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domingo, 16 de janeiro de 2011

2011 o ano pré-eleitoral em Angola

O ano de 2011, tem a particularidade de dar-nos uma capicua (11-11-11), ou seja, na comemoração de mais um aniversário da independência de Angola.

O cidadão Angolano residente na capital e que vive no limiar da pobreza, vai continuar a ser deslocado para a periferia, onde estão os novos guetos criados pelo Executivo, enquanto assiste ao erguer de grandes empreendimentos imobiliários de milhões de Dólares Americanos no centro da capital. Tempos houve, nos primeiros anos de independência, que a população ocupou as casas dos antigos colonos, alugando-as mais tarde aos expatriados e agora corrida para o subúrbio.

A economia a crescer, os biliões de $USD a entrarem, o barril de petróleo a subir, as dívidas a serem pagas devagarinho, o poder instituído em Luanda, prepara-se para as obras eleitorais, no intuito de recuperar o tempo perdido.

Em 2012,… ou não(!), teremos eleições gerais em Angola, perante a necessidade do Presidente da República surgir ao Mundo como um Presidente eleito no quadro da Constituição aprovada a sua medida e com o seu partido a garantir uma maioria absolutíssima.

A oposição política, pouco lhe resta do que andar a reboque da iniciativa do Executivo, porque justificando-se com falta de meios financeiros para o combate eleitoral, asfixia de acesso a comunicação social estatal, dificuldades de utilizar os mecanismos de participação política fixada constitucionalmente, só lhe resta dar eco as situações penosas relatadas pelos populares diariamente nas rádios e jornais privados.

Os negócios e os investimentos externos irão ter um incremento considerável, perante um quadro legal a ser alterado este ano, aumentando o valor do investimento que dará direito as isenções fiscais e aduaneiras, bem como, a obrigatoriedade da parceria com os angolanos, na formação de empresas em território nacional.

As petrolíferas, os bancos, as seguradoras, as grandes empresas instaladas em Angola, vão sentir a mão pesada do Executivo no sentido de serem chamadas a apoiar efectivamente o grande esforço de investimento estrutural a ser feito até 2014. A política fiscal e financeira será apoiada por uma máquina mais eficiente, menos burocrática e renitente a influências externas.

A aposta em quadros externos será uma realidade, perante uma escassez de jovens formados e qualificadas para ocuparem lugares chaves no desenvolvimento da economia angolana. A grande aposta na educação média e superior ainda é uma miragem em Angola.
O desenvolvimento industrial fora da área petrolífera, é uma boa intenção do Executivo Angolano, mas que colide com interesses instalados dos grandes importadores e armazenistas, que alimentam o mercado informal em Angola.

A agricultura, que vai continuar a recolher milhões de $USD para se desenvolver, continuará a ter problemas básicos de fraca resolução, como é a conservação, armazenamento e escoamento para o mercado consumidor dos produtos produzidos. Este sector primário da economia Angolana, e as pescas, são das maiores frustrações do Executivo Angolano.

Os milhões disponibilizados para a Defesa e Segurança interna, têm que ser racionalizados num país pacificado, mas que se assume em África como potência militar regional.

A saúde devia ser uma das maiores prioridades do Executivo Angolano, porque um Povo doente não é produtivo. Não há quadros suficientes, nem centros hospitalares à altura das necessidades, nem medicamentos e meios de diagnósticos, já para não falar numa desorganização na implantação de um plano de saúde pública a nível nacional.
O poder local tem que avançar rapidamente, porque as populações que vivem na Angola profunda, têm uma mão cheia de nada. Os cidadãos das 18 Províncias merecem ter uma parte das receitas orçamentadas, para satisfazerem as suas necessidades básicas, na habitação, saúde, educação, emprego e formação profissional.

Este ano, os angolanos devem reivindicar uma melhoria da sua condição de vida, porque o Executivo Angolano vai precisar do seu voto, para perpetuar-se no poder.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Angola 35 anos de Independência – o dia seguinte!


Os antigos combatentes foram condecorados por Sua Excelência o Sr. Presidente da República, nas comemorações do 35.º Aniversário da Independência de Angola.

E mereceram!

