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segunda-feira, 2 de março de 2015

Isabel dos Santos quer fusão entre BPI e BCP



“”(…)  É a resposta da empresária Isabel dos Santos à oferta pública de aquisição que o CaixaBank lançou sobre o BPI. E está longe de ser um sim.
A segunda maior acionista do BPI, através da empresa Santoro, vai propor que se iniciem conversações entre o BPI e o BCP com vista a uma fusão. O Expresso apurou que estará para breve a comunicação da intenção de avançar com a análise da operação.
O objectivo de Isabel dos Santos será o de travar a OPA em curso com uma proposta que seja mais atrativa para os acionistas. Fontes próximas do processo garantem ao Expresso que nos últimos dias têm ocorrido conversas entre a empresária e a alguns acionistas do BCP, nomeadamente a Sonangol, para que a fusão dos dois bancos possa começar a ser discutida. Contatado um representante de Isabel dos Santos recusou-se a fazer qualquer comentário. 
Recorde-se que o BCP, que no passado chegou a lançar uma OPA sobre o BPI a 7,5 euros por ação e que não teve sucesso, tem como maior acionista a Sonangol.
O espanhol CaixaBank, principal acionista do BPI, oferece 1,329 euros por cada ação do BPI, o correspondente à média da cotação dos últimos seis meses. Para a oferta ter sucesso, os espanhóis colocam como condições a desblindagem dos estatutos do banco, que atualmente limita a 20% os direitos de voto, e também passar a deter mais de 50% do capital do BPI.
O pedido de registo da oferta foi efetuado no passado dia 25 de fevereiro e a administração do BPI tem oito dias úteis para se pronunciar sobre a proposta. A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários ainda não autorizou o registo da operação. 

O maior banco privado em Portugal

A avançar a fusão BPI /BCP, daria origem ao maior banco privado em Portugal, com uma quota de cerca de 30% do mercado português e uma capitalização bolsista de 6,5 mil milhões de euros. Mas não só. Ambos os grupos detêm fortes presenças noutros mercados (Angola, Polónia, entre outros). Combinados, têm um produto bancário de 3.150 milhões de euros e uma margem financeira (diferença entre juros pagos em depósitos e juros cobrados em créditos) de 1.631 milhões de euros.
Outro ponto forte são os acionistas de peso que poderiam passar a estar juntos na mesma instituição financeira, com especial destaque para os angolanos Santoro e Sonangol, mas também o espanhol La Caixa e o grupo Allianz.

Mas ambos têm questões para resolver. O BPI continua a ter de encontrar uma solução para o BFA em Angola, devido às novas regras que obrigam à consolidação da dívida soberana de Angola. Tanto o BCP como o BPI tiveram prejuízos em 2014 (218 milhões de euros e 162 milhões de euros, respetivamente).
O BCP tem ainda de devolver ao Estado 750 milhões de euros relativo à linha de ajuda estatal para a banca. E terá de o fazer até ao início de 2016. E o banco liderado atualmente por Fernando Ulrich precisa de melhorar a rentabilidade no mercado doméstico.
A ser viável esta fusão e a aquisição do Novo Banco (o BPI já assumiu estar interessado), seria criado um superbanco. “” – FONTE : EXPRESSO

BNA Vendas de divisas em Angola em máximos e kwanza em mínimos



“”(…)  De acordo com o relatório semanal sobre a evolução dos mercados monetário e cambial, do BNA, ao qual a agência Lusa teve hoje acesso, o banco central angolano realizou vendas em leilões, entre 23 e 27 de fevereiro, de 600 milhões de dólares (535 milhões de euros).
Este valor compara com as vendas de divisas na semana anterior de 450 milhões de euros (396 milhões de euros).
As vendas da última semana pelo BNA foram concretizadas a uma taxa média de referência do mercado cambial interbancário de 106,858 kwanzas (89 cêntimos de euro) por cada dólar, um novo máximo.
Esta taxa de câmbio oficial não para de subir desde novembro, quando um dólar valia menos de 100 kwanzas.
O BNA colocou na banca comercial, em todo o mês de fevereiro, mais de 1.950 milhões de dólares (1.598 milhões de euros), mas ainda se sentem restrições, aos balcões da banca comercial, no acesso dos clientes a moeda estrangeira.
Em causa está, nomeadamente, a diminuição de receitas de venda do barril de crude por Angola, o que fez diminuir a entrada de divisas no país, provocando a escassez de dólares no mercado e dificultando o pagamento das empresas a fornecedores internacionais.

