O porta-voz da UNITA, Dr. Alcides Sakala foi despachado para Lisboa com a ingrata missão de nomear um novo delegado da UNITA, num Hotel, na presença de alguns militantes e responsáveis da juventude e das mulheres do partido. Contudo, o Presidente da UNITA «esqueceu-se» de demitir de funções o anterior Delegado da UNITA, o Dr. Isaac Wambembe.
Hoje, esse novo delegado convocou uma reunião de reflexão sobre Angola na capital portuguesa, que por falta de participantes acabou por ser adiada.
Palavras para quê? … os factos políticos falam por si!!!
A maioria dos militantes e simpatizantes da UNITA que residem em Portugal ignoraram completamente a nomeação do novo delegado. As coordenações do Norte e Sul de Portugal, da UNITA continuam solidárias com o Dr. Isaac Wambembe.
O Dr. Isaac Wambembe, médico de profissão e natural do Bailundo, sofreu as sanções da ONU contra a UNITA, como é do conhecimento geral, não abdicando dos seus valores políticos, culturais e sociais, apesar das vicissitudes que penalizaram a sua carreira profissional e a própria família.
Em 2003, Isaías Samakuva saía de Paris, passando por Lisboa e pelo norte de Portugal, onde tomou a decisão de se candidatar a Presidência da UNITA, com o apoio expresso da referenciada « missão externa da UNITA ».
Passados seis anos, a esperança renasce no seio da UNITA e em Portugal, com o posicionamento que o Dr. Isaac Wambembe irá tomar em prol do partido em particular e dos angolanos em geral. Mais uma vez, o território português e os amigos portugueses vão assistir os primeiros passos de um Homem, que está pronto a desafiar o seu próprio destino, para defender os « que não têm voz », para dialogar com lealdade, ética e transparência, com todos aqueles, que desejam para os angolanos uma vida digna e próspera.
O Dr. Isaac Wambembe, avança com toda a confiança!
Estamos juntos.
domingo, 18 de outubro de 2009
domingo, 30 de agosto de 2009
A Democracia participativa em Angola
Os angolanos acreditam cada vez menos na política partidária e por isso, nos políticos que elegeram.
A razão dessa perda de credibilidade nos partidos, deve-se a falta de confiança que os cidadãos angolanos deixaram de ter nos mesmos.
Os partidos enquanto organizações políticas precisam de conquistar a confiança dos eleitores e têm que demonstrar, que trabalham para concretizar as promessas eleitorais que fizeram, ou seja, têm que prestar contas ao povo angolano.
Nas últimas décadas, os sucessivos governos em Angola falharam nos seus programas governativos e nunca ninguém foi responsabilizado por isso.
Perante esta situação, de falta de confiança na política partidária, a sociedade civil angolana deve-se mobilizar, demonstrando que os angolanos estão disponíveis para intervir politicamente, fazendo valer os seus interesses com os políticos que estão dispostos a viabilizar os seus anseios mais relevantes.
É bem vista, a consagração constitucional dos movimentos cívicos e das candidaturas independentes, para moralizar e responsabilizar a política em Angola.
Os actuais políticos angolanos têm que se envolver mais com a população, para que as suas decisões sejam as soluções mais adequadas aos imensos problemas que constatam na sociedade.
É necessário proporcionar aos cidadãos os meios, os instrumentos, as vias de comunicação com os órgãos de soberania. Desta forma, os políticos estão em contacto directo com os cidadãos e estes serão co-participantes nas decisões.
Na Assembleia Nacional, os Deputados estariam disponíveis a receber indicações e opiniões dos cidadãos em relação a matérias do seu interesse e que a legislação, entretanto produzida, iria resolver legalmente os problemas apresentados. Por exemplo, se o problema é regular as “ demolições de casas construídas anarquicamente pelos populares “ e se 90% das opiniões voluntariamente recepcionadas fossem contra as demolições, acautelando os direitos dos cidadãos em geral em relação aquelas, pois então, 90% dos Deputados iriam vincular-se e votariam de acordo com essa percentagem.
Assim, se faz a Democracia participativa, levando as decisões dos cidadãos angolanos até aos órgãos de soberania em Angola. Este é modelo político do futuro em Angola.
Com o modelo político da Democracia participativa Angolana, pretende-se incentivar, motivar a participação dos cidadãos na vida política, na legislação produzida, nas decisões políticas, sem ideologias pré-definidas, apenas com a preocupação de resolver de imediato os problemas mais graves da população: a habitação, a saúde, a educação, o emprego, o saneamento básico e a energia, e o desenvolvimento industrial e comercial do país.
