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sábado, 19 de setembro de 2015

Angola compra fardamento militar à China por quase 40 milhões



“”(…)  De acordo com o documento que autoriza a compra, de 15 de setembro, o negócio envolve a China Xinxing and Export Corporation, que segundo informação da própria empresa conta com 180.000 trabalhadores e mais de 50 subsidiárias da área militar, como fábricas de vestuário, calçado e proteção individual.
A empresa chinesa refere ter negócios com 40 países africanos, para onde vende anualmente mais de 100 milhões de dólares em equipamentos.
No despacho assinado pelo Presidente José Eduardo dos Santos é autorizada a inclusão deste projeto de Fornecimento de Fardamento e Equipamento de Uso Militar para as Forças Armadas Angolanas na Programação Anual de Investimento Público (PIP) e assinatura do contrato com a empresa chinesa pelo ministro da Defesa, João Lourenço.

Os três ramos das Forças Armadas Angolanas integram atualmente cerca de 100.000 militares.
Angola prevê gastar este ano 847,3 mil milhões de kwanzas (mais de 5,5 mil milhões de euros) na Defesa, Segurança e Ordem Pública, de acordo com o Orçamento Geral do Estado (OGE) revisto em março, devido à quebra nas receitas petrolíferas, o que representou um corte de 17,2 por cento face ao orçamentado anteriormente.
Estas áreas - que envolvem o setor militar, polícias, bombeiros, tribunais, prisões e proteção civil - representam, em conjunto, 15,5% do total despesa pública angolana programada para 2015 pelo Executivo angolano. “” – FONTE :  NOTÍCIAS AO  MINUTO

sábado, 8 de agosto de 2015

Angola vai pagar importações de produtos chineses com kwanzas



“”(…)  O governo angolano e representantes do executivo chinês assinaram, na terça-feira, um a­cordo monetário ao abrigo do qual as respectivas moedas nacionais passam a ser aceites em ambos os países.
De acordo com o Jornal de Angola, o anúncio foi feito em Luanda pela ministra do Comércio, Rosa Pacavira, que destacou o facto de nunca outro país ter dado este passo. A governante, ainda de acordo com este jornal, disse que o facto de o kwanza  começar a ser aceite nas aquisições do mercado angolano na China (e o yuan em Angola) é fruto dos recentes acordos estabelecidos entre os governos dos dois países e é “um dos grandes benefícios” das relações económicas estabelecidas entre Luanda e Pequim.
O presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, fez no início de Junho uma visita oficial de vários dias a este país, e que inclui a assinatura de vários acordos, mas valor dos empréstimos chineses, e respectivas contrapartidas, ficaram por revelar.

Agora, a ministra do Comércio de Angola vem afirmar que este novo acordo monetário “leva a um aumento considerável das compras à China”, permitindo ultrapassar as dificuldades que o país atravessa por falta de divisas (devido à quebra dos preços do petróleo), e que afecta as compras ao exterior, já que as importações angolanas, como refere o Jornal de Angola, são feitas essencialmente em dólares.
Sendo um dos principais abastecedores de petróleo da China (este país compra cerca de metade do petróleo exportado por Luanda), Angola tem a balança comercial a seu favor, mas as vendas de produtos chineses para o mercado angolano têm vindo a subir, ao contrário dos produtos portugueses. Com o acordo monetário, a China assume um risco cambial, mas assegura um mercado para os bens produzidos pelas suas empresas.

No primeiro trimestre deste ano, segundo dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) de Angola, e já noticiados pelo PÚBLICO, Portugal perdeu o estatuto de maior fornecedor deste país africano, tendo sido ultrapassado pela China e pela Coreia do Sul (embora neste último caso seja muito provável a existência de factores extraordinários). Entre Janeiro e Março, Angola importou 70.033 milhões de kwanzas (558,9 milhões de euros) de Portugal, menos 2,1% do que em idêntico período de 2014. Quando à China, o país asiático alcançou vendas para a Angola no valor de 107.601 milhões de kwanzas (859,2 milhões de euros).

Com estes resultados, Portugal passou a representar 10,9% das importações angolanas, quando no primeiro trimestre de 2014 tinha um peso de 18,4%, e a China passou a sua quota de mercado de 11,8% para 16,8%. Em 2012, Portugal tinha uma fatia de 18,7%, cabendo à China 12,2%.
Os últimos dados do INE português, relativos ao período de Janeiro a Maio deste ano, mostram que as vendas de bens para Angola desceram 25% face ao mesmo período de 2014, o que, em valor, representa uma quebra de 300 milhões de euros. “” – FONTE : PÚBLICO

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Autoridades chinesas investigam empresário com altas ligações ao Governo de Angola



“”(…)  As autoridades chineses estão a investigar investimentos no valor de 10 mil milhões de dólares feitos pela companhia estatal Sinopec com apoio de empresário com ligações ao mais alto nível do Governo angolano.
O empresário é identificado por Sam Pa, que, segundo vários órgãos de informação, tem  nacionalidade angolana e britânica, e é conhecido também por vários outros nomes, como Samo Hui, Sam King, Ghiu Ka Leung e António Sampo Menezes.
A publicação Caixin, sediada em Pequim e especializada em questões financeiras e económicas da China, revela que a investigação tem por objecto  um investimento de sete anos para o desenvolvimento de cinco blocos de exploração petrolífera, e no qual foram gastos 10 mil milhões de dólares entre 2008 e Junho deste ano.
A auditoria foi lançada porque esses blocos não produziram quantidades significativas de petróleo, nem rendimentos para a companhia.
Ao contrário, registaram prejuízos na ordem de mil e 600 milhões de dólares, além de a auditoria concluir ter havido o que chama de violações no processo de tomadas de decisão.
Os investimentos da Sinopec foram feitos com base em estimativas exageradas em mais do dobro das reservas reais de petróleo.
A auditoria concluiu também que  foi paga a uma filial da companhia uma quantia de mil 870 milhões de dólares  por uma participação nos três blocos de exploração que valia  menos de metade desse valor.
Segundo  a Caixin, a relação da companhia chinesa com Angola começou em 2004 quando Sam Pa e a Sonangol constituíram duas joint-ventures, nomeadamente a China Sonangol International Holding e a China Sonangol International.

Esta última, por sua vez,  criou uma outra joint-venture com uma filial da Sinopec, que viria a ganhar controlo de exploração de um bloco de exploração petrolífera que teve muito sucesso e que deu à companhia chinesa confiança para fortalecer as suas relações com Sam Pa.
A publicação diz que Sam Pa negociou a venda de 50 por cento dos direitos desse bloco depois de organizar um encontro entre o então director da Sonangol e actual vice-presidente angolano Manuel Vicente e dirigentes da Sinopec.
Pa  terá garantido, na altura, aos executivos chineses que o Governo angolano iria intervir para forçar a companhia Shell a vender os seus 50 por cento no bloco  à Sinopec.
A Shell, entreanto, tinha já garantido a venda a um consórcio indiano-japonês.
A publicação diz que a Sinopec pagou comissões  e despesas diárias de Sam Pa  e de outros directores  da joint-venture da China Sonangol  Internacional.
Pa teria recebido da Sinopec um cartão de crédito para despesas mensais de até 130 mil dólares, com o qual  gastou sete milhões e meio de dólares até a companhia chinesa encerrar a conta este ano. “” – FONTE : VOA