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terça-feira, 17 de março de 2015

Consultora Business Monitor revê em baixa crescimento de Angola para 1,9% este ano



“”(…)  A consultora Business Monitor reviu em baixa a previsão de crescimento de Angola para 1,9% este ano, prevendo ainda que a economia do segundo maior produtor de petróleo em África acelere para 3,3% em 2016.
De acordo com as previsões semanais da consultora do grupo financeiro que detém a agência Fitch, Angola viu a sua previsão de crescimento revista em baixa, de 3,8% para 1,9%, o mesmo acontecendo à estimativa de crescimento para o próximo ano, que passou de 4% para 3,3%.
A tabela que é disponibilizada pela agência de informação financeira Bloomberg duas vezes por mês contém as previsões para o crescimento do Produto Interno Bruto em vários países, mostrando também a diferença relativamente à previsão da quinzena anterior.
No final de fevereiro, a BMI tinha elaborado um relatório sobre a evolução do setor petrolífero em Angola, no qual considerava que as grandes companhias petrolíferas vão abrandar os investimentos "ultra-caros e ultra-arriscados" no petróleo de Angola para controlar os custos, mas a produção deverá aumentar nos próximos anos.
"Angola vai ver as suas águas a continuarem a ser exploradas, no entanto antevemos um abrandamento nas perfurações ultra-caras e ultra-arriscadas nas águas profundas e no pré-sal, uma vez que as companhias procuram controlar os custos e exercer mais disciplina orçamental nos seus projetos", lê-se no mais recente relatório sobre o petróleo e o gás em Angola, a que a Lusa teve acesso.

No documento, os analistas da consultora especializada em assuntos energéticos estimam que a produção de petróleo angolano avance para os 1,88 milhões de barris este ano, acelerando para a casa dos 1,9 milhões nos dois anos seguintes e depois passando a barreira dos 2 milhões de barris diários em 2018, ou seja, um ano depois da previsão oficial do Governo angolano, que espera passar dos 2 milhões já em 2017.
Antes, no final de janeiro, a Lusa já tinha noticiado que a previsão da BMI para Angola estava nos 5% em 2015 e 5,2% em 2016, alicerçada no contributo que o setor não petrolífero dará para compensar os efeitos do choque petrolífero.
De acordo com o relatório sobre o ambiente empresarial no primeiro trimestre deste ano (Angola Business Forecast), a que a Lusa teve acesso, a BMI antevê que "apesar de os impactos da queda dos preços do petróleo irem ser fortemente sentidos nos próximos anos, o crescimento do PIB não deverá ser seriamente afetado".
Na base desta previsão está "a convicção de que o setor não petrolífero será o motor principal do crescimento, alimentado pelas indústrias de capital intensivo como a energia, a construção e os transportes".
As contas públicas, no entanto, vão sofrer o efeito da quebra dos preços do petróleo, a principal fonte de rendimento para o Governo, tendo representado 76% das receitas fiscais em 2013.
"As quebras das receitas petrolíferas, uma estreita base de taxação e uma despesa pública forte vão manter as contas de Angola firmemente no vermelho nos próximos anos", estima a BMI, prevendo que o défice orçamental oscile entre os 6 e os 8,5% nos próximos três anos. “” – FONTE : NOTÍCIAS  AO MINUTO

segunda-feira, 9 de março de 2015

Rating Angola prevê crescer mais do dobro das estimativas das agências



“”(…)  As três maiores agências de 'rating' mundiais antecipam que a economia de Angola cresça este ano, em média, 2,8%, ao passo que o Governo antecipa uma expansão da riqueza na ordem dos 6,6%.

De acordo com a recolha feita pela agência Lusa junto dos relatórios apresentados recentemente, no seguimento da descida do preço do petróleo das consequências para a economia de Angola, a Fitch é a agência de 'rating' mais otimista no que diz respeito ao crescimento de Angola, antecipando uma expansão do Produto Interno Bruto na ordem dos 3,1%, ao passo que a Standard & Poor's é mais pessimista, prevendo apenas um crescimento de 2,5%.