Devido às restrições impostas pelos bancos comerciais no levantamento de divisas, face à escassez da moeda norte-americana, as taxas praticadas no mercado informal têm vindo a disparar, com a compra de cada dólar a manter-se acima dos 120 kwanzas nas ruas de Luanda.
O governador do BNA afirmou a 06 de fevereiro que "antecipações erradas" da crise do petróleo por agentes económicos estão na origem das dificuldades no acesso a divisas, porque as vendas mensais fixam-se, em média, nos 1.500 milhões de dólares.
José Pedro de Morais Júnior disse que não existem motivos para as dificuldades relatadas no acesso generalizado a dólares nos bancos comerciais.
O Governador deu a entender que o problema está nas medidas de proteção adotadas pelos bancos, face aos efeitos da crise do petróleo, nomeadamente com a intenção de constituírem reservas para prevenir eventuais dificuldades. “” – FONTE :  NOTÍCIAS  AO MINUTO

Pires de Lima Governo acompanha situação das empresas lusas em Angola



“”(…)  Pires de Lima sublinhou que os números das exportações "são muito positivos" independentemente das dificuldades das empresas portuguesas em Angola e que o Governo "está a acompanhar de perto, para minimizar o impacto que se vive neste momento num país que ainda têm uma economia muito dependente do petróleo".
O ministro, que falava após uma visita ao SISAB (Salão Internacional da Alimentação e Bebidas), salientou que as vendas ao estrangeiro bateram recordes em 2014 e que as empresas nacionais exportaram no ano passado quase mais 40% do que se exportava em 2009.
"Em 2015, apesar de algumas situações mais complexas que precisam de ser acompanhadas pelo Governo, como Angola, estou convicto de que a economia portuguesa vai crescer mais ainda", reforçou, notando que a evolução do euro também ajuda esta dinâmica de exportações. “” – FONTE :  NOTÍCIAS AO  MINUTO

Sonae reavalia aposta em Angola



“”(…)  O arranque da operação dos hipermercados Continente em Angola foi colocado esta semana em suspenso pela Sonae. Depois de várias questões legais, formais e logísticas terem estado na origem de três anos de adiamentos nos prazos previstos para a abertura da primeira loja, agora é a própria parceria com a empresa Condis, de Isabel dos Santos, que está em causa. Tudo devido à alegada 'fuga' de dois quadros de topo da empresa portuguesa para a sua parceira angolana.
 A situação foi reportada internamente, no início desta semana, pela administração da Sonae a alguns funcionários da empresa e posteriormente noticiada pelo "Público": os gestores da área de retalho Miguel Osório e João Seara informaram a empresa da sua decisão de se desvincularem da Sonae para aceitarem um convite para um novo projeto em Angola. 

A parceira Condis nunca foi diretamente referida pela Sonae como destino destes trabalhadores, mas as fontes contactadas pelo Expresso admitem que a situação está a provocar algum melindre. E forçou a necessidade de colocar em equação todo o plano de investimento em Angola. 
"A Sonae está atenta a estes desenvolvimentos e aguarda informação adicional, não tendo até ao momento tomado qualquer decisão quanto ao projeto Angola", resumiu fonte oficial ao Expresso.  “” – FONTE : EXPRESSO

domingo, 1 de março de 2015

OUÇA a Rádio Angola: 11ª Edição do Resumo Semanal das Noticias sobre Angola



Rádio Angola: Eis os temas abordados na 11ª Edição do resumo semanal da Rádio Angola em 28-02-2015, apresentado por Serafim de Oliveira e análises e comentários de Carlos Lopes:

·         A Oposição Angolana prepara-se para votar contra a revisão do OGE 2015.
·         A actividade partidária da Oposição Angolana e a intolerância política.
·         Amnistia Internacional denuncia as violações dos Direitos Humanos que ocorrem em Angola.
·         O pagamento de subornos e a corrupção em Angola.

Perguntas e sugestões podem ser enviadas para info@friendsofangola.org. A Rádio Angola – uma rádio sem fronteiras – é um dos projectos da Friends of Angola, onde as suas opiniões e sugestões são validas e respeitadas.