Se os políticos e os partidos forem sensíveis a este modelo de democracia participativa, abram «uma porta» aos cidadãos, uma caixa de correio electrónico, um site ou blog, uma rede social na internet, uma caixa na portaria do órgão de soberania, para a recolha anónima das decisões dos cidadãos e vão ver, que a confiança política é reconquistada.
Por mim, já participo exercendo os meus direitos de cidadania, na Web e nos fóruns de discussão das rádios angolanas.
E você?!
A razão dessa perda de credibilidade nos partidos, deve-se a falta de confiança que os cidadãos angolanos deixaram de ter nos mesmos.
Os partidos enquanto organizações políticas precisam de conquistar a confiança dos eleitores e têm que demonstrar, que trabalham para concretizar as promessas eleitorais que fizeram, ou seja, têm que prestar contas ao povo angolano.
Nas últimas décadas, os sucessivos governos em Angola falharam nos seus programas governativos e nunca ninguém foi responsabilizado por isso.
Perante esta situação, de falta de confiança na política partidária, a sociedade civil angolana deve-se mobilizar, demonstrando que os angolanos estão disponíveis para intervir politicamente, fazendo valer os seus interesses com os políticos que estão dispostos a viabilizar os seus anseios mais relevantes.
É bem vista, a consagração constitucional dos movimentos cívicos e das candidaturas independentes, para moralizar e responsabilizar a política em Angola.
Os actuais políticos angolanos têm que se envolver mais com a população, para que as suas decisões sejam as soluções mais adequadas aos imensos problemas que constatam na sociedade.
É necessário proporcionar aos cidadãos os meios, os instrumentos, as vias de comunicação com os órgãos de soberania. Desta forma, os políticos estão em contacto directo com os cidadãos e estes serão co-participantes nas decisões.
Na Assembleia Nacional, os Deputados estariam disponíveis a receber indicações e opiniões dos cidadãos em relação a matérias do seu interesse e que a legislação, entretanto produzida, iria resolver legalmente os problemas apresentados. Por exemplo, se o problema é regular as “ demolições de casas construídas anarquicamente pelos populares “ e se 90% das opiniões voluntariamente recepcionadas fossem contra as demolições, acautelando os direitos dos cidadãos em geral em relação aquelas, pois então, 90% dos Deputados iriam vincular-se e votariam de acordo com essa percentagem.
Assim, se faz a Democracia participativa, levando as decisões dos cidadãos angolanos até aos órgãos de soberania em Angola. Este é modelo político do futuro em Angola.
Com o modelo político da Democracia participativa Angolana, pretende-se incentivar, motivar a participação dos cidadãos na vida política, na legislação produzida, nas decisões políticas, sem ideologias pré-definidas, apenas com a preocupação de resolver de imediato os problemas mais graves da população: a habitação, a saúde, a educação, o emprego, o saneamento básico e a energia, e o desenvolvimento industrial e comercial do país.
Se os políticos e os partidos forem sensíveis a este modelo de democracia participativa, abram «uma porta» aos cidadãos, uma caixa de correio electrónico, um site ou blog, uma rede social na internet, uma caixa na portaria do órgão de soberania, para a recolha anónima das decisões dos cidadãos e vão ver, que a confiança política é reconquistada.
Por mim, já participo exercendo os meus direitos de cidadania, na Web e nos fóruns de discussão das rádios angolanas.
E você?!
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Democracia Angola,
Política Angolana
sábado, 15 de agosto de 2009
O “ PATRÃO “ da UNITA
Há quem queira ser Líder, mas nunca deixará de ser um mero « chefe »!
Na sessão da abertura da Comissão Política da UNITA, o mote da mesma está a vista de todos: o chefe quer ser o patrão do partido, nem que para tal, se tenha de socorrer dos estatutos da UNITA.
Vejamos uma parte do discurso do chefe:
«…Fortaleceremos a UNITA se nos apegarmos aos nossos princípios, aos nossos valores. E um desses princípios é a lealdade ao Partido. Quem ama a UNITA, quem é leal à UNITA, não causa problemas à UNITA. Outro desses princípios é o diálogo, que, de acordo com os nossos Estatutos, traduz-se na procura de amplos consensos para a resolução de problemas ou de conflitos, não no recurso aos jornais ou à rádio. Outro desses princípios é a democracia. É por demais conhecido o elevado grau de democraticidade interna no seio do nosso Partido. Mas atenção: parece haver alguns desvios, ou melhor, um mau entendimento dos princípios democráticos.Há diferença entre democracia e indisciplina. As regras de disciplina da UNITA estabelecem que as regras fundamentais de disciplina são: (a) Subordinação activa de todos os membros à Direcção do Partido; (b) Subordinação da minoria à maioria; (c) Tomada a decisão, os indivíduos que estiverem em minoria devem respeitar escrupulosamente o parecer da maioria e cumprir a decisão democraticamente tomada; Isto é democracia.Esta reunião deverá debruçar-se também sobre uma recomendação do Comité Permanente no sentido do reforço da nossa disciplina e coesão. Fortalecer a disciplina e a coesão é fortalecer o Partido.» … ( fim de citação ).
