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segunda-feira, 25 de maio de 2015

OCDE baixo prevê para Angola o crescimento mais desde 2011



“”(…)  O crescimento da economia angolana este ano deverá ficar abaixo do previsto por Luanda e cair para o valor mais baixo desde 2011. O país lusófono deverá crescer 3,8% em 2015, um valor abaixo dos 6,6% previstos pelo Governo de José Eduardo dos Santos, diz uma estimativa do Centro de Desenvolvimento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE).
"Em Angola, o crescimento vai manter-se abaixo do registado durante a maior parte da última década, por as despesas do Governo estarem em queda devido às baixas receitas petrolíferas", pode-se ler no relatório 'Perspectivas económicas em África 2015' divulgado esta segunda-feira, 25 de Maio.
Este relatório é elaborado anualmente pelo Centro de Desenvolvimento da OCDE em conunto com o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

O défice orçamental angolano também deverá ficar acima do esperado por Luanda: 10,6% contra os 7% estimados pelo Governo. Em 2016, deverá cair para 7,7%.
A queda do preço do petróleo nos mercados internacionais levou em Fevereiro o Governo de Eduardo dos Santos a rever em baixa o crescimento para este ano de 9,7% para 6,6%.
Angola é o segundo maior produtor de petróleo da África subsaariana, com o crude a ter um grande peso na economia angolana. Em 2013, garantiu 76% das receitas fiscais e foi responsável por 98% do total de exportações.

Por seu turno, o crescimento de Moçambique deverá ficar em linha com o estimado por Maputo: 7,5% que, a par da Zâmbia, vai alcançar o maior crescimento na região do Sul de África.
"Em Moçambique o crescimento é principalmente conduzido pelos chamados mega projectos e pelo investimento em grandes infra-estruturas, financiadas pelo investimento directo estrangeiro e o governo", pode-se ler no documento.
O défice orçamental de Moçambique deverá ficar este ano nos 7,4%, abaixo dos 11,1% do PIB previstos pelo Executivo presidido por Filipe Nyusi.
Para 2016, as previsões de crescimento são mais optimistas face a este ano tanto para Luanda (4,2%) como para Moçambique (8,1%).

Nos restantes países lusófonos, o cenário também é de crescimento. Depois do crescimento de 2% registado em 2014, Cabo Verde deverá crescer 3,1% em 2015 e 3,6% em 2016. O défice orçamental também deverá manter a sua tendência decrescente, 7,1% em 2015 e 6,2% em 2016.
Por seu turno, a Guiné-Bissau deverá crescer 3,9% este ano, depois de um crescimento de 2,6% este ano. Para 2016, está estimado um crescimento de 3,7%. O défice orçamental de Bissau deverá ficar nos 3,9% este ano e 3,4% no próximo.
Olhando para São Tomé e Príncipe, o arquipélago deverá crescer 5,1% este ano e 5,4% no próximo. Já o défice orçamental deverá situar-se nos 7,2% em 2015 e em 8% no próximo.

África continua a crescer

As economias africanas deverão manter em 2015 e 2016 a sua tendência de crescimento, ultrapassando assim o crescimento da maioria das regiões globais e convergindo com as taxas registadas na Ásia. África deverá assim crescer 4,5% este ano e 5% em 2016, valores acima dos registados em 2013 (3,5%) e 2014 (3,9%).
Neste momento, existem vários riscos que poderão pesar sobre este crescimento, como a queda dos preços do petróleo e de outras matérias-primas, a par das consequências do surto de ébola na África Oriental e das incertezas políticas internas em vários países.
Estes riscos poderão assim "atrasar o esperado retorno a níveis de crescimento similares aos verificados antes de 2008", pode ler-se no relatório. “” – FONTE :  JORNAL  DE NEGÓCIOS

BNA Dívida pública colocada semanalmente por Angola aumenta 135%



“”(…)  De acordo com o relatório semanal sobre a evolução dos mercados monetário e cambial do Banco Nacional de Angola (BNA), enquanto operador do Estado, o banco central colocou no mercado primário, entre 18 e 22 de maio, cerca de 56,1 mil milhões de kwanzas (465 milhões de euros) em Bilhetes do Tesouro (BT) e 5,6 mil milhões de kwanzas (46,5 milhões de euros) em Obrigações do Tesouro (OT).
Neste período, as maturidades das OT variaram entre os 2 e os 5 anos, com as taxas de juro a oscilarem entre os 7 e os 7,77%. No caso dos BT, as taxas de juro cifraram-se à volta de 6,42% ao ano a maturidade de 364 dias.
Ainda para a gestão corrente do Tesouro Nacional, no segmento de venda direta de títulos ao público, e no mesmo período, o BNA colocou 532,8 milhões de kwanzas (4,4 milhões de euros) em dívida pública.
No total, Angola colocou cerca de 62,2 mil milhões de kwanzas (516,5 milhões de euros) de dívida pública na última semana, o que contrasta com a anterior, que se cifrou então em 26,5 mil milhões de kwanzas (220 milhões de euros), um aumento de 135% no espaço de uma semana.

