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terça-feira, 29 de setembro de 2015

Casa-CE critica ataques do Governo à eurodeputada Ana Gomes



“”(…)  O deputado da Casa-CE Leonel Gomes criticou, no Kwanza-Sul a reacção do MPLA à resolução do Parlamento Europeu que revelou o aumento de violações de direitos humanos e da corrupção em Angola e disse que o partido no poder devia ver o contexto. Gomes lembrou que Ana Gomes é amiga de Angola de há longa data, tendo facilitado a entrada do MPLA na Internacional socialista.
“Na altura porque nos convinha e passava panos quentes na cabeça, era amiga, era a melhor pessoa do mundo para o MPLA porque foi ela que trabalhou e que lutou para influenciar o partido socialista português para fazer o lobbie para o MPLA entrar na IS , mas hoje o MPLA está num contexto completamente de direita e senão mesmo de extrema direita em termos de actuação, virou o inimigo que tem que ser abatido a qualquer preço”, disse o parlamentar.
Instado a pronunciar-se sobre o possível impacto negativo do pronunciamento de Ana Gomes no seio dos angolanos o deputado afirmou que poderá ter beliscado “alguma personalidade acintosa de algumas pessoas do MPLA porque até agora são algumas pessoas do MPLA que reagem”.
Recorde-se que tanto o Governo como o Presidente do Parlamento angolano recusaram as acusações da resolução do Parlamento Europeu. “” – FONTE : VOA

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

CASA-CE vai passar a partido politico



“”(…)  A Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA-CE) vai apresentar-se às eleições de 2017 como uma organização político-partidária.
A transformação da actual terceira força política do país e a segunda maior na oposição deverá acontecer durante o II Congresso ordinário, em Abril de 2016, disse na Huíla o presidente da CASA-CE, Abel Chivukuvuku.
O trabalho que aponta para a transformação da CASA-CE em partido político já ultrapassou algumas etapas e Abel Chivukuvuku acredita que o processo termina em Abril de 2016.
Chivukuvuku disse que “os partidos constituintes da coligação já fizeram os seus congressos e remeteram ao Tribunal Constitucional as suas deliberações", tendo este anotado.
Abel Chivukuvuku está na província da Huíla em visita de trabalho no âmbito do programa designado 15-15, que se resume em 15 dias no interior e outros 15 na capital do país.
O referido programa pretende avaliar a evolução da província em áreas como ambiente politico, saúde, educação ou acesso à água. “” – FONTE : VOA

sábado, 11 de julho de 2015

Segundo maior partido da oposição em Angola critica "psicose de golpes de Estado"



“”(…) Abel Chivukuvuku referia-se, no seu discurso de abertura da reunião do Conselho Executivo Nacional, a aspetos a nível político, económico e social, que marcaram o primeiro semestre do ano em Angola.
O líder da segunda maior força da oposição em Angola afirma que a Constituição e várias leis do país foram constantemente violadas por instituições públicas, pelo Presidente da República, Assembleia Nacional, Governos central, provincial e administrações locais.
A título de exemplo, Abel Chivukuvuku citou a convocação este ano, pelo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, do Conselho da República, pela primeira vez no atual mandato.
"E após três anos consecutivos de violação da Constituição, finalmente a Assembleia Nacional aceitou e estamos em vias de normalizar a composição da Comissão Nacional Eleitoral", acrescentou.
Do ponto de vista político nacional, Abel Chivukuvuku frisou que nos últimos tempos tem-se constatado "um endurecimento do regime autoritário prevalecente e regista-se uma regressão quanto à necessidade de implementação dos valores e princípios de uma democracia".

"Vivemos hoje a psicose de golpes de Estado e de rebeliões. Continuamos a não aprender que já acusamos colegas e compatriotas nossos, no passado", disse o líder da CASA-CE, descrevendo os recentes casos da seita religiosa "A Luz do Mundo", acusados de tentativa de rebelião, e a detenção dos 15 jovens ativistas, acusados de tentativa de golpe de Estado.
A nível económico, o dirigente político frisou a falência do modelo de economia executado pelo Governo, dependente exclusivo do petróleo, salientando que ficou também provada a incapacidade de implementação da estratégia da diversificação da economia.
"Muitos discursos, muitos papéis, mas pouca prática e pouca concretização", criticou Chivukuvuku.
No plano social, referiu que o país regista hoje o agravamento da pobreza, com o crescimento dos índices de desigualdades entre as várias camadas de angolanos, a subida do custo de vida, que afeta muito mais os pobres, a retração da expansão dos serviços públicos, face à diminuição de receitas e a de oferta de empregos.

