risco de perdas da CGD, o banco com maior quota no Fundo de Resolução. E também foi por isso que Cavaco Silva entendeu dar uma lição de economês, a despropósito, sobre o que deve ser considerado um custo dos contribuintes quando estão em causa empresas públicas. Adiante, por que essa avaliação virá mais tarde do que cedo. No final do dia, a gestão de Stock da Cunha poderá ser decisiva para limitar as perdas.

O papel do presidente do Novo Banco seria sempre difícil, para Stock da Cunha, para o melhor banqueiro do mundo, e até temos pelo menos um português que entra neste ranking. Porque a destruição de valor da marca foi terrível, porque a perda de clientes, de depositantes e de empresas, foi ainda pior. Stock da Cunha tem surpreendido, porque tem fechado dossiês. E pôs o banco a funcionar.

É claro que os efeitos desta resolução do BES na economia estão ainda por apurar, basta ver o que se passa na PT. Agora, a gestão do novo Banco fechou mais dois trabalhos. O dossiê da Venezuela teve uma decisão administrativa do Fundo de Resolução, leia-se de Carlos Costa. A garantia passou para o BES, o ‘bad bank', e isso libertou mais de 300 milhões de euros de capital.

A relação com Angola e com o BESA era mais difícil, e mais importante de resolver. Não só por causa dos montantes envolvidos, mais de 3,3 mil milhões de euros de empréstimos em risco de ‘arderem', mas também porque o Novo Banco continua a ter muitos clientes de Angola e, seja qual for o seu futuro, continuará a precisar daquele mercado. Com esta operação, liberta mais de 700 milhões de euros de capital.”” – FONTE : ECONÓMICO ( António Costa )

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Novo Banco. "Prejuízos a sobrar para todos"


“”(…)  "O Governo diz que crise GES/BES vai sair a custo-zero para os contribuintes. Eu, sinceramente, tenho muitas dúvidas, porque se fala num buraco de 6 mil milhões, já ouvi 8 mil milhões, já há até quem fale até em 10 mil milhões de euros", afirma Silva Peneda, no programa "Conversas Cruzadas" da Renascença.

"Mesmo com a venda do Novo Banco a correr bem tenho muitas dúvidas de que não vá sobrar uma quota-parte de prejuízo para todos", diz o ex-ministro, que tem "dificuldades em antecipar um cenário em que os contribuintes não venham a ser afectados com esta operação".

Os receios do presidente do Conselho Económico e Social (CES) do envolvimento dos contribuintes na factura do caso GES/BES são partilhados por Álvaro Santos Almeida, que se mostra mais favorável que Silva Peneda à venda imediata do Novo Banco.

"Tem a ver com as dificuldades de negócio de um novo banco que ninguém sabe muito bem o que é, mas que se espera ser vendido, mais tarde ou mais cedo”, refere o economista. Os depositantes vão fugir, os clientes vão questionar, os trabalhadores do banco vão ter dúvidas em tudo o que fazem. Portanto em vez de estar no limbo, de ser um ‘zombie’ durante dois anos é preferível que alguém compre rapidamente o negócio", defende o economista.

Não se sabe quanto vale agora o Novo Banco, mas Álvaro Santos Almeida considera que "valerá mais agora do que daqui a um ano" e "vender rapidamente é uma boa opção, em particular, se a venda for devidamente blindada".

"A blindagem tem ver com dúvidas, possível litigância, possíveis impugnações nos tribunais. Para que seja blindado o que vai ter de ser vendido é o conjunto de activos, é o negócio e não é a instituição. A instituição vai ter de ficar como pára-choques e aí é que o contribuinte pode entrar quando tiver de suportar as perdas dessa instituição que servir de pára-choques.”

"E é aí, exactamente no pára-choques, que entram os contribuintes", observa Silva Peneda, com Álvaro Santos Almeida a concordar.

Aviso de António Horta Osório
O alerta feita na sexta-feira por António Horta Osório de que "vai haver perdas na venda do Novo Banco" acentua as desconfianças no painel do programa "Conversas Cruzadas". O presidente do Lloyds – que “cede” Stock da Cunha ao Novo Banco – foi a personalidade do universo financeiro mais ‘afirmativa’ em público na matéria.

O ex-líder do Santander Portugal sublinhou que não se consegue vender o Novo Banco pelo valor injectado: "o objectivo é minimizar a perda, porque vai haver uma perda", disse Horta Osório numa análise de controlo de danos.

