Translate

Número total de visualizações de página

sábado, 9 de julho de 2016

A política monetária de combate a inflação em Angola debatido na RNA



A Rádio Nacional de Angola debateu hoje as políticas de combate a inflação em Angola no programa Tendências e Debates com a intervenção dos convidados.

Na minha opinião a inflação que está próxima dos 27%, muito acima daquela que o Executivo Angolano diz as famílias angolanas, deve-se as péssimas políticas monetárias definidas pelo Titular do Executivo Angolano e seus auxiliares, bem como, as orientações que envia ao Banco Nacional de Angola.

A oferta de produtos é escassa, porque a produção nacional no quadro da diversificação da economia é insuficiente e as importações diminuíram em virtude da dificuldade no acesso as divisas para pagamento dos produtos e serviços importados. A procura mantém-se e tem uma tendência a aumentar perante a ausência de políticas satisfatórias do Executivo Angolano, no aumento da produção nacional e colapso na distribuição dos poucos produtos provenientes do campo para os centros do consumo.

Os angolanos não sabem em que situação estão os programas de responsabilidade do Executivo, de escoamento dos produtos agrícolas do campo até ao consumidor como o PAPAGRO, que teve várias atualizações e injeção de capital mas que está parado, os créditos concedidos ao desenvolvimento agrícola de apoio a mulher rural, ao pequeno camponês que se dedica a agricultura de subsistência, nas pescas onde há necessidade contínua de importação de rações para a piscicultura, de barcos e acessórios de pescas, na indústria com as falhas de matérias prima maioritariamente importadas e de componentes para a manutenção de equipamentos, bem como, a redução generalizada de produtos nas prateleiras dos distribuidores, obrigando os consumidores a ficarem em longas filas e só poderem levar uma quantidade de artigos alimentares estipulada pelo comerciante.

A ineficácia das políticas monetárias e de combate a inflação por parte do Executivo Angolano e do BNA, deve-se também as grandes quantidades de «dinheiro vivo» em dólares americanos no mercado informal ( minuto 12:53 – 13:05 da gravação do programa ), não sabendo a sua proveniência e nem havendo um esforço do Executivo Angolano em averiguar quem abastece as kinguilas. Angola um dos países com maior circulação de dólares americanos fora do sistema bancário, sendo isso uma preocupação internacional sobre o branqueamento de capitais, lavagem de dinheiro e corrupção em grande escala. A desconfiança que existe sobre o sistema bancário angolano e o desconhecimento da quantidade de divisas que circula no mercado informal, são alguns fatores que neutralizam as políticas do Executivo Angolano.

Assim, não se espera que a inflação seja reduzida a curto prazo, que haja uma real diversificação da economia, que a mesma cresça e que o rendimento da maioria das famílias angolanas aumente e que se dignifique a vida dos angolanos.   

O Plano Nacional de Desenvolvimento de autoria do MPLA e seu Governo falhou e lançou as famílias angolanas na miséria e uma classe média que empobrece dia após dia.

A contestação social à má governação do Titular do Poder Executivo é algo que acontecerá a curto prazo, num regime de cariz ditatorial.


sábado, 25 de junho de 2016

A RNA debate as negociações FMI e Angola e debate na Rádio Ecclesia dos Direitos da Criança intervenção Carlos Lopes



A Rádio Nacional de Angola debateu no programa Tendências e Debates as negociações entre FMI e o Estado Angolano, no dia 25-6-2016. A recomendação do FMI sobre as eleições em 2017, cujos custos podem onerar o OGE, o financiamento para a diversificação da economia e aposta que o MPLA faz no Plano Nacional de Desenvolvimento 2013 – 2017, como base de negociação com o FMI e outros comentários dos convidados sobre o assunto.

A Rádio Ecclesia no debate informativo trouxe o tema da preservação dos Direitos Humanos, realçando a importância do núcleo familiar, os centros de apoio as crianças, o papel da escola, a falta de apoios do Executivo Angolano e outros aspectos relacionados com o tema apresentado pelos convidados. 


terça-feira, 21 de junho de 2016

A “ LUPA DE CARLOS LOPES “ Nr. 32º - O que é um militante do MPLA.









