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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Angola Agricultura impulsiona crescimento da economia além do petróleo



“”(…)  De acordo com o documento, que começa hoje a ser discutido na especialidade, na Assembleia Nacional, e cuja aprovação deverá ser concluída até 11 de dezembro, a Agricultura, considerado um setor chave para o desenvolvimento economia nacional, lidera o crescimento entre oito áreas não petrolíferas identificadas.

O crescimento da agricultura angolana está estimado em 12,3% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Ou seja, acima dos 11,9% previstos para este ano, mas distante da marca de 2013. Nesse ano, o crescimento foi de 42,3% face a 2012, ano marcado pela seca no país, que fez a produção agrícola cair 22,5%.

O ministro da Agricultura angolano, Afonso Pedro Canga, admitiu este mês que aquele setor foi o que mais cresceu nos últimos anos, nomeadamente com grande contributo da produção familiar.
"Por isso é justo que deva merecer toda a atenção", referiu o ministro.
Além disso, acrescentou, as explorações agrícolas familiares, com um universo de cerca de 2,5 milhões de famílias, são responsáveis por mais de 80% da produção de culturas alimentares básicas - cereais, raízes, leguminosas - e detêm os maiores efetivos de gado do país.

No relatório de fundamentação do OGE de 2015, o Governo angolano reconhece que a "dinâmica recente da economia agrícola tem sido um dos determinantes do desempenho do PIB não petrolífero".
"Não obstante a produção agrícola constituir um dos principais fatores indutores do crescimento do PIB nacional, a dinâmica recente exibida pelo setor agrícola tem marcado abrandamentos ao ritmo de crescimento do PIB não petrolífero por flutuações severas e preocupantes", admite ainda o Executivo, numa referência nomeadamente aos efeitos que ainda se fazem sentir da seca.
Além da agricultura, o setor não petrolífero prevê um aumento de 3,3% na pesca e derivados, de 12% na energia, de 11,2% na indústria transformadora, de 10,5% na construção e de 9% nos serviços mercantis.
Os diamantes, o segundo maior produto de exportação de Angola, a seguir ao petróleo, deverá crescer apenas 0,7% em 2015, depois de aumentos de 1% estimado para este ano e de 3,3% em 2013.
Segundo as contas do Governo, o setor não petrolífero angolano, globalmente, deverá crescer 8,2% este ano e 9,2% em 2015.

Já o setor petrolífero, com base nas exportações de crude, deverá crescer 10,7% no próximo ano, enquanto para este ano a perspectiva é de quebra de 3,5%.
Províncias como o Cuanza Sul, Benguela, Huambo, Huíla e Bié lideram o desenvolvimento do setor não petrolífero, através da agricultura e do desenvolvimento industrial.

De acordo com a proposta do OGE para 2015, as contas públicas angolanas deverão apresentar um défice orçamental de 7,6% do PIB, prevendo-se um crescimento da economia nacional de 9,7%.

O Executivo angolano justifica este desempenho com a incerteza na cotação internacional do preço de crude, estabelecendo 81 dólares por barril de petróleo como valor de referência na exportação, contra os 98 dólares inscritos no OGE de 2014. Este valor serve de base ao cálculo das receitas fiscais petrolíferas, que em 2015 deverão render ao Estado 2.551 biliões de kwanzas (20.475 milhões de euros).”” – FONTE : NOTÍCIAS AO  MINUTO

domingo, 26 de outubro de 2014

2015 Economist revê em baixa crescimento de Angola para 4,8%



“”(…)  De acordo com a atualização de outubro do 'Country Report', a que a Lusa teve acesso, os analisas da unidade de análise económica da revista The Economist, a revisão em baixa do crescimento da economia é justificada com uma descida da despesa pública, uma previsível descida nos preços do petróleo no próximo ano e um aumento abaixo do esperado na produção petrolífera.
"Prevemos agora que a produção chegue aos 1,85 milhões de barris por dia em 2015, em baixa face à previsão anterior de 2 milhões por dia", lê-se no documento.

Em 2016, o Produto Interno Bruto de Angola deve acelerar para os 5,7%, crescendo para uma média de 6,3% entre 2017 e 2019, "sustentado num consumo privado sólido", de acordo com as últimas projeções desta unidade de análise económica.
No documento, explica-se também que apesar da aceleração no crescimento da economia, Angola tem ainda muitos problemas: "O crescimento vai continuar a alicerçar-se em capital intensivo e dependente das importações, com poucas ligações a áreas da economia que não sejam dominadas pelo governo, como a construção ou as finanças".

O setor não petrolífero, "nomeadamente os transportes, a indústria ligeira, o comércio e os serviços, vão expandir-se rapidamente, mas a falta de reformas e taxa de câmbio sobrevalorizada vão garantir que o ambiente empresarial se mantenha adverso, restringindo o investimento fora do setor da construção e dos hidrocarbonetos".

Os esforços do Executivo para ajudar à criação de pequenas e médias empresas "vai ser dificultado pelo fraco capital humano, regulamentações deficientes, fornecimento de energia ineficiente, altos níveis de corrupção e a intrusão do setor público no investimento privado", acrescenta a atualização que foi enviada aos clientes da EIU esta semana.”” – FONTE :  NOTÍCIAS AO MINUTO

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Naoyuki Shinohara Diretor-geral adjunto do FMI inicia visita a Angola



“”(…)  Na terça-feira, Naoyuki Shinohara deverá ser recebido pelo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, de acordo com o programa oficial da visita, a que a Lusa teve igualmente acesso.
Esta visita acontece pouco mais de uma semana depois de o FMI ter divulgado uma previsão apontando que Angola deverá registar um défice de quatro por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014, um saldo negativo pela primeira vez em cinco anos.