Foram muitos anos de guerrilha contra as forças de ocupação colonial, em defesa dos interesses dos Angolanos em terem um país livre e independente.

E conseguiram!

As promessas feitas no dia da independência até hoje, pelos líderes, governantes e responsáveis pela Administração do Estado, que o Povo Angolano teria uma vida digna, com justiça social e que o regime seria democrático e de direito,…. pois, falharam!
A esperança dos angolanos reside na mudança do quadro político actual, dos seus dirigentes que executam estratégias sociais, económicas e políticas irrealistas, desconexas, aleatórias e impraticáveis no contexto das aspirações legítimas do povo.
Ou seja, no dia seguinte o angolano olha a sua volta e vê que está tudo na mesma e que terá grande dificuldade em esforçar-se para melhorar a sua vida, da comunidade e de participar activamente na mudança que o país anseia mas não consegue alcançar os seus objectivos, proclamados pomposamente à 35 anos atrás.

No dia seguinte, o povo angolano vai esperar que surja na penumbra do marasmo oposicionista angolano, um ou mais compatriotas, que seriamente venham dedicar-se ao desenvolvimento sustentável do país, com coragem de debater os problemas do cidadão, apresentando soluções simples e viáveis, sem a vaidade de considerar Angola, como potência regional, quando internamente, a pobreza e a miséria teima em enraizar-se por todo o lado, perante uma riqueza deslumbrante de muito poucos.

O dia seguinte, será para o angolano o dia da esperança num futuro melhor, em paz, em democracia, com pluralidade de ideias, com casa, saúde e educação para todos, água potável e saneamento, electricidade e outras fontes de energia alternativa, acesso a um emprego com salário condigno, com uma agricultura e indústria apoiada e valorizada, para que as importações sejam cada vez menores, de forma, que a economia cresça e proporcione ao povo a satisfação das suas necessidades básicas e elementares.

Amanhã e depois de amanhã, os angolanos estarão disponíveis para votarem na mudança real do país, porque esse é o futuro que nos espera.

domingo, 17 de outubro de 2010

Uma dupla com ambições políticas na UNITA



O Dr. Isaac Wambembe, é membro da Comissão Política da UNITA, foi Representante deste partido em Portugal e é considerado um diplomata por excelência e Homem da confiança do Dr. Savimbi e do Dr. Samakuva Presidente da UNITA; reúne simpatias dos simpatizantes e militantes da UNITA no exterior, para exercer funções políticas ao mais alto nível na UNITA.

O Wambembe, consegue congregar apoios políticos dos tradicionais amigos da UNITA em Portugal, na Europa, EUA e Brasil, sabendo transmitir os anseios e preocupações de todos aqueles que querem fazer da UNITA, um partido de oposição que procura ser alternativa ao actual poder em Angola.

Umas das decisões emanadas da última reunião da Comissão Política da UNITA, foi o de organizar o Congresso, para eleger o próximo Presidente da UNITA.

Nesta perspectiva, o Dr. Isaac Wambembe pretende dar o seu contributo na reorganização do partido, que passa pela inclusão das ideias daqueles que procuram que a UNITA apareça aos olhos dos Angolanos, como a esperança de uma vida digna, com a implantação de políticas de redução da pobreza, através de desenvolvimento sustentável do país, da agricultura e pescas, da indústria não petrolífera, melhorias ao nível da Saúde, Educação, Habitação, infra-estruturas e estradas, redistribuição da riqueza pela eficácia fiscal, saneamento público, electricidade e distribuição de água potável nas comunas e nos municípios das 18 Províncias de Angola.

Em Portugal enquanto Representante da UNITA, desenvolveu contactos junto a comunidade angolana e ouviu individualidades, empresários e políticos de diversos partidos, trabalhando com o seu Secretário da Economia e das Novas Tecnologias, Carlos Lopes.

Esta dupla, Isaac Wambembe e Carlos Lopes, está convicta que têm de trabalhar com todos os dirigentes, militantes, simpatizantes e amigos da UNITA, para tornar este partido mais ambicioso politicamente, aumentando a sua auto-estima para a difícil tarefa de contribuir para o desenvolvimento de Angola.