Palavras para quê?... até parece que está tudo dito.
Mas não está.
A Lei Fundamental Angolana, a nossa Constituição, está acima de qualquer estatuto partidário; como nenhum estatuto partidário deve coertar os direitos fundamentais do cidadão, mesmo quando ele é filiado num partido.
O chefe, esqueceu-se que em democracia, as maiorias devem respeitar as opiniões e a liberdade de expressão das minorias, e não subjugá-las, oprimindo-as na base de uma disciplina que servirá, quiçá, para « esconder » a falta de capacidade de liderança, que o «chefe» manifestamente não tem e que dificilmente conseguirá, socorrendo-se da « ferramenta estatutária (leia-se disciplina partidária).
O consenso, não é conceder a outra parte a oportunidade na discussão e ameaçá-la com a disciplina partidária para a calar, enquanto minoria. Mas antes, dar a minoria a possibilidade de opinar sobre os assuntos partidários e não relegá-la para um «canto» até as próximas eleições ao « cadeirão » de Presidente da UNITA.
O chefe, já deve ter reparado, que aqueles que têm a ousadia de opinar com liberdade e responsabilidade, não dependem, nem são sustentados pela máquina partidária e por isso, exercem o seu direito crítico, embora como minoria, para alertar as estruturas do partido, para o perigo de uma ditadura encapuçada no quadro de uma democracia disciplinada proposta por um chefe com pretensões a ser PATRÃO.
A UNITA é de todos aqueles, que desinteressadamente militam ou dirigem o partido, sem pedir em troca, mais do que aquilo que merecem, pelo trabalho realizado em prol de todos. E são estes que trabalhando no interesse comum, são por vezes considerados uma minoria indisciplinada por um grupo parasitário que orbita em redor do chefe, que falam naquilo em que deviam estar a fazer, mas que nunca fazem nada.
O partido será fortalecido, com os homens e mulheres que estarão dispostos a trabalhar numa equipa proactiva, leal e respeitadora das diferenças de opinião de cada um, sem preocupações de cargos e mordomias salariais, que só beneficiam, isso sim, uma minoria dita maioritária.
A UNITA precisa de um LÍDER, não de um chefe e muito menos de um PATRÃO!
Na sessão da abertura da Comissão Política da UNITA, o mote da mesma está a vista de todos: o chefe quer ser o patrão do partido, nem que para tal, se tenha de socorrer dos estatutos da UNITA.
Vejamos uma parte do discurso do chefe:
«…Fortaleceremos a UNITA se nos apegarmos aos nossos princípios, aos nossos valores. E um desses princípios é a lealdade ao Partido. Quem ama a UNITA, quem é leal à UNITA, não causa problemas à UNITA. Outro desses princípios é o diálogo, que, de acordo com os nossos Estatutos, traduz-se na procura de amplos consensos para a resolução de problemas ou de conflitos, não no recurso aos jornais ou à rádio. Outro desses princípios é a democracia. É por demais conhecido o elevado grau de democraticidade interna no seio do nosso Partido. Mas atenção: parece haver alguns desvios, ou melhor, um mau entendimento dos princípios democráticos.Há diferença entre democracia e indisciplina. As regras de disciplina da UNITA estabelecem que as regras fundamentais de disciplina são: (a) Subordinação activa de todos os membros à Direcção do Partido; (b) Subordinação da minoria à maioria; (c) Tomada a decisão, os indivíduos que estiverem em minoria devem respeitar escrupulosamente o parecer da maioria e cumprir a decisão democraticamente tomada; Isto é democracia.Esta reunião deverá debruçar-se também sobre uma recomendação do Comité Permanente no sentido do reforço da nossa disciplina e coesão. Fortalecer a disciplina e a coesão é fortalecer o Partido.» … ( fim de citação ).
Palavras para quê?... até parece que está tudo dito.
Mas não está.
A Lei Fundamental Angolana, a nossa Constituição, está acima de qualquer estatuto partidário; como nenhum estatuto partidário deve coertar os direitos fundamentais do cidadão, mesmo quando ele é filiado num partido.
