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quinta-feira, 9 de julho de 2015

Angola com menos 85% de receitas e défice de mil milhões



“”(…)  O relatório de execução orçamental do Ministério das Finanças indica que as receitas totais angolanas, de capital e correntes, cifraram-se à volta dos 60 mil milhões de kwanzas (440 milhões de euros) em maio. No mesmo mês de 2014 - antes da crise da cotação internacional do barril de crude - essas receitas ultrapassaram os 400 mil milhões de kwanzas (2,9 mil milhões de euros).
"Esta variação negativa foi resultado de uma diminuição nas receitas correntes e nas receitas de capital de 77% e de 97%, respetivamente", lê-se no documento, consultado pela Lusa.
Trata-se de uma forte quebra também quando comparado com o mês de maior arrecadação de receita em 2015, fevereiro, com os cerca de 350 mil milhões de kwanzas (2,5 mil milhões de euros).
O mesmo documento de execução orçamental também reflete um corte de 66% na despesa pública angolana no mês de maio, face a 2014, cifrando-se em 200 mil milhões de kwanzas (1,4 mil milhões de euros).
Ou seja, só no mês de maio, face a estes indicadores do Ministério das Finanças, as contas públicas angolanas apresentaram um défice - diferença entre as receitas e as despesas - de pelo menos 140 mil milhões de kwanzas (1.030 milhões de euros).

O Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, anunciou a 02 de julho um aumento da despesa pública no segundo semestre deste ano, depois dos cortes na revisão do Orçamento Geral do Estado (OGE) devido à crise da cotação internacional do petróleo.
De acordo com José Eduardo dos Santos, as receitas do Estado "aumentaram ligeiramente" até ao final do primeiro semestre, explicando esta melhoria com a subida das receitas dos setores petrolífero e não-petrolífero, mas também com a aprovação de várias linhas de financiamento, levando a Comissão Económica do Conselho de Ministros a um "reajuste" das medidas macroeconómicas.
"Apontou [a comissão] a possibilidade de um ligeiro aumento da despesa pública no segundo semestre, podendo-se assim apoiar mais as áreas da Saúde, Educação e outros setores sociais, e canalizar mais recursos cambiais para a economia", disse José Eduardo dos Santos.

O peso da exportaçã do petróleo nas receitas fiscais angolanas cifrou-se em 2014 em cerca de 70%, mas deverá cair este ano para 36,5%, o que levou o Governo a rever o OGE em março último, cortando um terço em todas as despesas públicas.
Nessa revisão, a cotação estimada no barril de crude - necessária para prever o encaixe financeiro e as despesas possíveis -, foi reduzida de 80 para 40 dólares. Contudo, há várias semanas que o barril de crude permanece acima dos 60 dólares no mercado internacional. “” – FONTE :  NOTÍCIAS AO  MINUTO

Rusgas em Luanda na busca de "golpistas"



“”(…)  O Serviço de Investigação Criminal (SIC) de Angola continua a efectuar rusgas aparentemente com o objectivo de deter pessoas associadas aos15 jovens recentemente detidos por alegadamente planearem um golpe de estado.
Após a detenção dos jovens, o SIC já procuraram por Carbono Casimiro e Raul Mandela, que escaparam.
Esta semana,  os agentes de investigação criminal deslocaram-se à casa da Rosa Conde, uma das activistas ligada ao Movimento Revolucionário de Angola, mas encontraram apenas a sua mãe, Isabel Conde.
Conde disse que os agentes chegaram num “carro com vidros fumados e sem matricula. Quando perceberam que a Rosa não estava, eles foram até a nossa igreja e mais tarde voltaram a nossa casa”.
Os agentes, segundo Conde, disseram que "essa moça está a dar muito trabalho, quando lhe apanharmos ela vai ver”.
Ela disse também que foi ameaçada de prisão e morte. “” – FONTE : VOA