A Moody's, por seu lado, espera que Angola cresça 3%, tendo na semana passada mantido a avaliação da qualidade de crédito soberano, mas degradando de Estável para Negativa a perspetiva de evolução do 'rating', argumentando com os riscos económicos decorrentes da descida dos preços do petróleo.
A agência de notação financeira decide assim manter o 'rating' atual do país, mas alerta que, mantendo-se as condições atuais, é mais provável uma descida da avaliação do que uma manutenção ou uma subida da qualidade do crédito.
"A afirmação do 'rating' em Ba2 é apoiada pela força intrínseca da economia de Angola e pelas almofadas orçamentais do Governo", enquanto a descida da perspetiva de evolução da avaliação "é impulsionada pelos riscos para o crescimento económico, finanças públicas e posição nos pagamentos externos que decorrem da descida dos preços do petróleo", lê-se na nota publicada pela agência Moody's na semana passada.
Já a agência de notação financeira Standard & Poor's prevê que Angola cresça apenas 2,5% este ano, acelerando depois para 3,5% em 2016, e antecipa que a produção de petróleo fique abaixo do estimado pelo Governo.
"Esperamos que o crescimento fique na ordem dos 2,5% em 2015 e 3,75%, em média, entre 2015 e 2018", dizem os analistas da S&P na nota enviada aos investidores em meados de fevereiro, que explica a revisão em baixa da avaliação do crédito soberano em um nível, de BB- para B+, com perspetiva de evolução Estável.
A previsão de crescimento da economia angolana para este ano é significativamente abaixo da média dos últimos anos, que a S&P lembra ter sido de quase 5% ao ano entre 2011 e 2014, e da previsão retificada do executivo angolano, que aponta para uma expansão do PIB na ordem dos 6,6%.

A Fitch não apresentou ainda qualquer alteração ao 'rating' de Angola no seguimento da descida dos preços do petróleo, mas em entrevista recente à Lusa, a diretora do grupo de análise do crédito soberano, e uma das analistas seniores sobre Angola, Carmen Altenkirch, afirmou que "o crescimento económico em Angola certamente será menor que o estimado [pelo Governo antes da apresentação do Orçamento retificativo], porque o setor do petróleo vai contrair-se e o setor não petrolífero vai sofrer o impacto da falta de dólares e da redução da despesa pública".

O Governo de Angola previu, no Orçamento para 2015, um crescimento de 9,7%, descendo-o no Retificativo para 6,6%, no seguimento da descida dos preços do petróleo, que motivaram também uma revisão do preço do referência do barril, de 81 para 40 dólares por barril.
PIB Défice Moody's 3% 3,5% S&P 2,5% 7,5% Fitch 3,1% --- Governo 6,6% 7% “” – FONTE :  NOTÍCIAS AO  MINUTO

sexta-feira, 6 de março de 2015

Angola corta 16,7 mil milhões (um terço) na despesa de 2015



“”(…)  Um decreto presidencial de José Eduardo dos Santos impõe o corte de 16,7 mil milhões de euros na despesa pública de Angola (um terço do total), relativamente à que estava inscrita no Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2015.
De acordo com o teor do documento a que a Lusa teve acesso esta sexta-feira, o decreto "aprova as medidas para fazer face à situação económica atual do país" e decorre da forte quebra na cotação do petróleo bruto no mercado internacional.
Mas o executivo vai "adotar medidas de natureza económica, capazes de não comprometer os objetivos preconizados no Plano Nacional de Desenvolvimento 2013-2017". O objetivo é salvaguardar "a estabilidade macroeconómica e o desenvolvimento da economia nacional, bem como as necessidades prementes das populações".
O decreto nota que devem ser assegurados recursos para manter os 54 programas do Setor Social previstos no OGE 2015, nomeadamente o programa municipal de combate à fome e à pobreza.

Economia cresce 6,6%

O documento refere a necessidade de assegurar a "estabilidade do nível geral de preços", mantendo o índice de inflação no intervalo entre 7 e 9 por cento durante 2015,  aponta para um défice orçamental de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) e reduz a estimativa de crescimento da economia angolano de 9,7 para 6,6%.
O decreto tarça com o objetivo aumentar as receitas não petrolíferas (tributárias e patrimoniais) em 900 milhões de dólares (815 milhões de euros), para compensar o corte nas receitas do petróleo. O peso do petróleo nas receitas fiscais angolanas vai descer de 70% (2014) para 36,5%. O decreto presidencial  será votado pela Assembleia Nacional a 19 de março. “” – FONTE : EXPRESSO

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Conselho da República defende diversificação da economia angolana