O chefe, esqueceu-se que em democracia, as maiorias devem respeitar as opiniões e a liberdade de expressão das minorias, e não subjugá-las, oprimindo-as na base de uma disciplina que servirá, quiçá, para « esconder » a falta de capacidade de liderança, que o «chefe» manifestamente não tem e que dificilmente conseguirá, socorrendo-se da « ferramenta estatutária (leia-se disciplina partidária).
O consenso, não é conceder a outra parte a oportunidade na discussão e ameaçá-la com a disciplina partidária para a calar, enquanto minoria. Mas antes, dar a minoria a possibilidade de opinar sobre os assuntos partidários e não relegá-la para um «canto» até as próximas eleições ao « cadeirão » de Presidente da UNITA.
O chefe, já deve ter reparado, que aqueles que têm a ousadia de opinar com liberdade e responsabilidade, não dependem, nem são sustentados pela máquina partidária e por isso, exercem o seu direito crítico, embora como minoria, para alertar as estruturas do partido, para o perigo de uma ditadura encapuçada no quadro de uma democracia disciplinada proposta por um chefe com pretensões a ser PATRÃO.
A UNITA é de todos aqueles, que desinteressadamente militam ou dirigem o partido, sem pedir em troca, mais do que aquilo que merecem, pelo trabalho realizado em prol de todos. E são estes que trabalhando no interesse comum, são por vezes considerados uma minoria indisciplinada por um grupo parasitário que orbita em redor do chefe, que falam naquilo em que deviam estar a fazer, mas que nunca fazem nada.
O partido será fortalecido, com os homens e mulheres que estarão dispostos a trabalhar numa equipa proactiva, leal e respeitadora das diferenças de opinião de cada um, sem preocupações de cargos e mordomias salariais, que só beneficiam, isso sim, uma minoria dita maioritária.
A UNITA precisa de um LÍDER, não de um chefe e muito menos de um PATRÃO!
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Na véspera da reunião da Comissão Política da UNITA
Os membros da Comissão Política (… que são as centenas ) preparam-se para uma reunião que foi convocada,… para nada!
Os militantes deste partido, cuja voz não chega a Direcção do mesmo e ao ouvido do seu Presidente,… e vai-se lá saber porquê(!)…; não esperam nada de significativo desta reunião, principalmente ao nível da projecção da UNITA, como uma força política de relevância e apoiante de uma candidatura nas próximas eleições presidenciais no país.
A maior parte dos membros deste órgão, que devia ser o orientador da política estratégica do partido, foram escolhidos a « dedo », para não levantarem « ondas » contra a orientação do seu Presidente e seguidores, mais ou menos fiéis.
Haverá um esgrimar de influências desenvolvidas por grupos, ligados aos mesmos dirigentes de sempre, que relegarão para segundo plano as principais questões que os militantes gostariam que fossem debatidas, no seio do seu partido. Caso isto não venha a acontecer, o que prevejo, é que os eleitores angolanos vão continuar com a impressão que a UNITA não tem o poder suficiente para se afirmar como líder de oposição, nem de reunir na mesma, um consenso que leve a escolha de um candidato a próxima eleição presidencial.
Já são vários os candidatos, a somar ao actual Presidente da República que virá a sua candidatura a ser aclamada pelo seu partido em Dezembro do corrente ano, mais a previsível candidatura estatutária da UNITA, personificada no seu Presidente.
Com esta divisão natural dos diversos candidatos, está aberta uma forte possibilidade da candidatura do Eng. Eduardo Dos Santos «esmagar» sem piedade todos os seus adversários políticos nas presidenciais.
Se juntar-mos a isto, a retoma da « economia petrolífera angolana », cujo preço do petróleo foi fixado no actual OGE revisto em 37 dólares americanos, quando no mercado internacional está acima dos setenta dólares, mais o efeito do CAN que irá mexer com o eleitorado e o apoio internacional, que prefere lidar «com que está no poder» do que confrontar-se com uma «novidade inspirada e revolucionária», pouco sobra para oposição esperançada angolana gizar um rumo comum, credível e sério, que leve o eleitorado até as urnas, para mais uma vez acreditar que é possível mudar algo em Angola.
Em véspera da reunião da Comissão Política da UNITA, eu não vislumbro «fumo branco» na liderança da UNITA e muito menos, capacidade político-eleitoral na actual Direcção para lançar uma estratégia ganhadora nas próximas eleições presidenciais em Angola, que por certo, não serão este ano.
Os militantes deste partido, cuja voz não chega a Direcção do mesmo e ao ouvido do seu Presidente,… e vai-se lá saber porquê(!)…; não esperam nada de significativo desta reunião, principalmente ao nível da projecção da UNITA, como uma força política de relevância e apoiante de uma candidatura nas próximas eleições presidenciais no país.
