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quarta-feira, 20 de maio de 2015

Guarda Presidencial de Angola recusa entregar agente acusado de matar activista



“”(…)  A Guarda Presidencial da República de Angola continua a ser acusada de inviabilizar a captura de um dos seus agentes que atingiu mortalmente o activista da Convergência Ampla de Salvação de Angola-Coligação Eleitoral(Casa-CE) Manuel Hilbert Ganga, a 23 de Novembro de 2013, quando tentava colar panfletos que denunciavam o desaparecimento dos activistas Isaías Cassule e Alves Kamulingue.
Francisco Miguel “Michel”, advogado da família de Ganga, denuncia que pela quarta vez a Polícia de Investigação Criminal mostra-se incapaz de executar a ordem do tribunal que ordenou a prisão do acusado.
“O director Nacional da Investigação Criminal tem conhecimento e, até agora que vos falo, a ordem não foi executada” disse.
Entretanto, uma fonte da Direcção Nacional de Investigação Criminal, que pediu o anonimato, disse à VOA desconhecer qualquer ordem do Tribunal Provincial de Luanda a pedir a captura do agente acusado de ter morto Hilbert Ganga.

Em resposta, o advogado Francisco Miguel “Michel” volta a insistir que até este momento houve quatro mandados de captura e que agora aguarda-se apenas pela marcação da data do julgamento.
“O que falta mesmo é só a data do julgamento”, rematou o advogado.
Recorde-se que Manuel Hilbert Ganga foi morto a 23 de Novembro de 2013, quando tentava colar panfletos que denunciavam o desaparecimento dos activistas Isaías Cassule e Alves Kamulingue.
A VOA soube à última hora que, para exigir o fim das matanças em Angola, um grupo de jovens programou para o dia 27 deste mês mais uma manifestação na capital angolana. “” – FONTE : VOA

terça-feira, 31 de março de 2015

"Caso Ganga" pode ir a tribunal em breve



“”(…)  O juiz do "caso Hilberto Ganga", activista da Casa-CE assassinado a 23 de Novembro de 2012 por um elemento da Guarda Presidencial, emitiu o despacho de pronúncia.
O julgamento pode começar dentro da próxima semana de acordo com o advogado da família de Hilberto Ganga, Francisco Miguel “Michel”, que diz não entender como as autoridades que deviam deter o réu ainda não conseguiram fazê-lo, embora esteja identificado e localizado por trabalhar na Guarda Presidencial.
Questionado sobre essa incapacidade das autoridades em executar a ordem do tribunal, o advogado apenas encontra justificação no facto de a DNIC depender do poder executivo. “O tribunal não tem meios de coerção, infelizmente quem tem é a DNIC e a DNIC pertence ao Executivo”, explicou.
Francisco Miguel “Michel”, advogado da família de Ganga, vai mais longe e diz que o Presidente da República tem o dever de entregar o seu segurança aos órgãos de justiça.

A VOA tentou contactar o general Hélder Vieira Dias “Kopelipa”, ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da  Republica, para saber a razão de a instituição não entregar o soldado da guarda presidencial, mas não obtivemos qualquer resposta.
Quem já reagiu foi o presidente da Casa-CE Abel Chivukuvuku que hoje se reuniu com a imprensa. Ele lamentou que os órgãos de justiça não possam fazer o seu trabalho.
De recordar que Hilberto Ganga, assassinado a 23 de Novembro de 2013 pela Guarda Presidencial quando afixava cartazes contra o assassinato de Isaías Cassule e Alves Kamulingue, é patrono da Juventude Patriótica de Angola (JPA), braço juvenil da força política da Casa-CE. “” – FONTE : VOA

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Casa-CE acusa MPLA de incompetência governativa



“”(…)  Um governo que em 40 anos não conseguiu dar Bilhete de Identidade aos seus cidadãos provou a sua incompetência para governar, disse o dirigente parlamentar da Casa-CE André Mendes de Carvalho “Miau”.
Mendes de Carvalho falava na abertura das jornadas parlamentares da organização em que a proposta da lei sobre o registo eleitoral do Executivo submetida à Assembleia Nacional e rejeitada pela oposição é um dos assuntos a ser debatido.
O dirigente parlamentar da Casa-CE aproveitou a ocasião para tecer duras críticas ao Governo de MPLA que disse ser incapaz de governar.
“Se em 40 anos o MPLA não conseguiu dar Bilhete de Identidade aos angolanos então não está capacitado para dirigir o país", disse Miau, que   apelou também as autoridades a levarem a tribunal os responsáveis pela morte do seu militante Hilert Ganga, morto há mais de um ano pela Guarda Presidencial.

Embora alegadamente os autores da prisão de Ganga e sua subsequente morte tenham sido identificados até agora ninguém foi levado a tribunal.
Ganga morreu depois de ter sido preso quando colava cartazes numa zona perto da presidência.
"O assassinato do patrono da nossa juventude Hilbert Ganga continua impune, não se trata de um crime qualquer que possamos esquece,r trata-se de um homicídio, os culpados devem aparecer e serem julgados pelo crime que cometeram", disse Miau.
As jornadas parlamentares daquele partido da oposição continuam terminam na próxima quinta-feira, 26, aqui em Luanda. “” – FONTE : VOA

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Advogado acusa polícia angolana de recear prender responsável pela morte de Hilbert Ganga



“”(…)  A Direcção Provincial de Investigação Criminal(DPIC), da província de Luanda  tem medo de prender  o autor do disparo que, há um ano,  matou  o   activista político, Manuel de Carvalho Hilbert Ganga, acusou o advogado da família, Miguel Francisco (Michel).
Segundo o causídico  angolano, o  Ministério Público já emitiu um  mandato de captura do suposto  autor  do crime, mas a DPIC denota incapacidade para cumprir a ordem.
Miguel Francisco  disse que a atitude dos responsáveis  DPIC reside no facto de o acusado pertencer à Presidência da República.
“A DPIC sempre respondeu com evasivas,  mas o autor do crime está bem identificado ”, reiterou o advogado.

Manuel Ganga, que era membro da Casa-CE,  foi morto  no dia 23 de Novembro de 2013,  por um suposto membro da Guara Presidencial, quando se encontrava a colar panfletos a propósito da morte dos activistas Alves Camulingue e Isaías Cassule.
Segundo uma testemunha, Ganga foi abatido a tiro à porta do complexo presidencial depois de ter sido preso. Essa testemunha disse que Ganga tentou saír do veículo quando se apercebeu que estava a ser levado para o interior do edifício quando foi morto.
Recorde-se que a Casa-CE organizou ontem, 23, uma marcha a pedir justiça no caso Hilbert Ganga.”” – FONTE : VOA