Neste momento, não interessa saber quem é que vai ser o candidato presidencial, mas antes identificar quem quer dar o seu contributo, em termos de ideias e disponibilidade, para em união expurgar o partido de práticas anti-democráticas e de exclusão, destacando as atitudes proactivas daqueles que sabiamente pretendem uma UNITA forte e coesa, afastando o divisionismo e apostando na criatividade dos seus membros e não nos cargos sustentados no compadrio partidário.

A transparência política é uma das premissas a serem implantadas desde já, para que os Angolanos acreditem que a UNITA não pactua com a corrupção e cumpre as promessas eleitorais, colocando em primeiro lugar os interesses dos desfavorecidos e controlando os que ocupam cargos públicos à servirem o Povo e não usarem as suas funções em proveito próprio.

Há o compromisso de não esperar pela marcação da data do Congresso, para fazer um trabalho em prol do engrandecimento da UNITA, mas sim, o de contribuir imediatamente na definição de estratégias dinamizadoras do partido, independentemente dos futuros candidatos a Presidente da UNITA.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Em Angola aumentou a fome e a pobreza



Segundo o Índice da Fome no Mundo 2010, apresentado pelo relatório anual do Instituto Internacional de Pesquisas de Políticas de Alimentação (IFPRI, na sigla em inglês), da Concern Worldwide e do Welthungerhilfe, Angola está no nível alarmante com 20 pontos.

O índice apresenta os países numa escala de 100 pontos, sendo zero a melhor pontuação - sem fome - e 100 a pior, apesar de nenhum desses dois extremos ser alcançado na prática.

Uma pontuação maior que 20 revela níveis alarmantes de fome num país, e mais de 30 é "extremadamente alarmante".

O índice da fome no mundo é calculado através de três indicadores: a proporção de população subnutrida, o baixo peso infantil e a taxa de mortalidade infantil.

Afeganistão, Angola, Chade e Somália tiveram a maior taxa de mortalidade infantil, com a morte de menores de 5 anos de 20% ou mais em cada um desses países.

Mas segundo Domingos Veloso, o diretor nacional da Agricultura, Pecuária e Florestas do Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas de Angola, em declarações a RFI, não concorda com a atribuição do rótulo "alarmante" a Angola e acrescenta que no país a fome tem tido uma evolução positiva; ... pena, não ter fundamentado tal optimismo!

Este aumento do Índice é justificado essencialmente pelo aumento global do preço da alimentação e a recessão económica global.
Interessa é verificar se as políticas sociais e económicas do Executivo Angolano, têm sido eficazes no combate a pobreza para reduzir problemas básicos do cidadão angolano, como a fome « alarmante », porque se é alarmante é porque aumentou ( veja-se o caso da Província do Bengo ou do Cunene e alguns casos na periferia da capital ).

Quando eu afirmo que a pobreza está aumentar em Angola e as consequências, são comprováveis em relatórios internacionais publicados nas últimas semanas, as entidades oficiais alegam o crescimento económico, do PIB, nas infra-estruturas rodoviárias e pouco mais.

Infelizmente, não falam no êxodo das populações rurais para as cidades, principalmente para a capital, porque não conseguem sobreviver no interior profundo de Angola . E se abandonam os campos, não há o cultivo da mandioca, da batata, do tomate, das hortaliças e sem desenvolvimento agrícola, não há combate da fome e a solução mais fácil, passa pela importação de bens alimentares, que podiam ser produzidos, armazenados e distribuídos até ao mercado, para que os agricultores tivessem fonte de rendimento.

É vulgar ouvir o Executivo Angolano divulgar os milhões que investe ou financia em projectos agrícolas. Mas o que é difícil ouvir, é o insucesso desses empreendimentos, porque foram mal dirigidos e planificados, sem serem acompanhados de infra-estruturas sociais, de forma a enraizar as populações nos seus locais de origem.