A maior parte dos membros deste órgão, que devia ser o orientador da política estratégica do partido, foram escolhidos a « dedo », para não levantarem « ondas » contra a orientação do seu Presidente e seguidores, mais ou menos fiéis.
Haverá um esgrimar de influências desenvolvidas por grupos, ligados aos mesmos dirigentes de sempre, que relegarão para segundo plano as principais questões que os militantes gostariam que fossem debatidas, no seio do seu partido. Caso isto não venha a acontecer, o que prevejo, é que os eleitores angolanos vão continuar com a impressão que a UNITA não tem o poder suficiente para se afirmar como líder de oposição, nem de reunir na mesma, um consenso que leve a escolha de um candidato a próxima eleição presidencial.
Já são vários os candidatos, a somar ao actual Presidente da República que virá a sua candidatura a ser aclamada pelo seu partido em Dezembro do corrente ano, mais a previsível candidatura estatutária da UNITA, personificada no seu Presidente.
Com esta divisão natural dos diversos candidatos, está aberta uma forte possibilidade da candidatura do Eng. Eduardo Dos Santos «esmagar» sem piedade todos os seus adversários políticos nas presidenciais.
Se juntar-mos a isto, a retoma da « economia petrolífera angolana », cujo preço do petróleo foi fixado no actual OGE revisto em 37 dólares americanos, quando no mercado internacional está acima dos setenta dólares, mais o efeito do CAN que irá mexer com o eleitorado e o apoio internacional, que prefere lidar «com que está no poder» do que confrontar-se com uma «novidade inspirada e revolucionária», pouco sobra para oposição esperançada angolana gizar um rumo comum, credível e sério, que leve o eleitorado até as urnas, para mais uma vez acreditar que é possível mudar algo em Angola.
Em véspera da reunião da Comissão Política da UNITA, eu não vislumbro «fumo branco» na liderança da UNITA e muito menos, capacidade político-eleitoral na actual Direcção para lançar uma estratégia ganhadora nas próximas eleições presidenciais em Angola, que por certo, não serão este ano.
sexta-feira, 13 de março de 2009
O 13 de Março e os desafios políticos da U.N.I.T.A.
A Direcção da U.N.I.T.A decidiu, nestas jornadas de comemoração da data da sua fundação, que o lema para o efeito era “ 43 Anos ao Serviço de Angola, no Tempo e no Espaço a UNITA é forte”.
A U.N.I.T.A. foi fundada a 13 de Março de 1966, no Muangai, província do Moxico, pelo seu líder fundador Dr. Jonas Malheiro Savimbi e outros companheiros « mais-velhos ».
O percurso deste partido foi sinuoso, trágico, temerário, virtuoso e continua a ser a esperança na mudança desta ANGOLA, que é um país sempre em mudança!
Após a morte em combate do seu líder carismático, o Dr. Jonas Savimbi, preparou-se para os pleitos eleitorais, como qualquer partido de oposição, que acredita que existe para o povo, com o povo, com a única preocupação de através de eleições gerais e directas, proporcionar aos Angolanos um Estado de Direito e Democrático, respeitador dos direitos mais elementares de cidadania.
As eleições legislativas não correram a afeição para a Direcção encabeçada pelo Dr. Samakuva, que apenas elegeu 16 Deputados, reflectindo na derrota e pretendendo erguer-se, nas próximas eleições Presidenciais, a serem marcadas pelo Sr. Presidente da República, quando estiver aprovada a nova Constituição de Angola.
Os militantes e os simpatizantes da U.N.I.T.A em particular e os eleitores angolanos em geral, querem votar sempre, não dando mandatos a ninguém para os substituir nesta nobre tarefa, de colocar no poder, legislativo e executivo, presidencial ou autárquico, aqueles homens e mulheres, que se apresentem dignos de dirigir o País.
Todo o Angolano tem o direito de eleger e ser eleito, desde que se cumpram os parâmetros constitucionais que vigoram no país.
Que nenhum cidadão ouse ultrapassar os direitos humanos universalmente aceites pela nossa constituição e o limite material de revisão, que a actual constituição contém, para salvaguardar o Estado de Direito e a Democracia no país.
O Povo Angolano e a U.N.I.T.A, como principal partido de oposição, saberão a todo o momento impor a sua vontade democrática, contra aqueles que querem subverter os princípios constitucionais da nossa constituição.
A U.N.I.T.A, não é só o seu Presidente, ou um ou outro dirigente, é um corpo político que luta democraticamente pelo poder, pela via eleitoral, indo ao encontro do desejo dos mais pobres e desprotegidos social e economicamente, propondo as medidas que considerar as mais correctas, para enfrentar as dificuldades vividas pelos angolanos e tentando melhorar a sua qualidade de vida ou de sobrevivência.
