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sábado, 16 de agosto de 2014

Jovens angolanos fazem novo protesto no sábado

“”(…) Um dos organizadores é António Catuienze, que diz esperar ter a adesão de muitos residentes locais na manifestação de sábado (16/08): "Como ativistas conhecemos bem os problemas do município", razão pela qual convocaram a manifestação "para as 10 horas da manhã na Rotunda do Camama". Trata-se de avançar com duas reivindicações muito concretas, acrescenta Catuienze. Primeiro, resolver os problemas com a água potável, e segundo, obter electricidade: "O caso da energia para nós é essencial, uma vez que sem energia o musseque é um inferno, por causa da bandidagem e dos assaltos". Também Mbanza Hamza, rapper e apoiante do chamado Movimento dos Jovens Revolucionários, vai participar nesta ação. "A intenção é muito mais profunda ao levarem agora as manifestações para os musseques", diz Mbanza Hamza. "O objetivo é atingir diretamente as pessoas, mostrar-lhes a sua realidade e fazê-las refletir. Porque uma coisa que queremos muito, que está acima da alternância dos poderes estabelecidos em Angola, é a transformação das mentalidades." “” – FONTE:  DW África

Libertados os jovens detidos ontem em Luanda

“”(…)Os jovens detidos esta quinta-feira frente ao tribunal de Viana, nos arredores de Luanda, foram espancados pela polícia e pouco depois libertados. Estes jovens manifestavam o seu regozijo pela absolvição ontem (14/08) por falta de provas do activista Manuel Baptista Chivonde "Nito Alves", preso durante 57 dias desde 12 de Setembro de 2013, e acusado de crime contra a segurança do Estado e injúria ao Presidente José Eduardo dos Santos. Luati Beirão considera, ainda, que será reprimida a manifestação de jovens, convocada para amanhã às 9 horas, no Município do Belas, em Luanda pelo Movimento das Manifestações nos Musseques, que pretende denunciar as condições de vida nos bairros pobres da capital e noutras cidades angolanas. Esta é a segunda manifestação convocada pelo MMM, tendo a primeira sido "ilicitamente proíbida pela polícia" que deteve vários manifestanrtes, libertando-os depois a vários quilómetros da capital, sublinha ainda Luati Beirão.”” – FONTE: RFi

O Bloco Democrático (BD) anunciou o seu apoio a uma programada manifestação de jovens prevista para Sábado em Luanda.


“”(…) O Bloco Democrático (BD) anunciou o seu apoio a uma programada manifestação de jovens prevista para Sábado em Luanda. A manifestação insere-se no chamado Movimento das Manifestações nos Musseques (MMM) que visa chamar a atenção paras condições de vida nos bairros pobres da capital e outras cidades. O Bloco Democrático disse que apoia a manifestação por se tratar “de uma manifestação pacifica e que quer aumentar o conhecimento popular dos direitos de cidadania”. A manifestação irá ter início pelas 9h00 no Município do Belas na zona do Golf II. O BD apelou a todo o povo a aderir à manifestação afrimando que “é importante que prevaleça o direito à manifestação conforme defende a Constituição da República de Angola”. Anteriores manifestações foram impedidas pela polícia que prendeu vários dos manifestantes libertando-os depois a centenas de quilómetros da capital.”” - FONTE: VOA

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Não existe qualquer acusação contra o Dr. Ricardo Salgado

""(...) Depois de uma notícia publicada hoje pelo Expresso sobre uma alegada estratégia de defesa de Ricardo Salgado, o advogado do antigo banqueiro diz que a informação "não tem qualquer fundamento e assenta em mera especulação". "Não existe qualquer acusação contra o Dr. Ricardo Salgado, pelo que também não existe qualquer desenho da sua defesa, muito menos nos termos sugeridos pela referida publicação", escreve Francisco Proença de Carvalho numa nota enviada para as redacções. Onde se lê ainda que "o Dr. Ricardo Salgado manterá a postura serena e discreta que tem sempre seguido e nunca contribuirá para qualquer perturbação dos trabalhos que, eventualmente, estejam a ser realizados pelas entidades competentes. Lamenta que sejam alguns meios de comunicação social a fazê-lo ostensivamente e de uma forma, claramente, persecutória"."" - FONTE: ECONÓMICO

