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terça-feira, 26 de agosto de 2014
Autoridades angolanas garantem estar preparadas para enfrentar o ébola
“”(…) Embora os casos tenham sido detectados na província do Equador, que não faz fronteira com Angola, fontes do Minisitério da Saúde disseram que o país passa integrar a lista de nações com risco "moderado a alto de infecção" da doença mortal que não tem vacina ou cura.
As autoridades sanitárias asseguram que o país tem todas as condições preparadas para evitar a entrada do vírus da Ébola no país.
Medidas estão a ser tomadas na fronteira norte ao mesmo tempo que o Governo diz não ter havido até agora nenhum caso de ébola no território nacional.
Em declarações à Rádio Nacional de Angola, o ministro da Saúde José Van Dunem assegurou que, na eventualidade de se registar algum caso, há equipas preparadas para evitar o alastramento da doença.
"Estes casos deverão ser detectados o mais precocemente possível para melhorar a possibilidade dos doentes sobreviverem, a diminuição da possibilidade de transmissão para outros doentes passa por haver informação, garantir os meios de biossegurança para os profissionais de modo a termos as condições criadas para que a doença não se transforme num pesadelo", disse o ministro.
Outra possibilidade levantada de possível entrada de doentes de ébola é através do processo de entrada de ex-refugiados prrovenientes da República Democrática do Congo.
Para acautelar isto, o Ministério da Reinserção Social diz ter a resposta, afirmando estar criadas condições para possíveis casos de Ébola ficarem sob quarentena em Maquela do Zombo no Uíge.
Um porta voz disse que mesmo na fronteira com Kimbata há uma equipa de saúde de prontidão.
Em Luanda foram criadas condições em três unidades sanitárias nas zonas fronteiriças, segundo a directora de Saúde de Luanda Rosa Bessa: No Hospital Municipal de Cacuaco, no Hospital Municipal de Viana e no Centro Médico Materno-Infantil do Benfica”.
“A comissão está a trabalhar, para que nestas unidades não faltem os meios de Bio Segurança necessários", acrescentou Bessa.
Em caso de haver algum registo de ébola as amostram devem ser enviadas para África do Sul porque, segundo as autoridades sanitárias, o país ainda não possui laboratório capacitado para diagnosticar a doença.”” – FONTE : VOA
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segunda-feira, 25 de agosto de 2014
Vírus Angola passa a risco "moderado a alto" de infeção por Ébola
“”(… ) "Até há uma semana, Angola era considerada como um país de baixo-médio risco. Neste momento entra para o grupo de países com risco moderado a alto, porque tem um país vizinho com a epidemia confirmada", explicou Adelaide de Carvalho, referindo-se à classificação internacional sobre a propagação da doença.
A também
porta-voz da comissão sobre o Ébola em Angola garantiu à Lusa que "não
existe" qualquer notificação de casos suspeitos da epidemia no país ou
sequer "rumores". "Não fomos alertados para nenhuma situação que
nos levasse à investigação até ao momento", disse Adelaide de Carvalho.
A RDCongo
confirmou no domingo os seus primeiros casos da febre hemorrágica Ébola, que já
afeta quatro outros países africanos. A validação resultou da análise às
amostras retiradas a pessoas com uma febre hemorrágica que causou 13 mortos
desde 11 de agosto no noroeste do país.
"O
facto de ter um país vizinho a notificar casos [de Ébola] faz colocar [Angola]
numa posição de maior risco, relativamente à semana anterior", disse, por
seu turno, a responsável angolana da Saúde Pública.
Angola,
através de sete províncias, partilha uma vasta fronteira terrestre com a
RDCongo.
De acordo
com Adelaide de Carvalho, face a este "risco de proximidade" as
autoridades sanitárias angolanas estão a "redobrar" e a
"acelerar" a mobilização de equipas para o controlo, alerta a
vigilância sanitária, nomeadamente nos postos de fronteira.
"Identificar
claramente quem é o viajante e orientar no sentido de notificar algum caso que
se inscreva naquilo que está definido como quadro suspeito. É o redobrar da
vigilância, estamos a apelar aos nossos técnicos para estarem muito mais
atentos a qualquer indício", sublinhou Adelaide de Carvalho.”” – FONTE :
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