E o resultado, é a procura nas cidades do litoral e não só, o sustento que não têm no meio rural do país, e que na maioria das vezes, vêem engrossar as fileiras dos pobres nas cidades, constituindo aí família e aumentando o número de pobres e a subnutrição infantil, num país onde as estatísticas, ou não existem ou são falíveis.
Haverá outras medidas a tomar para reduzir a pobreza e a fome em Angola, tais como, uma melhor redistribuição da riqueza, em que poucos têm muito e a maioria quase não têm nada, vivendo no limiar da extrema pobreza; melhorar o sistema de saúde, com um combate eficiente as pandemias e as doenças endémicas, como HIV-SIDA, malária e a tuberculose (que é uma doença social); uma estreita colaboração entre ONG´s e o Executivo com a sociedade civil, porque estas conseguem chegar mais rapidamente aos locais onde existe fome, do que o próprio Executivo que deve apoiar projectos ligados a segurança alimentar sem grande burocracia e com fundos financeiros preparados para esse fim; o aumento de cidadãos famintos e de crianças de rua na capital é um sinal preocupante, que levará o Executivo e o GPL a conjugarem esforços para combaterem este flagelo social, dando isenções fiscais a entidades públicas ou privadas que façam doações alimentares, ou que financiem projectos de segurança alimentar, para que os cidadãos nessas situações possam a longo prazo sair dessa situação.

Não há como reduzir a fome, sem combater a pobreza em Angola!

domingo, 26 de setembro de 2010

desafio à Comissão Política da UNITA e ao Dr. Samakuva



A reunião da Comissão política da UNITA inicia-se amanhã em ambiente de divisão política, em virtude da falta de diálogo por parte do Dr. Samakuva.

Quando se vai para uma reunião magna, com formulários pré-preenchidos alegadamente aprovados pelas bases do Partido, não se vislumbra que a mesma decorra numa base de união de princípios, respeitando a diversidade de ideias e do contraditório.

Infelizmente haverá sempre alguns que preocupam-se com a sua nomeação e continuidade no poder, do que com aquilo, que não fazem e não deixam fazer.

Enquanto o MPLA prepara o IV Congresso Extraordinário para 2011, tendo em vista as próximas eleições gerais, o Dr. Samakuva, dá o dito por não dito, e com promessas ocasionais à alguns participantes da referida reunião, tentará passar a ideia que a realização de um Congresso, para além de caro, não faz sentido nenhum na eleição do novo Presidente do Partido.

Convenhamos, que o Dr. Samakuva para além de ser um perdedor, está na linha política daqueles que critica, porquanto, pretende perpetuar-se como Presidente da UNITA, sem passar pelo crivo eleitoral em conformidade com os Estatutos do Partido.

O Dr. Samakuva deixará de ter base política junto ao eleitorado Angolano, ao pretender criticar o seu adversário político nos mesmos parâmetros que prática internamente no seu partido, … e se não faz pior é porque não sabe.

As palavras democracia e alternância no poder para o Dr. Samakuva, são isso mesmo , meras palavras sem conteúdo, aos olhos dos militantes e dirigentes da UNITA.

Os quadros do partido e os mais velhos, vêem com natural repulsa esta forma de «fazer política» por parte do Dr. Samakuva, com uma arrogância aperfeiçoada, dia após dia, sem aperceber-se que o fosso, entre as bases do partido e os elementos do seu executivo, é cada vez maior e consequentemente desacreditando a UNITA como uma alternativa política em Angola.

Mal vai a UNITA, que é um grande partido, com militantes e dirigentes que activamente se entregam, de corpo e alma, na convicção de estarem a dar o seu contributo no desenvolvimento sustentável do país, mas que desmoralizam, com atitudes egocêntricas de uma minoria que orbita a volta do Dr. Samakuva, bajulando o Chefe, para não perderem as mordomias que lhes foram cedidas temporariamente.

Nesta reunião da Comissão Política da UNITA, o desafio mantém-se: propor uma votação, de uma moção favorável a realização do Congresso Ordinário em 2011, para a eleição do novo Presidente da UNITA.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Mais uma reunião da Comissão Política da UNITA


O porta-voz da UNITA anuncia que vai haver duas reuniões da sua estrutura política. O Comité Permanente e o da Comissão Política, esta a decorrer nos dias 27 e 28 de Setembro, com o tema: UNITA – firme na defesa dos interesses dos Angolanos.

Os dirigentes e os militantes da UNITA têm a natural expectativa de que esta reunião da Comissão Política tenha uma ampla participação dos seus membros efectivos, quer os que residam em território Nacional, como aqueles que estão no exterior.