A U.N.I.T.A desde a sua fundação está preparada para ser poder, quando os Angolanos quiserem e no momento que entenderem.
A U.N.I.T.A. foi fundada a 13 de Março de 1966, no Muangai, província do Moxico, pelo seu líder fundador Dr. Jonas Malheiro Savimbi e outros companheiros « mais-velhos ».
O percurso deste partido foi sinuoso, trágico, temerário, virtuoso e continua a ser a esperança na mudança desta ANGOLA, que é um país sempre em mudança!
Após a morte em combate do seu líder carismático, o Dr. Jonas Savimbi, preparou-se para os pleitos eleitorais, como qualquer partido de oposição, que acredita que existe para o povo, com o povo, com a única preocupação de através de eleições gerais e directas, proporcionar aos Angolanos um Estado de Direito e Democrático, respeitador dos direitos mais elementares de cidadania.
As eleições legislativas não correram a afeição para a Direcção encabeçada pelo Dr. Samakuva, que apenas elegeu 16 Deputados, reflectindo na derrota e pretendendo erguer-se, nas próximas eleições Presidenciais, a serem marcadas pelo Sr. Presidente da República, quando estiver aprovada a nova Constituição de Angola.
Os militantes e os simpatizantes da U.N.I.T.A em particular e os eleitores angolanos em geral, querem votar sempre, não dando mandatos a ninguém para os substituir nesta nobre tarefa, de colocar no poder, legislativo e executivo, presidencial ou autárquico, aqueles homens e mulheres, que se apresentem dignos de dirigir o País.
Todo o Angolano tem o direito de eleger e ser eleito, desde que se cumpram os parâmetros constitucionais que vigoram no país.
Que nenhum cidadão ouse ultrapassar os direitos humanos universalmente aceites pela nossa constituição e o limite material de revisão, que a actual constituição contém, para salvaguardar o Estado de Direito e a Democracia no país.
O Povo Angolano e a U.N.I.T.A, como principal partido de oposição, saberão a todo o momento impor a sua vontade democrática, contra aqueles que querem subverter os princípios constitucionais da nossa constituição.
A U.N.I.T.A, não é só o seu Presidente, ou um ou outro dirigente, é um corpo político que luta democraticamente pelo poder, pela via eleitoral, indo ao encontro do desejo dos mais pobres e desprotegidos social e economicamente, propondo as medidas que considerar as mais correctas, para enfrentar as dificuldades vividas pelos angolanos e tentando melhorar a sua qualidade de vida ou de sobrevivência.
A U.N.I.T.A desde a sua fundação está preparada para ser poder, quando os Angolanos quiserem e no momento que entenderem.
domingo, 22 de fevereiro de 2009
O legado do Dr. Savimbi aos Angolanos
Em 22-02-2002 morria em combate o líder carismático da U.N.I.T.A, o Dr. Jonas Malheiro Savimbi.
Passaram-se sete anos desde a sua morte, e os angolanos questionam-se em relação as mudanças, que o poder político em Angola, implantou na melhoria das suas vidas.
Nos primeiros anos, o partido da situação justificou a sua ineficácia governativa com o pesado fardo da guerra e as suas consequências, apelando para a paciência dos cidadãos, no que diz respeito a reconstrução nacional e a necessidade de captar os elevados meios financeiros para tal objectivo.
Não foi preciso muito tempo, e com os biliões de dólares vindo da China, o aumento da produção do petróleo e a alta dos preços do barril de petróleo no mercado internacional, com a produção diamantífera num crescimento surpreendente, o governo projectava grandes obras e anunciava ao povo, que finalmente o país caminhava para o desenvolvimento, usando os valores macro económico com sabedoria e como bandeira internacional, impressionando o mundo com o PIB a dois dígitos.
Foi assim, que em Setembro de 2008, O MPLA ganhava as eleições com larga vantagem, «acantonando» o maior partido da oposição na Assembleia Nacional.
Eis que, no início de 2009, os cidadãos começam a ouvir e a ler notícias preocupantes em relação a desaceleração da economia, a entrada de mais um bilião de dólares da China para a reconstrução nacional, a diminuição de receitas petrolíferas e a consequente alteração do OGE e do Plano, atendendo que o preço do petróleo não podia ser à 50 USD/ barril, mas sem sabermos qual foi o novo preço fixado. As reservas de divisas também baixaram, sem saber-se quanto…, que há problemas na produção diamantífera, ao ponto do governo ter que intervir directamente no sector e finalmente o Senhor Presidente da República, convoca o Conselho de Estado para falar sobre a influência da crise internacional na economia angolana (pena foi que não colocasse na agenda as eleições presidenciais para o corrente ano).