De acordo com a informação divulgada por aquela instituição internacional, que em julho esteve representada em Luanda para regulares avaliações à evolução da economia angolana, a queda de 14% nas receitas do petróleo, entre janeiro e maio, explica esta previsão.

A instituição conclui que o saldo positivo das contas angolanas dos últimos quatro anos se venha a "deteriorar substancialmente em 2014", atingindo um défice à volta de 4% do PIB.

Também depois de um "forte crescimento" da economia em 2013, de cerca de 6,8%, o FMI assinala agora que a projeção para 2014 aponta para um crescimento de 3,9% - após revisão -, devido ao declínio da produção de petróleo.”” – FONTE : NOTÍCIAS  AO  MINUTO

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

FMI "Dificuldades no BESA não desestabilizam sistema bancário"



“”(…)  "Não se espera que as dificuldades financeiras no BESA desestabilizem o sistema bancário angolano. A exposição dos outros bancos ao BESA, no mercado interbancário, é limitada e os empréstimos são apoiados por uma garantia do Governo", lê-se no relatório, a que a Lusa teve acesso.
Ainda assim, a referida garantia soberana emitida pelo Estado angolano a favor do BESA, no valor de 5,7 mil milhões de dólares (4,3 mil milhões de euros), seria entretanto revogada, como também recorda o FMI, face às medidas de saneamento adotadas pelo Banco Nacional de Angola (BNA).
"A intervenção do BNA, através da nomeação de novos gestores e garantindo aos depositantes que estão protegidos, defende o resto do sistema bancário. Até à semana que terminou a 31 de julho de 2014 não havia sinais de stress no mercado interbancário [angolano]", salienta o Fundo.

Para sublinhar o peso daquele banco no sistema bancário nacional, detido a 55,71 por cento pelo BES português, o FMI recorda que o BESA era, no final de 2012, o segundo maior banco em Angola, em termos de ativos. Tinha então uma quota de 17% dos ativos, mas represenva apenas 8,75% do total de depósitos.
"Como resultado dessa estrutura de balanço, o banco era mais dependente do mercado de financiamento por grosso do que outros bancos angolanos", refere ainda o relatório.

Em conferência de imprensa realizada a 04 de agosto, em Luanda, o Governador do BNA, José de Lima Massano, anunciou a adoção de "medidas extraordinárias de saneamento" do BESA, visando "a reposição dos termos de sustentabilidade financeira e operacional do banco".
"Não contemplando, para já, a intervenção do Estado desse banco ou o envolvimento de quaisquer fundos públicos", esclareceu na altura o Governador.
Na origem desta decisão, disse, esteve a "degradação da carteira de créditos" do BESA, o que "afetou os níveis de liquidez e de solvabilidade" daquele banco e levou à emissão, pelo Estado angolano, de uma garantia soberana, que entretanto será revogada.
Medidas que visam "garantir a proteção dos depositantes e o cumprimento das demais responsabilidades do BESA", assim como "assegurar a contínua estabilidade do sistema financeiro nacional".

Sobre a economia angolana, o relatório final do FMI reafirma uma previsão de crescimento de 3,9% em 2014, revista em baixa e que compara com os 5,9% do ano anterior, justificada com uma "quebra temporária" na produção de petróleo e a "desaceleração" do setor agrícola.
Apesar de também admitir uma subida da produção de petróleo - representa mais de 90% das receitas fiscais de Angola - no segundo semestre de 2014, o FMI estima um défice nas contas públicas para este ano a rondar os 4% do Produto Interno Bruto, o que acontecerá pela primeira vez desde 2010.”” – FONTE : NOTÍCIAS  AO  MINUTO

terça-feira, 2 de setembro de 2014

2014 Angola com défice de quase 500 milhões de euros no primeiro trimestre



“(…)  A informação consta da versão final do Relatório de Balanço de Execução do Orçamento Geral do Estado (OGE) do primeiro trimestre de 2014, aprovada na Assembleia Nacional e publicado em Diário da República de Angola a 29 de agosto.

"Em geral, a execução financeira do período esteve em linha com o programado", lê-se no documento do Ministério das Finanças de Angola, que contabiliza um saldo negativo nas contas públicas do primeiro trimestre de 63,1 mil milhões de kwanzas (492 milhões de euros).

As receitas fiscais subiram no primeiro trimestre 22 por cento, em termos homólogos, enquanto as despesas do Estado cresceram em 73%, também face ao mesmo período de 2013.
As receitas correntes do Estado foram lideradas pela produção de petróleo, equivalentes a 54% do total, com mais de 5,5 mil milhões de euros.

Este relatório indica ainda que o crédito total pedido pela Estado, interna e externamente, atingiu neste período os 3.349 mil milhões de kwanzas (26,1 mil milhões de euros).
O OGE angolano para 2014 prevê receitas fiscais, excluindo desembolsos de financiamentos e venda de ativos, superiores a 4.744 mil milhões de kwanzas (36,1 mil milhões de euros).

Em contraponto, estão orçamentadas despesas, que excluem amortização da divida e constituição de ativos, de 5.375 mil milhões de kwanzas (41,9 mil milhões de euros).
Esta previsão orçamental aponta para um défice fiscal de 630,3 mil milhões de kwanzas (4,9 mil milhões de euros) no final do ano, ou seja um défice equivalente a 4,9% do Produto Interno Bruto (PIB) angolano.”” – FONTE: NOTÍCIASAO MINUTO