A nível interno, Abel Chivukuvuku apontou as prioridades e desafios do partido, consubstanciada em reformas estruturais para as eleições de 2017.
"Só podemos avançar em 2017 para eleições sérias, justas e transparentes se tivermos capacidade de mudanças, tanto de legislação, como de política e de comportamentos", frisou.
De acordo com o líder da CASA-CE, depois de ultrapassado o desafio da dúvida, é preciso agora ganhar-se "a batalha da fé e da certeza", quanto ao papel central da coligação no futuro de Angola.
Para tal, Chivukuvuku apontou a necessidade da CASA-CE "assumir e conquistar o estatuto de alternativa desejada, porque credível para a governação". “” – FONTE : LUSA / Sapo

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Chivukuvuku diz que Angola vive um colonialismo doméstico



“”(…)  Em caso de vitória nas eleições de 2017, o presidente da Casa-CE vai construir uma cadeia exclusiva para gestores públicos do actual Governo, no quadro de um plano anticorrupção, anunciou o líder do terceiro maior partido angolano em Benguela, onde falou de pobreza e políticas públicas. Antes de avançar para a construção da cadeia, na província do Kwanza Sul, Abel Chivukuvuku espera ter melhorada a situação social do trabalhador angolano.
Perante centenas de militantes da Casa-CE e representantes da sociedade civil, Abel Chivukuvuku deixou claro que a situação de pobreza, que atinge 60 por cento da população, merecerá destaque na sua campanha eleitoral.
O político entende que existe um fio condutor capaz de ligar a corrupção aos actuais níveis de pobreza.
Aqui chegado, disse não ser sensato que se castigue o agente da polícia que pede uma «gasosa» ao automobilista, enquanto o ministro se mantém impune.
Os generais, segundo refere, também deverão ter como destino a prisão da cidade do Sumbe.
“Vamos criar uma polícia especial contra a corrupção como os sul-africanos tinham chamada Scorpions, mas com ordens para começar a apanhar de cima, e vamos construir no Sumbe uma cadeia especial para os mais velhos”, garantiu Chivukuvuku.

O presidente da Convergência Ampla de Salvação de Angola fala também em colonialismo doméstico e tece duras críticas ao Governo devido ao que chama de falta de projecto de Nação.
“Agora são José Eduardo, Manue Vicente, Kopelipa, colonialismo doméstico, e a partir daí entrámos no tal ciclo de reprodução da pobreza: uns começaram a ter, e são os novos colonos domésticos, e outros deixaram de ter porque são os excluídos”, acusou Chivukuvuku,
Entretanto, para aquele político da posição, o Executivo pode não ser o único culpado pela situação de extrema pobreza em Angola.
“O mais grave das nossas sociedades é o espírito de resignação voluntária do cidadão e ausência do espírito de reivindicação”, concluiu Abel Chivukuvuku, que lamentou que “aceitamos a pobreza”. “” – FONTE : VOA

terça-feira, 16 de junho de 2015

Casa-CE quer saber das garantias e fundos gastos na reconstrução de estradas



“”(…)  O deputado e vice-presidente da Casa-Ce Alexandre Sebastião André disse que muitas estradas recentemente reconstruidas pelo Governo estão já esburacadas e em pior estado do algumas deixadas pelo colonialismo. André desafiou o Executivo a esclarecer que garantias recebeu das obras de reconstrução e quais os montantes utilizados.
André desafiou o Executivo a esclarecer que garantias recebeu das obras de reconstrução e quais os montantes utilizados.
O dirigente da Casa-CE disse em Malanje que o estado da estrada Nacional 230 para Malanje contribui agora para o aumento dos acidentes de viação.
“Para chegar até Malanje é um grande sacrifício, tendo em consideração as vias de comunicações novas que já estão tão debilitadas, tão desfeitas que nem as que foram construídas pelo colonialismo português”, disse Sebastião André, fazendo notar que se desconhecem “as grandes quantidades de recursos financeiros" usados na estrada.
“Esta estrada de Malanje também já é mortífera, é uma estrada assassina a julgar com os acidentes que encontramos pelo caminho”, alertou.
O fornecimento de energia eléctrica e distribuição de água canalizada à população da capital malanjina são também incipientes, segundo aquele político.
Par ao  deputado da Casa-CE, o que se passa em Malanje “quase que é uma praga que está a assolar o país todo em razão da má gestão dos recursos". “” – FONTE : VOA