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sábado, 27 de junho de 2015

Chivukuvuku impedido de visitar activistas detidos por conspiração



“”(…)  O líder da Casa-CE Abel Chivukuvuku foi impedido de visitar nesta quinta-feira, 24, alguns jovens do auto-denominado Movimento Revolucionário detidos no sábado passado pela polícia de investigação, sob acusação de planearem uma campanha de desobediência para o derrube do presidente José Eduardo dos Santos.
Chivukuvuku foi impedido de visitar os presos apesar de ter prometido que não falaria com eles,mas que pretendia apenas verificar o seu estado de saúde.
"Tínhamos a  intenção de exprimir solidariedade aos jovens detidos injustamente, mas também queríamos saber da condição física dos mesmos se foram violentados ou não", explicou.
Entretanto, todas as tentativas de visitar os presos resultaram-se infrutíferas, o que obrigou Chivukuvuku e a sua delegação a abandonar as instações dos Serviços de Investigação Criminal, onde se encontram os jovens.
"O regime está cada vez mais antidemocrático”, lamentou,  acrescentando que  “tudo indica que o procurador terá recebido ordens superiores para não permitir a nossa visita".
O líder da Casa-CE e acompanhantes, bem como os jornalistas, esperaram quase quatro horas para terem uma resposta negativa.”” – FONTE : VOA

sexta-feira, 26 de junho de 2015

JÁ PODE OUVIR NA RÁDIO ANGOLA: 25ª Edição do Resumo Semanal das Noticias sobre Angola




Rádio Angola (RA): Eis os temas abordados na 25ª Edição do resumo semanal da RA em 26/06/2015, apresentado por Serafim de Oliveira e análises e comentários de Carlos Lopes. 

1.      - Prendam, torturem e acusem depois.
2.      - O direito a indignação dos angolanos perante o regime ditatorial que vigora em Angola.
3.      - Novas demolições em Luanda e o calvário dos angolanos que dormem ao relento.
4.      - A promessa do Executivo Angolano em relação a mulher rural.
5.      "New York Times" mostra a realidade dos serviços de saúde de Angola

Perguntas e sugestões podem ser enviadas para info@friendsofangola.org. A Rádio Angola – uma rádio sem fronteiras – é um dos projectos da Friends of Angola, onde as suas opiniões e sugestões são validas e respeitadas!

PARA OUVIR : http://www.blogtalkradio.com/radioangola/2015/06/26/ra-25-edio-do-resumo-semanal-das-noticias-sobre-angola

Angola. O país mais mortal para as crianças



“”(…)  "New York Times" mostra a realidade dos serviços de saúde de Angola, o país do mundo com um índice mais elevado de óbitos entre crianças. E liga os números devastadores à corrupção.
Tudo começa com uma mãe e uma avó que vêem morrer em frente aos seus olhos o seu menino. É José. O hospital é impecável, pelo menos nas infra-estruturas e limpeza. Mas, como em tantos outros que mais à frente descobrimos na reportagem de dez minutos do "New York Times", faltam médicos e enfermeiros.

Há 60 mil crianças que morrem todos os dias no mundo. Mas em nenhum país morrem mais crianças do que em Angola. "Ainda assim o governo decidiu cortar os custos com a saúde em 30%", alerta o jornalista Nicholas Kristof que, juntamente com Adam B. Ellick, assina o trabalho do jornal norte-americano.
Os jornalistas do "New York Times" apontam a corrupção como o factor que espoleta esta tragédia humanitária em Angola e mostram imagens das festas do centro da capital Luanda em que Porsche e Jaguar são meio de transporte habituais e o champanhe é rei nos balcões dos bares.

O jornal norte-americano descreve um país de muitas e profundas desigualdades, em que o petróleo e os diamantes deviam ser mais do que suficientes para evitar a morte de crianças.
Kristof diz que a maior parte dos casos de morte de menores eram possíveis de prevenir e no texto introdutório da reportagem afirma que nunca mais poderá fazer outro trabalho igual naquele país africano.
"Angola naturalmente não recebe bem os jornalistas. Demorei cinco anos até conseguir um visto para entrar em Angola, e depois desta reportagem duvido que mais alguma vez consiga entrar no país enquanto este regime estiver no poder", avança o jornalista.

Kristof descreve que o que mais o impressionou foram os momentos que viveu "na Angola fora das cidades" em que as pessoas não têm acesso a médicos ou a dentistas.
"É especialmente devastador ver crianças a sofrer por não terem tratamento médico e que não podem sequer ir à escola. Ou então conhecer uma mãe que já perdeu dez filhos, e isso é especialmente enfurecedor quando estamos a falar de um país tão rico", pode ler-se.
Nicholas Kristof pediu entrevistas ao Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, e à filha, Isabel dos Santos, mas ambos recusaram.
Este é já o segundo trabalho que o jornalista publica sobre Angola este ano. “” – FONTE : RR