É que esta reunião da CP da UNITA, deveria incluir na sua agenda de trabalho, a preparação do Congresso a ser realizado no próximo ano para a eleição do novo Presidente da UNITA, sob pena, do “ Executivo do Dr. Samakuva “ ficar desacreditado junto aos seus pares.

Na verdade, o péssimo desempenho que o Dr. Samakuva teve na entrevista no programa «Discurso directo» da Rádio Ecclesia, em que desabafou claramente não ter vontade de candidatar-se a um terceiro mandato como Presidente da UNITA, por ter 64 anos de idade e precisar de férias, com o jornalista insistentemente a perguntar-lhe se ele sabia o que estava a dizer, quando falava do Editorial da Rádio Despertar, etc, etc.; só resta aos Comissários Políticos, finalmente dar seguimento ao desinteresse do Dr. Samakuva em continuar no cargo que ocupa actualmente e até a eleição do novo Presidente da UNITA.

A criação de uma Comissão preparatória para o Congresso, que elegerá o novo Presidente da UNITA, devia ser uma das prioridades desta reunião da Comissão Política deste partido.

Este é o momento crucial, para que a UNITA assuma uma posição de liderança de oposição política ao poder instituído em Luanda, com credibilidade, de forma que o eleitorado Angolano, acredite que nas próximas eleições em Angola, vai haver uma mudança para a dignificação do Angolano e a consolidação do Estado de Direito e Democrático.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Transferência do mercado Roque Santeiro para o Panguila

Depois de alguns adiamentos, o Governo Provincial de Luanda desencadeou hoje e até domingo, a deslocação do maior mercado à céu aberto de Angola, para um local mais apropriado, em termos de logística, de preservação da saúde pública e condições de exercício comercial, para os vendedores e seus clientes.

Apesar de uma acessibilidade duvidosa e de fracas perspectivas de rentabilidade, tendo em consideração que haverá perda de clientela tradicional do Roque, o Panguila é o novo mercado para cerca de oito mil vendedores.

No entanto, muito podia ter sido feito, para melhorar esta transição do mercado. A começar pelo levantamento dos vendedores e comerciantes que estatisticamente não foram rigorosamente apurados e por isso, nem todos vão ter lugar no mercado do Panguila.

Pelo que, é uma preocupação do GPL encontrar rapidamente locais alternativos para aqueles que não vão ficar no Panguila e que necessitam de sobreviver, porque ser vendedor de mercado, é o seu modo de vida e de sobrevivência familiar.

Caso contrário, milhares de vendedores do mercado do Roque, vão ser vendedores de rua na cidade de Luanda, com todas as consequências que isso provoca.
Esta mudança, não é do agrado da maioria dos vendedores do Roque, que estão preocupados pela diminuição dos seus rendimentos, aumento das despesas de deslocação entre as suas residências até ao Panguila.

No mesmo dia, em que os combustíveis aumentaram inesperadamente (a gasolina de 40Kz passou para 60Kz), algo que irá criar uma «bola de neve» nos aumentos de produtos da cesta básica, gás butano e outros artigos essenciais. Para maioria da população que tem uma renda baixa e sem aumentos salariais a curto prazo, a vida será mais difícil a partir de hoje.

A esperança está naqueles que no terreno desocupado do Roque, vão criar riqueza com a construção e o negócio imobiliário.

Lembrou-me daquele mamã que lamentava-se ter de sair do Roque para o Panguila, e que mais tarde, iriam pedir-lhe para sair de lá para outro lado, e mais outro lado,… e interrogava-se, como cidadã Angolana, se não tinha o direito de viver e trabalhar no sítio que gostaria, na sua terra: Angola!

Hoje, em Moçambique os pobres também protestaram, mas de uma forma violenta e anárquica, pelo aumento dos preços dos combustíveis, do pão e outros artigos essenciais para a sobrevivência humana.

Felizmente, que em Angola acreditamos no diálogo para a resolução dos nossos problemas e para conseguir-se uma vida digna para a maioria da população, que vive na pobreza.

Mas cabe ao executivo Angolano a preocupação de criar as condições mínimas para que o povo continue a acreditar nas promessas de uma vida melhor.