A perspectiva, é que o Governo Angolano vai investir na produção fora da área petrolífera, na agricultura, pescas, indústria, no comércio geral, numa época de «vacas magras», apoiando com linhas de crédito o empresariado nacional, para diminuir a importação e aumentar nesses sectores a exportação.
Enquanto isso, no âmbito de uma transparência recomendável, incentiva-se os concursos públicos em detrimento das adjudicações directas ruinosas e pouco se fala, aonde foram aplicados os fundos de petróleo, na época alta e quanto é que terá perdido a Sonangol nos investimentos no estrangeiro, como foi a compra das acções do BCP e porque é que vai ficar com a posição deste banco no projecto da Baía de Luanda, que sempre se disse, ser um investimento totalmente privado e de rentabilidade assegurada pelos privados, ou seja, porque razão não temos uma empresa de bandeira como a Sonangol, a investir em Angola na diversificação da produção, com parceiros Angolanos, mas antes a «esbanjar» biliões de dólares por aí!
O legado que o Dr. Savimbi deixou aos Angolanos, foi no essencial a possibilidade que o cidadão teria em questionar quem governa, mal ou bem, no intuito de melhorar a vida dos angolanos. Com a morte em combate do Dr. Savimbi, os angolanos pela via política e eleitoral, por sufrágio directo e universal, elegem os deputados propostos pelos partidos, o Presidente e os autarcas, que melhor defendam os seus interesses e assegurem um estado de direito e democrático.
O Dr. Savimbi era um revolucionário idealista que acreditava na sua luta por uma Angola para os Angolanos! A divulgação das ideias, o pluralismo e o respeito pelas minorias, são valores a serem defendidos por todos aqueles que não se deixam subjugar por maiorias eleitorais, num quadro em que a sociedade civil tem que crescer e amadurecer, para ser o substrato da democracia e do estado de direitos em Angola.
O ideal, seria que os eleitores votassem num candidato de consenso nas próximas eleições presidenciais, transformando uma derrota numa vitória nacional. Desta forma, cumpria-se mais um indicador do legado do Dr. Savimbi aos Angolanos.
Passaram-se sete anos desde a sua morte, e os angolanos questionam-se em relação as mudanças, que o poder político em Angola, implantou na melhoria das suas vidas.
Nos primeiros anos, o partido da situação justificou a sua ineficácia governativa com o pesado fardo da guerra e as suas consequências, apelando para a paciência dos cidadãos, no que diz respeito a reconstrução nacional e a necessidade de captar os elevados meios financeiros para tal objectivo.
Não foi preciso muito tempo, e com os biliões de dólares vindo da China, o aumento da produção do petróleo e a alta dos preços do barril de petróleo no mercado internacional, com a produção diamantífera num crescimento surpreendente, o governo projectava grandes obras e anunciava ao povo, que finalmente o país caminhava para o desenvolvimento, usando os valores macro económico com sabedoria e como bandeira internacional, impressionando o mundo com o PIB a dois dígitos.
Foi assim, que em Setembro de 2008, O MPLA ganhava as eleições com larga vantagem, «acantonando» o maior partido da oposição na Assembleia Nacional.
Eis que, no início de 2009, os cidadãos começam a ouvir e a ler notícias preocupantes em relação a desaceleração da economia, a entrada de mais um bilião de dólares da China para a reconstrução nacional, a diminuição de receitas petrolíferas e a consequente alteração do OGE e do Plano, atendendo que o preço do petróleo não podia ser à 50 USD/ barril, mas sem sabermos qual foi o novo preço fixado. As reservas de divisas também baixaram, sem saber-se quanto…, que há problemas na produção diamantífera, ao ponto do governo ter que intervir directamente no sector e finalmente o Senhor Presidente da República, convoca o Conselho de Estado para falar sobre a influência da crise internacional na economia angolana (pena foi que não colocasse na agenda as eleições presidenciais para o corrente ano).
A perspectiva, é que o Governo Angolano vai investir na produção fora da área petrolífera, na agricultura, pescas, indústria, no comércio geral, numa época de «vacas magras», apoiando com linhas de crédito o empresariado nacional, para diminuir a importação e aumentar nesses sectores a exportação.