Amnistia Internacional discute Angola com governo português



“”(…)  A Amnistia Internacional pediu ao governo português para levantar junto de Angola a situação do jornalista Rafael Marques e outras violações de direitos humanos.
A directora da secção portuguesa da Amnistia Internacional, Teresa Pina, encontrou-se, quarta-feira, a uma representante do ministério dos negócios estrangeiros as preocupações da sua organização sobre os direitos humanos.
Pina  fez  notar que Angola tem compromissos internacionais  através de tratados e acordos que a obrigam a respeitar os direitos humanos.
Interrogada sobre se Portugal irá levantar essas preocupações junto do governo angolano, Pina  disse que o ministério português ouviu as preocupações da sua organização.
Ela recordou que Portugal iniciou este ano um mandato como membro da organização de direitos humanos das Nações Unidas e tem relações estreitas com Angola para poder levantar estas questões com o seu governo.
“Se não agora quando é que haverá uma palavra a dizer sobre a liberdade de expressão em Angola,  numa altura em que Portugal detém mais do que nunca a posição mais importante no órgãos mais importante do direitos humanos em todo o mundo?”, questinou Pina. “” – FONTE : VOA

terça-feira, 7 de julho de 2015

Maria Barroso faleceu aos 90 anos


A Dra. Maria Barroso, a esposa do Dr. Mário Soares, ex-Presidente da República Portuguesa, faleceu hoje aos 90 anos, às 5:20h no Hospital da Cruz Vermelha, onde se encontrava internada, em coma profundo irreversível, após ter caído a uns dias atrás. O corpo vai estar em camara ardente no Colégio Moderno, onde deu aulas e pertence a família e o enterro será amanhã no cemitério dos Prazeres em Lisboa.

Conheci a Senhora Dra. Maria Barroso, como Presidente da Cruz Vermelha, numa Conferência sobre Angola, na Casa de Angola em Coimbra, onde ambos fomos conferencistas em 2002 e na presença da minha falecida Mãe.

A família, apresento os meus sinceros pêsames e que DEUS a tenha em bom lugar.

#Maria_Barroso_Faleceu

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Presidente angolano em visita oficial a Itália



“”(…)  A visita do chefe de Estado angolano a Roma visa "reforçar as relações de amizade e cooperação existentes entre os dois países", refere uma nota do executivo.
Do programa da visita, entre 06 e 07 de julho, contam-se encontros com o Presidente italiano, Sergio Mattarella, e com o primeiro-ministro, Matteo Renzi.
Este último visitou Luanda precisamente há um ano, na companhia de mais de duas dezenas de empresários, tendo anunciado o objetivo de relançar a cooperação económica entre os dois países.
Na altura foi divulgada também a disponibilização de linhas de crédito para investimento italiano, através de Pequenas e Médias Empresas (PME), em Angola, bem como a abertura em Luanda de uma delegação da agência responsável pelas exportações de Itália.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística angolano, Itália foi o 11.º destino das exportações de Angola em 2014, no valor total de 131.736 milhões de kwanzas (965 milhões de euros), equivalente a uma quota de 2,29% do total.
Nas importações, Itália foi o 15.º país nas compras de Angola ao exterior, com uma quota de 1,74% do total e um montante de 49.137 milhões de kwanzas (360 milhões de euros).
Depois de Roma, José Eduardo dos Santos segue para uma "visita privada" a Espanha, de acordo com a Casa Civil do Presidente.
Trata-se da terceira visita privada a Espanha desde novembro de 2013. Nessa altura, em Barcelona, o Presidente angolano esteve ausente do país por algumas semanas. “” – FONTE :  NOTÍCIAS  AO MINUTO

sábado, 4 de julho de 2015

Condenar "repressão política em Angola"? Apenas o BE e um deputado do PS



“”(…)  O BE e o deputado socialista Pedro Delgado Alves ficaram hoje sozinhos, no parlamento, na condenação da "repressão política em Angola" e no apelo ao fim da detenção de um grupo de jovens opositores do regime.
Este voto de condenação pela "repressão em Angola" teve a oposição do PSD, PS, CDS, PCP e Partido Ecologista "Os Verdes", o que motivou reações de indignação por parte dos deputados bloquistas.
O Bloco de Esquerda pretendeu obter uma condenação pela Assembleia da República da detenção pelo regime angolano de "13 jovens ativistas cívicos durante uma reunião em que se discutiam formas de desobediência pacífica face à ditadura de José Eduardo dos Santos".

"Depois de detidos, a polícia revistou as suas casas sem apresentar qualquer mandato de busca. Apreendeu essencialmente livros e manuscritos como prova de que os jovens estariam envolvidos em atos preparatórios para o cometimento de uma rebelião", referia o texto do Bloco de Esquerda.
Perante estas alegadas circunstâncias, o Bloco de Esquerda pedia ao parlamento português para solicitar a "libertação dos jovens abusivamente detidos em Angola".
"É também um voto na luta pela liberdade e democracia naquele país", acrescentava o diploma dos bloquistas. “” – FONTE : DN