O Governo angolano prevê um endividamento público para 2015 a rondar os 20 mil milhões de dólares (18,2 mil milhões de euros), a captar também junto de investidores privados.
Este endividamento é necessário para garantir o financiamento do Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2015, compensando as quebras nas receitas petrolíferas, e distribui-se em partes iguais pelo mercado externo e interno.
Durante todo o mês de abril, Angola colocou 64,8 mil milhões de kwanzas (537 milhões de euros) em dívida pública, no mercado primário, o que já representou então uma quebra de 26,1% face a março, segundo dados do banco central angolano compilados pela Lusa. “” – FONTE :  NOTÍCIAS  AO  MINUTO

sábado, 23 de maio de 2015

Angola volta a rejeitar pedido da ONU para investigação a confrontos no Huambo



“”(…)  Pela segunda vez no espaço de uma semana o governo angolano voltou a rejeitar a possibilidade de uma investigação independente aos acontecimentos no monte Sumi, no Huambo, em que um número indeterminado de pessoas morreram.
Personalidades angolanas e partidos políticos da oposição pediram uma investigação independente aos confrontos entre a polícia e fieis da seita A Luz do Mundo e subsequentemente um pedido idêntico foi feito pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).
O ministro da justiça angolano Rui Mangueira disse em Luanda que Angola não irá permitir que as suas “instituições de soberania sejam agredidas por instituições de fora”, acrescentando  que a polícia tem trabalhado no caso “com toda a lisura e transparência”.

Rui Mangueira acusou aqueles angolanos que afirmaram terem morrido centenas de pessoas nos confrontos  de “levantarem números de uma forma irresponsável”.
"O Estado angolano já pediu ao Alto Comissário das Nações Unidas para justificar esta sua pretensão de ter uma comissão independente para investigar o caso, porque as Nações Unidas têm critérios, não podem ser utilizadas ao belo prazer das pessoas", disse o ministro.
Anteriormente o governo angolano tinha acusado aquele organismo da ONU de fazer declarações  sem ter qualquer prova de que teria havido um massacre, acusando também aquele organismo de emitir comunicados com base em falsas declarações prestadas por “elementos tendenciosos e absolutamente irresponsáveis, com a intenção de difamar não só as instituições angolanas, mas também todos os seus cidadãos". “” – FONTE : VOA

OUÇA AGORA a RÁdio Angola: 20ª Edição do Resumo Semanal das Notícias sobre Angola



Radio Angola (RA): Eis os temas abordados na 20ª Edição do resumo semanal da Rádio Angola em 22-05-2015, apresentado por Serafim de Oliveira e análises e comentários de Carlos Lopes:

1.      - O ativismo cívico e os Direitos Humanos em Angola.

2.      - A justificação para os preços dos produtos não pararem de subir e o salário mínimo dos angolanos

3.- O Consenso possível entre o MPLA e a Oposição nas Eleições Gerais e Autárquicas.

4. -  Banco BIC com 3 mil ME de dívida pública de Angola e previsão para aumentar.

Perguntas e sugestões podem ser enviadas para info@friendsofangola.org. A Rádio Angola – uma rádio sem fronteiras – é um dos projectos da Friends of Angola, onde as suas opiniões e sugestões são validas e respeitadas!

PARA OUVIR: http://www.blogtalkradio.com/radioangola/2015/05/22/radio-angola-20-edio-do-resumo-semanal-das-noticias-sobre-angola

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Até abril Angola com quebra de 58% nas receitas fiscais da exportação do petróleo



“”(…)  A informação resulta de relatórios do Ministério das Finanças sobre a evolução da receita fiscal petrolífera angolana, compilados pela Lusa, confirmando a forte quebra das receitas com a exportação do barril de crude e justificam-se com a contínua descida da cotação do petróleo no mercado internacional, atualmente à volta de 65 dólares (58 euros) por barril.
Entre janeiro e abril deste ano, segundo os mesmos relatórios, dez áreas de produção de petróleo em Angola renderam 434,7 mil milhões de kwanzas (3.560 milhões de euros), quando no mesmo período de 2014 essa arrecadação se cifrou em 1,046 biliões de kwanzas (8.560 milhões de euros), uma quebra superior a 58%.
Estas áreas garantiram a exportação 210,3 milhões de barris de petróleo até abril, quando nos primeiros quatro meses de 2014 esse volume foi de 192 milhões de barris.

Confirma-se desta forma que o país tem vindo a exportar mais petróleo, mas a arrecadação de receitas, em termos homólogos, está em forte queda.
Em causa estão números sobre a receita arrecadada com o Imposto sobre o Rendimento do Petróleo (IRP), Imposto sobre a Produção de Petróleo (IPP), Imposto sobre a Transação de Petróleo (ITP) e receitas da concessionária nacional.
Os dados constantes neste relatório do Ministério das Finanças resultam das declarações fiscais submetidas à Direção Nacional de Impostos pelas companhias petrolíferas, incluindo a concessionária nacional angolana, a empresa pública Sonangol.
Angola é o segundo maior produtor de petróleo da África subsaariana, atrás da Nigéria, estimando o Executivo superar a produção diária de 1,8 milhões de barris em 2015.
O petróleo garantiu em 2013 cerca de 76% das receitas fiscais angolanas, mas este ano não deverá ultrapassar os 36,5%, de acordo com as projeções governamentais. “” – FONTE :  NOTÍCIAS  AO  MINUTO