Enquanto isso, no âmbito de uma transparência recomendável, incentiva-se os concursos públicos em detrimento das adjudicações directas ruinosas e pouco se fala, aonde foram aplicados os fundos de petróleo, na época alta e quanto é que terá perdido a Sonangol nos investimentos no estrangeiro, como foi a compra das acções do BCP e porque é que vai ficar com a posição deste banco no projecto da Baía de Luanda, que sempre se disse, ser um investimento totalmente privado e de rentabilidade assegurada pelos privados, ou seja, porque razão não temos uma empresa de bandeira como a Sonangol, a investir em Angola na diversificação da produção, com parceiros Angolanos, mas antes a «esbanjar» biliões de dólares por aí!
O legado que o Dr. Savimbi deixou aos Angolanos, foi no essencial a possibilidade que o cidadão teria em questionar quem governa, mal ou bem, no intuito de melhorar a vida dos angolanos. Com a morte em combate do Dr. Savimbi, os angolanos pela via política e eleitoral, por sufrágio directo e universal, elegem os deputados propostos pelos partidos, o Presidente e os autarcas, que melhor defendam os seus interesses e assegurem um estado de direito e democrático.
O Dr. Savimbi era um revolucionário idealista que acreditava na sua luta por uma Angola para os Angolanos! A divulgação das ideias, o pluralismo e o respeito pelas minorias, são valores a serem defendidos por todos aqueles que não se deixam subjugar por maiorias eleitorais, num quadro em que a sociedade civil tem que crescer e amadurecer, para ser o substrato da democracia e do estado de direitos em Angola.
O ideal, seria que os eleitores votassem num candidato de consenso nas próximas eleições presidenciais, transformando uma derrota numa vitória nacional. Desta forma, cumpria-se mais um indicador do legado do Dr. Savimbi aos Angolanos.
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
A economia angolana em contracção por causa do preço do petróleo
O Ministro do Petróleo Angolano afirmou que « o preço do barril de petróleo nos 75 dólares "já era muito bom", sublinhando que o preço actual, cerca de 40 dólares, "não permite levar a cabo os investimentos e os projectos, bem como manter todos os programas de aumentar as capacidades de reservas».
Angola que produzia uma média de 1,9 milhões de barris/dia e cortou a produção em cerca de 250 mil barris/dia e de acordo com o memorando Económico para Angola apresentado pelo Banco Mundial, o país vai ter dificuldades de crescimento e de melhoria das condições de vida dos angolanos.
A não diversificação da economia fora dos sectores minerais e as falhas na melhoria do bem-estar dos angolanos, com prioridades mal definidas numa economia de mercado em transição e um poder político que ainda não conseguiu desprender-se de «vícios de falta de transparência», são algumas das razões que levarão ao não cumprimento das promessas eleitorais, tais como, os milhares de empregos e de casas, o investimento contínuo em infra-estruturas básicas etc.
A economist Intelligence Unit ( EIU ) no seu relatório sobre a economia angolana aponta claramente, que apesar do aumento da produção e do preço do petróleo e o grande fluxo de investimento estrangeiro, o governo não consegue ultrapassar as dificuldades que tem, em colocar a economia num crescimento desejável e espelhado no último OGE e por isso, o PIB real pode ser negativo. Depois de um PIB que rondou os 13,2% no ano transacto, em 2009 pode ser negativo em 2,3%.
Mais do que não crescer economicamente, Angola está sob o risco de ter um desenvolvimento humano adiado, a espera quiçá, que surja no horizonte um Presidente capaz de elevar o nível de vida dos angolanos.
Carlos Lopes
Angola que produzia uma média de 1,9 milhões de barris/dia e cortou a produção em cerca de 250 mil barris/dia e de acordo com o memorando Económico para Angola apresentado pelo Banco Mundial, o país vai ter dificuldades de crescimento e de melhoria das condições de vida dos angolanos.
A não diversificação da economia fora dos sectores minerais e as falhas na melhoria do bem-estar dos angolanos, com prioridades mal definidas numa economia de mercado em transição e um poder político que ainda não conseguiu desprender-se de «vícios de falta de transparência», são algumas das razões que levarão ao não cumprimento das promessas eleitorais, tais como, os milhares de empregos e de casas, o investimento contínuo em infra-estruturas básicas etc.
A economist Intelligence Unit ( EIU ) no seu relatório sobre a economia angolana aponta claramente, que apesar do aumento da produção e do preço do petróleo e o grande fluxo de investimento estrangeiro, o governo não consegue ultrapassar as dificuldades que tem, em colocar a economia num crescimento desejável e espelhado no último OGE e por isso, o PIB real pode ser negativo. Depois de um PIB que rondou os 13,2% no ano transacto, em 2009 pode ser negativo em 2,3%.
Mais do que não crescer economicamente, Angola está sob o risco de ter um desenvolvimento humano adiado, a espera quiçá, que surja no horizonte um Presidente capaz de elevar o nível de vida dos angolanos.
Carlos Lopes
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