“”(…)  O Conselho da República(CR), convocado hoje pelo Presidente angolano José Eduardo dos Santos para analisar a situação do país face à crise do petróleo, exortou o Executivo a "apostar decididamente na diversificação da economia nacional".
A informação consta do comunicado emitido no final da reunião daquele órgão consultivo do Chefe de Estado, a primeira da actual legislatura.
"O Conselho da República considerou como sendo positivo o conjunto de medidas adoptadas pelo Executivo, tendo sugerido que se deverá apostar decididamente na diversificação da economia nacional e na consequente redução do peso do sector petrolífero", lê-se no comunicado final, apresentado à imprensa pelo procurador-geral da República, João Maria de Sousa.
Um "maior rigor na implementação do OGE e no combate ao desperdício e má gestão", mas também a "melhoria do ambiente de negócios", são outras medidas preconizadas pelos conselheiros.
Na abertura do encontro,  José Eduardo dos Santos revelou que o contributo do petróleo para as receitas fiscais de Angola deve cair para 36,5 por cento em 2015, cerca de metade em relação ao ano anterior, devido à quebra na cotação internacional do petróleo.
Segundo Santos, a queda significativa do preço do petróleo no mercado internacional, que se verifica desde Novembro, "tem afectado sobremaneira as receitas do Estado”.
Por isso, ele advertiu ter diminuído “enormemente a capacidade do Executivo de realizar despesas públicas e de financiar a economia”.
Para o PR, “se esta situação não for devidamente controlada e o país convenientemente orientado podemos afectar as bases em que assenta a sua estabilidade económica e social".
Os conselheiros advertiram que a estratégia do executivo para fazer face à situação deve assentar-se em medidas de natureza monetária, cambial e fiscal, que irão assegurar o cumprimento dos objectivos preconizados no Plano Nacional de Desenvolvimento 2013-2017".
Entretanto, dando razão à oposição que dizia que o Conselho da República não tinha bases legais por não ter sido empossado, o Presidente da República deu posse hoje aos membros do órgão antes do início da reunião.
Os integrantes do actual Conselho da República foram designados, em decreto presidencial, a 29 de Janeiro de 2013. São eles: Manuel Domingos Vicente, vice-presidente da República, Fernando da Piedade Dias dos Santos, presidente da Assembleia Nacional, Rui Constantino da Cruz Ferreira, presidente do Tribunal Constitucional,  João Maria Moreira de Sousa, Procurador-Geral da República,  Roberto de Almeida, vice-presidente do MPLA, Isaías Samakuva, presidente da Unita, Abel Epalanga Chivukuvuku, presidente da Casa-CE, Eduardo Kuangana, presidente do PRS e Lucas Ngonda, presidente da FNLA.
 Além destes, e em conformidade com o artigo 135º da Constituição, integram ainda o órgão colegial de consulta os cidadãos Domingos Cajama, Pedro José Van-Dúnem, reverendo Augusto Chipesse, reverendo Wanani Nunes Garcia, José Ludovino Severino de Vasconcelos, Sérgio Luther Rescova Joaquim, Maria da Conceição Pitra Pascoal, Manuel Alexandre Rodrigues, Maria de Lourdes Cordeiro Alves e Lotti Nolika. “” – FONTE : VOA

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Luanda Goldman Sachs financia Estado angolano em 210 milhões



“”(…)  De acordo com o teor do documento, de 09 de janeiro, o Presidente angolano autoriza os termos do Acordo de Financiamento a estabelecer entre o Ministério das Finanças e o Banco Goldman Sachs International.
"Havendo necessidade de garantir a continuidade e concretização do Programa do Governo, na prossecução de objetivos económicos e sociais de interesse público, indispensáveis ao desenvolvimento nacional", justifica o mesmo despacho presidencial.
O financiamento será de 250 milhões de dólares (mais de 210 milhões de euros), mas no documento não são revelados as condições do acordo.
Trata-se do segundo contrato do género aprovado pelo Presidente angolano no espaço de quatro dias. O anterior despacho presidencial, de 05 de janeiro, autorizou os termos do Acordo de Financiamento a estabelecer com a GemCorp Capital LLP, do Reino Unido, também no valor de 250 milhões de dólares (mais de 210 milhões de euros).
A dívida pública angolana deverá atingir este ano os 40 mil milhões de euros, equivalente a 35,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), quando em 2012 não chegava a 11%, segundo o Orçamento Geral do Estado (OGE) em vigor.

Contudo, devido à forte quebra da cotação internacional do petróleo, o Governo angolano já estuda a apresentação de um orçamento retificativo, revendo em baixa as receitais fiscais oriundas do petróleo.
De acordo com o OGE ainda em vigor, o 'stock' da dívida pública será agravado com um défice estimado de 7,6% nas contas públicas de 2015, apesar do crescimento homólogo do PIB de 9,7%.
Neste cenário, o défice do Estado deverá crescer 38 vezes, entre 2014 e 2015.

O documento prevê que o PIB angolano - toda a riqueza produzida no país - ultrapassará os 13,480 biliões de kwanzas (108 mil milhões de euros) este ano. Trata-se de uma subida de 767,7 mil milhões de kwanzas (6,2 mil milhões de euros) face à estimativa para o ano de 2014.
O stock de dívida pública angolana atingirá em 2015, na previsão do Ministério das Finanças, os 48,3 mil milhões de dólares (40 mil milhões de euros), o que corresponde a 35,5% do PIB, entre dívida externa (24,5%) e dívida contraída internamente (11%).
A dívida pública angolana cifrava-se em 2012 em cerca de 24,8 mil milhões de dólares (20,8 mil milhões de euros), representando então 10,9% do PIB nacional.
O défice nas contas públicas, de 7,6% do PIB, corresponderá a uma necessidade de financiamento, prevista, de 1,031 biliões de kwanzas (8,4 mil milhões de euros, à taxa de câmbio atual). “” – FONTE :  NOTÍCIAS AO  MINUTO