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terça-feira, 11 de agosto de 2015
Angola, o país onde morrem mais crianças
“”(…) Uma em cada seis crianças angolanas morre antes de completar cinco anos. Os dados da Unicef levaram Nicholas Kristof, colunista do The New York Times, até Angola para perceber este problema, numa reportagem de opinião que o PÚBLICO divulga em parceria com o jornal norte-americano. “Este é um país repleto de petróleo, diamantes e milionários que conduzem Porsches e crianças a morrer à fome”, inicia Kristof a sua reportagem sobre a mortalidade infantil em Angola. Para além dos números preocupantes relativos à mortalidade infantil, os dados indicam ainda que mais de um quarto das crianças está fisicamente afectado pela subnutrição e que os casos de morte materna durante o parto são de 1 em 35. “” – FONTE : PÚBLICO
VEJA O VÍDEO DO JORNAL “THE NEW YORK TIMES” LINK : http://www.publico.pt/multimedia/video/angola-o-pais-onde-mais-criancas-morrem-20150624-191101
sexta-feira, 26 de junho de 2015
Angola. O país mais mortal para as crianças
“”(…) "New York Times" mostra a realidade dos serviços de saúde de Angola, o país do mundo com um índice mais elevado de óbitos entre crianças. E liga os números devastadores à corrupção.
Tudo começa com uma mãe e uma avó que vêem morrer em frente aos seus olhos o seu menino. É José. O hospital é impecável, pelo menos nas infra-estruturas e limpeza. Mas, como em tantos outros que mais à frente descobrimos na reportagem de dez minutos do "New York Times", faltam médicos e enfermeiros.
Há 60 mil crianças que morrem todos os dias no mundo. Mas em nenhum país morrem mais crianças do que em Angola. "Ainda assim o governo decidiu cortar os custos com a saúde em 30%", alerta o jornalista Nicholas Kristof que, juntamente com Adam B. Ellick, assina o trabalho do jornal norte-americano.
Os jornalistas do "New York Times" apontam a corrupção como o factor que espoleta esta tragédia humanitária em Angola e mostram imagens das festas do centro da capital Luanda em que Porsche e Jaguar são meio de transporte habituais e o champanhe é rei nos balcões dos bares.
O jornal norte-americano descreve um país de muitas e profundas desigualdades, em que o petróleo e os diamantes deviam ser mais do que suficientes para evitar a morte de crianças.
Kristof diz que a maior parte dos casos de morte de menores eram possíveis de prevenir e no texto introdutório da reportagem afirma que nunca mais poderá fazer outro trabalho igual naquele país africano.
"Angola naturalmente não recebe bem os jornalistas. Demorei cinco anos até conseguir um visto para entrar em Angola, e depois desta reportagem duvido que mais alguma vez consiga entrar no país enquanto este regime estiver no poder", avança o jornalista.
Kristof descreve que o que mais o impressionou foram os momentos que viveu "na Angola fora das cidades" em que as pessoas não têm acesso a médicos ou a dentistas.
"É especialmente devastador ver crianças a sofrer por não terem tratamento médico e que não podem sequer ir à escola. Ou então conhecer uma mãe que já perdeu dez filhos, e isso é especialmente enfurecedor quando estamos a falar de um país tão rico", pode ler-se.
Nicholas Kristof pediu entrevistas ao Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, e à filha, Isabel dos Santos, mas ambos recusaram.
Este é já o segundo trabalho que o jornalista publica sobre Angola este ano. “” – FONTE : RR
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