O Secretário-Geral do MPLA deu ontem uma entrevista na TPA, depois do Telejornal da noite e ficamos a saber, que um militante do MPLA que fale mal do partido num óbito ou festas, é um mau militante.
O militante do MPLA deve discutir os assuntos dentro do partido e nunca fora dele, porque se não, está denegrir o partido.

O MPLA é um partido democrático, mas acabou com as correntes de opinião. O militante do MPLA que discorde de alguma coisa, pode escrever ao partido que irá depois observar a ideia ou crítica que o mesmo fez.

As moções que foram elaboradas pelas conferências organizadas para o Congresso do partido, que se vai realizar em Agosto, indicaram para Presidente do MPLA, o camarada José Eduardo dos Santos, atual Presidente e que já manifestou a vontade de abandonar a vida política ativa em 2018. No entanto, nada impede que um militante do MPLA que se candidate. Pode fazê-lo, considerando que tem em desfavor toda a estrutura do partido, que apoia por unanimidade a candidatura do Presidente José Eduardo dos Santos.

Em relação a intolerância política, se o MPLA fosse a denunciar todos os casos de intolerância política, estaria sempre a fazer conferências de imprensa e a queixar-se dessa situação. O militante do MPLA tem indicações de não praticar a intolerância política e apenas reage a provocação dos militantes dos outros partidos.

Quanto a corrupção, o MPLA sabe que ela existe mas não se pode generalizar. É preciso que se apresentem as provas de corrupção e não apenas falar nos corruptos. Para “Dino Matross”, a corrupção surgiu desde que o Homem apareceu no mundo.

Sobre a má imagem que Angola tem no exterior do país, ela deve-se a falta de patriotismo das “vozes” que são ouvidas nos outros países e que essas pessoas deviam era falar em Angola.  

Estas são algumas ideias que o Secretário-Geral do MPLA deixou na citada entrevista e que um militante do MPLA deve conscientemente digerir.

Depois disto, vale a pena esperar pela data da marcação das eleições pelo Presidente da República em 2017, porque os Angolanos merecem ser governados por um partido que venha a mudar este regime caduco, para finalmente dignificar a vida do povo soberano de Angola.

sábado, 11 de junho de 2016

RNA debate sobre a reestruturação do sector petrolífero e Rádio Ecclesia debate sobre a Reconciliação Nacional

As intervenções de Carlos Lopes e dos convidados, no debate na Rádio Nacional de Angola debateu no programa Tendências e Debates com o tema a reestruturação do setor de petróleo em Angola, sobre a criação de 4 empresas e uma Agência, as dívidas da Sonangol e as imparidades técnicas. Na Rádio Ecclesia o debate foi sobre a Reconciliação Nacional e a Paz em Angola, sobre o seu processo, a intolerância política e a participação dos políticos na reconciliação nacional.
PARA OUVIR:

quarta-feira, 8 de junho de 2016

A “ LUPA DE CARLOS LOPES “ Nr. 31º - A Sonangol "BOA" a Sonangol "MÁ" e as outras 17 subsidiárias.






( África Monitor Intelligence publicou este artigo no dia 9-6-2016 )
LINK: http://www.africamonitor.net/pt/opiniao/sonangolboama-17subsidiarias-cl016/



No sentido de dar cumprimento ao Decreto do pai, Presidente de Angola, a Isabel dos Santos na qualidade de Presidente do Conselho de Administração da Sonangol prepara-se nos próximos 100 dias, prazo indicado por ela, para apresentar um modelo de reestruturação da Sonangol. 

Talvez inspirada pelo modelo português, ninguém se admire, se aparecer uma Sonangol BOA, que é a holding operacional e também a que ficar com a função concessionária do setor petrolífero, de preferência sem o «lixo das imparidades» e uma Sonangol MÁ, para onde se vai «varrer o lixo» já que não se pode colocar por baixo de nenhum «tapete» e teremos ainda as 17 subsidiárias, que tem milhares trabalhadores, que ficarão com o credo na boca a ver quem vai cair em desgraça do despedimento coletivo, principalmente naquelas empresas que não são rentáveis.

