José Eduardo dos Santos quando anunciou a
crise económica no final de 2014, tinha a consciência dos erros de governação
cometidos ao longo do tempo em que o MPLA está no poder.
Neste momento, se os depositantes angolanos
correrem para os bancos e tentarem levantar as suas poupanças, em contas a prazo
ou a ordem, na moeda nacional ou divisas, terão a desagradável surpresa de não
verem a «cor do dinheiro». Caso isso viesse acontecer, podia-se dizer que
Angola estaria na bancarrota e sem possibilidade de recorrer ao financiamento
externo e teria que pedir uma intervenção ao FMI e ao Banco Mundial, numa posição
de resgate.
Acrescer a problemática bancária e
financeira, temos a insegurança alimentar que se vive no país, visto que a
maioria da população não tem acesso regular e permanente à alimentação em
quantidade e qualidade adequadas, num quadro catastrófico da subida do custo de
vida com uma inflação galopante.
O descalabro que se mantém com a falta de
medicamentos no combate à doenças endémicas como o paludismo, epidemias como a
febre amarela e a quebra acentuada dos anti-retrovirais no combate aos doentes com
sida, traz graves problemas de saúde na população activa, com aumento do absentismo
nos locais de trabalho e a baixa de produtividade generalizada na economia do
país.
O Titular do Poder Executivo e os seus
auxiliares não estão a conseguir encontrar soluções para os problemas diários
com que se confronta a maioria das famílias angolanas.
Impõe-se a implantação de métodos de boa
governação em Angola, que só virão com a mudança de regime por via eleitoral,
onde os partidos da oposição apresentarão os seus programas ao eleitorado, para
que este vote em eleições justas, transparentes e sem fraude eleitoral.
O MPLA como partido no poder e responsável pelo
estado caótico em que se encontra o país, não está e nem vai estar em posição
de ganhar as próximas eleições gerais em 2017. Nesse sentido, não surpreende
que queira o seu adiamento. Cabe aos partidos da oposição e a sociedade civil
exigir eleições gerais em 2017 e a preparação das eleições Autárquicas,
fundamentais para o desenvolvimento sustentável de Angola.
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