Governo angolano "insensível" à pressão

“”(…)"O Presidente José Eduardo dos Santos governa o país há mais de trinta anos. Mas durante todo este tempo o povo angolano não beneficiou das enormes riquezas em matérias-primas", refere Kasambala. "Dentro da SADC, Luanda debate o desenvolvimento económico sustentável, mas quando os cidadãos angolanos criticam o Governo por causa da desigualdade gritante no país são sujeitos a prisão arbitrária e espancamentos. A polícia recorre à violência para dispersar manifestantes." Governo angolano "insensível" à pressão A lista das violações dos direitos humanos não se fica por aqui, diz a ativista da Human Rights Watch. À falta de liberdade de expressão há que acrescentar a corrupção oficial e a impunidade, as expulsões forçadas sem compensação, o trabalho infantil, a violação dos direitos dos reclusos, a discriminação da mulher… A lista está longe de completa. Mas como mudar esta situação? "É um desafio enorme", diz Tiseke Kasambala. "Por causa da sua riqueza, o Governo angolano parece insensível à pressão internacional. Mas isso não é razão para desistirmos. Pelo contrário, isso significa que é ainda mais importante que a comunidade internacional se pronuncie sobre o que se passa em Angola, uma vez que o povo angolano não tem necessariamente essa voz, já que praticamente não tem poder sobre o Governo." A ativista defende que o grosso da pressão externa devia originar nos outros países da SADC. Angola, explica Kasambala, orgulha-se da sua posição de poder na África Austral. Uma chamada de atenção dos líderes de outros Estados-membros para a situação dos direitos humanos no país poderia surtir algum efeito. Mas também a restante comunidade internacional não se deve calar perante o abuso desses direitos em Angola, defende a chefe do departamento da África Austral da Human Rights Watch. "Esse género de pressão seria muito valioso", afirma. "Tanto os Estados Unidos da América como a União Europeia mantêm relações estreitas com Angola. Também a África do Sul tem interesses económicos importantes no país. Estes Estados teriam a possibilidade de pressionar Angola a respeitar os direitos humanos." - FONTE: DW África

Ricardo Salgado deu uma entrevista ao Diário Económico

“”(…)Ricardo Salgado deu uma entrevista ao Diário Económico. O antigo líder do BES garante que vai limpar o seu nome e o da família e não responde sobre as investigações judiciais, que, segundo o Correio da Manhã, terão uma equipa especial em breve.”” FONTE: SIC Notícias

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Investir na Indústria de Angola em ZEE

Na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda/Bengo, localizada no quilómetro 30 em Viana, criada em 2005, numa área total de 8.300 hectares, onde foram projectadas 73 fábricas, das quais oito encontram -se já em funcionamento e inauguradas a 27 de Maio pelo Presidente da República e que estão orçadas em 50 milhões de dólares norte-americanos.

A Sonangol participa no projecto ZEE por orientação do Presidente da República, tanto na definição de estratégias sobre a implementação e na cedência de recursos humanos qualificados, como no apoio técnico, material e financeiro. O processo de transferência de responsabilidade do GRN (Gabinete de Reconstrução Nacional) para a Sonangol teve início em Abril de 2010 e a transferência do património foi assinado pelas partes a 11 de Outubro de 2010.

A Sonangol Investimentos Industriais (SIIND) - subsidiária da Sonangol EP, investe na ZEE na aquisição de equipamentos destinados à montagem e funcionamento das indústrias e entre 8 a 30 de Junho deste ano, vai promover as indústrias que pretende implementar na ZEE, um programa destinado, principalmente, a empresários nacionais com o objectivo de encontrar investidores interessados, com capacidade empreendedora e de gestão comprovada, a fim de participarem na gestão das unidades já lançadas e não devem ser devedoras do Estado e segurança social, nem terem dívidas em mora junto do sistema financeiro.

Os empresários nacionais têm prioridade para investir na ZEE, no âmbito do Decreto 49/11, devidamente legalizados, e que tenham capacidade de criar mais-valias de produção e emprego.

Estão excluídos projectos empresariais ligados ao fabrico de explosivos, fogo de artifícios, material bélico ou cuja actividade traga prejuízos ambientais.

São bem-vindos na ZEE os gestores e investidores estrangeiros com know-how tecnológico e que dominem o sector em que pretendam investir.

A SIIND já contratou com empresas estrangeiras a reposição de peças sobressalentes para as indústrias.

Sobre o fornecimento de electricidade às unidades fabris, a ZEE conta com 60 Kilovolts de uma subestação local, 30 kilovolts provenientes de uma barragem e ainda com um grupo de geradores como alternativa.

Mas, a realidade é outra. O abastecimento é instável e irregular de energia eléctrica, às infra-estruturas estão inacabadas e à necessidade de mão-de-obra qualificada e de parceria tecnológica adequada ao desenvolvimento industrial é um problema de difícil resolução.

Por outro lado, os empresários que ficarem de «fora» da ZEE, não têm os mesmos benefícios fiscais e aduaneiros, que forem atribuídos às indústrias da Zona Económica Especial.

O Executivo Angolano não deve praticar uma política de exclusão na industrialização do país, onde os empreendedores têm que ter os mesmos direitos de acesso aos benefícios do investimento efectuado, mesmo que seja implantado em outras zonas de Angola.

A competitividade no mercado livre e aberto em Angola, depende dos incentivos que serão criados pelo Executivo para apoiarem a indústria nacional, mas sem constrangimentos ou entraves inesperados.