Silva Peneda não esconde a preocupação. "Tenho esta suspeição de que os contribuintes venham a ter de dar um grande contributo por erros alheios. O que vai minar, uma vez mais, a confiança e aumentar o descontentamento dos cidadãos face ao poder. O poder, visto aqui de uma forma generalizada, não o poder deste Governo em concreto, mas da super-estrutura de poder do país. E se é essa a opinião do meu amigo Horta Osório, ele tem seguramente mais autoridade que eu para fazer essa afirmação.”

Pequenos accionistas do BES. Ainda a tempo de ‘solução de lei’?
Em resposta a críticas sugerindo o "sacrifício" dos pequenos accionistas haverá tempo para o Banco de Portugal e a Comissão do Mercado de Valores Moobiliários (CMVM), no plano técnico, Governo e Parlamento, na frente política, encontrarem ainda uma solução que suavize perdas no processo BES?

Miguel Cadilhe, ex-ministro das Finanças, sugere uma nova lei que faculte aos pequenos accionistas a opção de vender ao Novo Banco as acções do BES. Acções que passariam, assim, a figurar no activo do Novo Banco, com a inerente imparidade, defende o antigo membro do painel do "Conversas Cruzadas".

"É muito difícil que agora seja possível uma solução desse tipo. Neste momento acho que as cartas já estão dadas e não é fácil serem alteradas", afirma Silva Peneda, "sensível ao problema".

"Devia haver protecção aos pequenos investidores, talvez, só até para os reformados. Protecção a uma parte do universo de pequenos investidores", nota o ex-ministro.

Álvaro Santos Almeida apresenta uma diferente grelha de análise. "Não faço ideia se há possibilidade legal. Os juristas é que sabem. É desejável do ponto de vista económico? Não. Seria altamente negativo porque incentivaria comportamentos do mesmo tipo no futuro", defende o professor da Universidade do Porto.

"É preciso que as pessoas aprendam que investimentos de riscos não devem ser feitos por quem não domina as complexidades do investimento financeiro. As acções são de risco", lembra.

Silva Peneda contrapõe: "Então, sendo - de facto - assim, devia haver legislação proibindo as instituições financeiras de promover operações de aumento do seu próprio capital. Os funcionários do ‘banco A’ deviam ser proibidos de dizer aos seus clientes: ‘façam o favor de comprar’. Deviam estar completamente à margem do processo".

Álvaro Santos Almeida subscreve o ponto do presidente do CES: "De acordo. Pois deviam estar à margem", conclui.”” – FONTE : RR

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Comentário Rebelo de Sousa, Novo Banco e as falhas na comunicação



“”(…)  Este fim de semana, os portugueses ficaram a saber que Vítor Bento, Moreira Rato e José Onório pediram a demissão das suas funções enquanto administradores daquela instituição financeira.
O antigo líder do PSD garantiu a Judite de Sousa que tem sido abordado por muitas pessoas que querem perceber melhor o que se passa no banco que resultou da divisão do BES em banco ‘bom’ e banco ‘mau’.
“As pessoas estão indignadas e muitíssimo preocupadas”, frisou o professor que admitiu não ter ficado totalmente surpreendido com o pedido de demissão de Vítor Bento e da sua equipa.

Marcelo Rebelo de Sousa explicou que, por um lado, ficou surpreendido dado o momento em que a demissão ocorreu. Por outro lado, não o surpreendeu esta decisão uma vez que esta era uma “história na qual se estava a ver que ia haver uma rota de colisão”.
E esta rota de colisão, explicou, teve origem porque “houve qualquer coisa que não funcionou”, tendo havido no seu entender uma falha na comunicação entre a equipa agora demissionária e o Banco de Portugal.
Se por um lado “parecia claro que o mandato [da equipa de Vítor Bento] era para preparar a venda num período não muito longo”, por outro lado, “Vítor Bento percebeu que a tarefa era recuperar o banco, tendo para esse efeito um número de anos adequado, e depois sim proceder à venda”.
Mas, frisou, “no entendimento do Fundo de Resolução o melhor era vender o mais depressa possível”.
Relativamente à nova equipa que vai assumir o destino do Novo Banco e que é composta por Eduardo Stock da Cunha, Jorge Freire Cardoso, Vítor Fernandes e José João Guilherme, o professor catedrático mostrou-se satisfeito.
“É uma equipa cujo líder vem de uma das escolas que há de banca em Portugal. É uma boa escola e [Stock da Cunha] é uma pessoa adequada”.
Marcelo Rebelo de Sousa lembrou ainda o regime em que a nova equipa vai assumir funções, admitindo que é uma opção lhe agrada.

“Gosto do regime em que vêm que é de licença sem vencimento. Percebe-se que vêm com um timing curto para vender o banco e para depois voltarem às suas funções”, rematou. “” FONTE : NOTÍCIAS AO  MINUTO