A Isabel dos Santos, também irá tomar uma posição em relação as participações diretas e indiretas noutras empresas, algumas em Portugal, como o BCP onde já perdeu cerca de 2/3 do valor das ações em bolsa.
Sem dúvida nenhuma, que esta nomeação começa a não agradar a « gregos e a troianos » e que muita água vai passar por baixo da ponte, leia-se Sonangol, que invés de estar a jorrar petróleo, afunda-se com dívidas incalculáveis, porque a Isabel dos Santos apressou-se a desmentir a enorme dívida de que tanto se fala, mas sem informar de qual é o valor real da mesma.

Esta nomeação da filha mais velha do Presidente do MPLA, para o cargo em causa, está a trazer um mal-estar no meio dos camaradas, desde os altos dirigentes aos meros militantes trabalhadores, que estão sob a mira de um despedimento coletivo em grande escala. 

As mãos estendidas dos camaradas do MPLA, que se habituaram a ter na Sonangol, uma empresa sempre pronta a acudir as suas emergências financeiras, vão ficar vazias perante a visionária Isabel dos Santos, que aposta aumentar a eficácia e a transparência, em toda a linha e alcance, sem piedade.

Enquanto vai continuar a contestação da sociedade civil e dos partidos políticos da oposição contra a nomeação da Isabel dos Santos para o citado cargo, não irá surpreender ninguém, se alguns camaradas descontentes com o incerto futuro que os espera na esfera da Sonangol, venham a ser aliados inesperados.

Uma coisa é certa, nunca mais a Sonangol vai ser como era.

terça-feira, 7 de junho de 2016

A " LUPA DE CARLOS LOPES " Nr 30º - Os «buracos» da nossa Angola








Os buracos em Angola proliferam onde e quando menos se espera.

Temos os buracos nas estradas, nos passeios e em quase todas as obras de infraestruturas criadas pelo Executivo Angolano, que tem dificuldade de os tapar e quando consegue isso, é abrindo outro buraco para tapar o anterior.

Fala-se agora do «buraco» de 44 mil milhões da Sonangol, que se encaixa perfeitamente na estratégia dos «tapa buracos» acima referido. A Sonangol serviu para andar a tapar muitos buracos e com desconhecimento dos angolanos. A solução encontrada pelo Presidente da República passou pelo núcleo familiar, escolhendo a sua primogénita para chefiar e resolver o «buraco» da Sonangol. O Plano Nacional de Quadros que é acarinhado pelo Presidente da República, não conseguiu descortinar gestores competentes para administrarem a maior empresa pública de Angola, responsável pela gestão do «ouro negro» e dos petro-dólares que antes tapavam os buracos que apareciam.

A Isabel dos Santos que é apontada como a maior bilionária de Angola e África, aos olhos do Presidente foi a única, que tinha um curriculum invejável para presidir o conselho da administração da Sonangol e desta forma gerir a maior receita fiscal do país.
A contestação a esta nomeação foi imediata por parte da sociedade civil angolana, que se baseia na Lei da Probidade e no conflito de interesses que existe, porque se não houvesse, a empresária e acionista Isabel dos Santos, não se preocupava em sair da Administração das empresas NOS, EFACEC e BIC, todas em Portugal e onde a legislação se aplica, sem necessidade de impugnações judiciais nesta matéria. Assim, só em Angola verifica-se que a Lei aplica-se de acordo com os interesses vigentes daqueles que lideram a governação no país. 

Os «buracos» ruinosos no OGE, na Saúde, na Educação, na Habitação, na Banca, na maior parte das Empresas Públicas, ou seja, por todo lado e sem nunca esquecer, os buracos nas estradas das 18 Províncias de Angola, vão aguardar pela genialidade da nova presidente do conselho da administração da Sonangol, como um exemplo a seguir de uma gestão de excelência, como foi referido pela mesma com entusiasmo.

Mas, uma coisa é certa, a família do Presidente da República de Angola, vai dominando a economia do país e as sobras ficam para os apoiantes dos mesmos, porque o resto da população, que é a maioria, vive numa miséria adormecida com tendência a acordar para a realidade que sufoca a sua sobrevivência. Até quando, é a questão principal.